Raça e educação: De Manoel Bomfim à Paulo Freire, uma leitura decolonial

Race and Education: From Manoel Bomfim to Paulo Freire, A Decolonial Reading

Autores

  • Cristina Borges Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES)

DOI:

https://doi.org/10.46551/issn2179-6807v27n2p71-87

Palavras-chave:

Parasitismo Racial, Modernidade, Colonialidade do Poder, Educação, Oprimido-opressor

Resumo

A questão racial tem sido debatida por epistemologias marginais a exemplo do pensamento descolonial que tem como conceito principal a Colonialidade do Poder. Este artigo, em perspectiva marginal, busca refletir sobre a articulação entre colonialismo, educação e raça no Brasil. Objetiva demonstrar que uma educação libertadora tal como apregoada por Paulo Freire (1987) passa pelo empreendimento de criticar o colonialismo e a colonialidade. Para tanto, traz como subsídio teórico os intelectuais brasileiros Manoel Bomfim e Paulo Freire (1987), especificamente o conceito de parasitismo social cunhado pelo primeiro e a proposta de educação libertária do segundo a partir da superação do dilema oprimido-opressor.

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Biografia do Autor

Cristina Borges, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES)

Doutora em Ciências da Religião. Professora do curso de Ciências da Religião da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS). E-mail: cristinaborgesgirasol@gmail.com -  ORCID iD: http://orcid.org/0000-0002-4193-5377.

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Publicado

2021-12-23

Como Citar

Borges, C. (2021). Raça e educação: De Manoel Bomfim à Paulo Freire, uma leitura decolonial: Race and Education: From Manoel Bomfim to Paulo Freire, A Decolonial Reading. Revista Desenvolvimento Social, 27(2), 71–87. https://doi.org/10.46551/issn2179-6807v27n2p71-87