Miséria, dialética e libertação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46551/issn2179-6807v26n2p102-121

Palavras-chave:

Psicanálise. Miséria. Revolução.

Resumo

Este artigo argumenta que Freud não aceitou a esfera da “psicologia” como algo dado, que poderia ser conhecido objetivamente. Tampouco ele a via como algo unitário que seria sempre o mesmo e em qualquer pessoa. Ao invés disso, ofereceu ideias valiosas sobre a natureza humana da miséria enquanto algo histórico, sobre o processo dialético através do qual podemos entender a miséria como algo condensado em sintomas, e sobre a relação entre compreensão e libertação. Nós argumentamos que a psicanálise precisa ser recriada por nós enquanto uma ferramenta de trabalho radical sobre a subjetividade para derrubar as condições existentes. Argumentamos em favor de uma compreensão dialética da psicanálise como uma ferramenta e um resultado; essa ferramenta é o resultado das elaborações teóricas de Freud e seus seguidores, que nos permitiram usá-la para um trabalho radical na clínica e em movimentos de libertação. Ela torna possível uma “subjetividade revolucionária”, um “sujeito revolucionário”.

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Biografia do Autor

David Pavón Cuéllar, Universidad de San Nicolás de Hidalgo em Morelia, Mexico

Professor de psicologia na Universidad de San Nicolás de Hidalgo em Morelia, Mexico. ORCID: 0000-0003-1610-6531.

Ian Parker, Universidade de Manchester, Reino Unido

Pesquisador-professor honorário na Universidade de Manchester, Reino Unido. ORCID: 0000-0002-2492-3091.

Paulo Beer, Núcleo de Estudos e Trabalhos Terapêuticos (NETT)

Psicanalista, coordenador do Núcleo de Estudos e Trabalhos Terapêuticos (NETT). ORCID: 0000-0001-9702-4209.

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Publicado

2020-12-23

Como Citar

Pavón Cuéllar, D., Parker, I., & Beer, P. (2020). Miséria, dialética e libertação. Revista Desenvolvimento Social, 26(2), 102-121. https://doi.org/10.46551/issn2179-6807v26n2p102-121