O cartaz #elenão como etiqueta comunicacional e de insurgência

Reflexões sobre agência e mobilizações em rede

Autores

  • Gustavo Souza Santos Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc)

DOI:

https://doi.org/10.46551/issn2179-6807v26n2p122-141

Palavras-chave:

Mobilização social, Rede, Insurgência, Estética, Mídia

Resumo

Em setembro de 2018, o movimento #EleNão se difundiu pelos 27 distritos brasileiros e algumas cidades do exterior em protesto contra a agenda política do então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro. Um cartaz de origem digital, amplamente difundido nas redes sociais e em materiais gráficos, com a vocalização "Ele Não" tornou-se a etiqueta de insurgência para a mobilização em rede.  A proposta do trabalho foi refletir esta perspectiva considerando a enunciação de vocabulários, palavras de efeito e estéticas políticas nas mobilizações contemporâneas e suas possíveis relações com os sujeitos, sua agência e os espaços de mobilização reticulada. 



Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gustavo Souza Santos, Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc)

Professor do Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc). Doutorando em Desenvolvimento Social e mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

Referências

BRANDÃO, C. R. A primeira. Walter Benjamin. A dívida solidária com o passado. In: _________. Memória Sertão: cenários, cenas, pessoas e gestos nos sertões de João Guimarães Rosa e de Manuelzão. São Paulo: Cone Sul; Uberaba: Editora Uniube, 1998. p. 27-34.

BRANDÃO, C. R. A vida reinventada: movimentos sociais e movimentos ambientalistas. In: PESSOA, J. M. (Org). Saberes de nós: ensaios de educação e movimentos sociais. Goiânia: UCG, 2004. p.43-120

CARTER, P. Living in a new country: history, travelling and language. Londres: Faber and Faber, 1992.

CASTELLS, M. O poder da identidade. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

GOHN, M. G. Movimentos sociais e redes de mobilizações civis no Brasil contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2010.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP & A, 2006.

LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 7. ed. São Paulo: Sulina, 2015.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000.

MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Tradução de Ronald Polito e Sérgio García Canclini. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001.

RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Netto. São Paulo: Editora 34, 2009.

SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C. As Territorialidades Insurgentes do Gigante Desperto: Jornadas de Junho de 2013 no Brasil e suas Dinâmicas Territoriais. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 35, p. 37-48, 24 jul. 2018.

SILVA, R. R.; MARTINS, B. G. A emergência do cartaz nas Jornadas de Junho: excesso de palavras e políticas da escrita insurgente. Mídia e Cotidiano, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 142-162, dez. 2018.

TOURAINE, A. O sujeito como movimento social. In: ________. Crítica da modernidade. Tradução de Elia Ferreira Edel. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. p. 247-268.

Downloads

Publicado

2021-04-16

Como Citar

Souza Santos, G. (2021). O cartaz #elenão como etiqueta comunicacional e de insurgência: Reflexões sobre agência e mobilizações em rede. Revista Desenvolvimento Social, 26(2), 122–141. https://doi.org/10.46551/issn2179-6807v26n2p122-141