John Dewey, Edgar Morin e Educação Matemática

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DOI:

https://doi.org/10.46551/emd.v6n12a17

Palavras-chave:

Dewey, Morin, Complexidade, Educação Matemática

Resumo

Neste texto, abordam-se aspectos das correntes epistemológicas racionalista e empirista, bem como relações (existentes e/ou engendráveis) entre elas, as quais culminaram e culminam com a concepção filosófica interacionista. Indicam-se aproximações e distanciamentos entre o racionalismo e o empirismo, tomando-se como referencial, para tanto, princípios complexos morinianos. Almeja-se sublinhar elementos da visão interacionista deweyana julgados compatíveis com a teoria do conhecimento defendida por Morin. Busca-se ressaltar, igualmente, a influência de John Dewey no que tange à criação das noções de professor reflexivo e de professor pesquisador, frisando-se que essas duas figuras de professor se voltam para o enfrentamento das incertezas inerentes à complexidade da natureza, da vida, da sociedade e do homem. Advoga-se, enfim, no presente artigo, que o realce de liames entre os ideários de Dewey e de Morin possibilita que a Matemática seja mais bem compreendida, inclusive em termos epistêmicos, por ensinantes e aprendentes. O trabalho exposto nas próximas laudas é de cunho eminentemente teórico.

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Publicado

24-10-2022

Edição

Seção

Dossiê — Educação Matemática e Complexidade: tendências educacionais