AFETO E ANGÚSTIA: APONTAMENTOS EM FILOSOFIA E PSICANÁLISE
DOI:
https://doi.org/10.46551/2448-30952025v31n202Palavras-chave:
Afeto. Angústia. Filosofia. Psicanálise.Resumo
O objetivo deste estudo é analisar, à luz da Filosofia e da Psicanálise, o afeto, a angústia e as possíveis incidências na constituição subjetiva, em especial atentando-se ao fato de que a angústia pode sinalizar um sofrimento que remete o sujeito à clínica psicanalítica. A constituição do sujeito passa por um estado afetivo que busca sentido, orientada o tempo todo pelo aparato psíquico, de modo que o recalque, atrelado à perda do objeto, é a condição do surgimento do afeto da angústia e não a sua defesa contra. Considerando que a manifestação da angústia pode apresentar dimensões avassaladoras e impossibilidade de atenuação, o problema que se coloca é: o que perpassa a relação entre afeto e angústia e em que medida esse liame pode incidir na constituição subjetiva? Para tanto, será desenvolvido um estudo de caráter bibliográfico descritivo e analítico, com base na filosofia e na Psicanálise. A base teórica está dividida numa exposição geral sobre a questão dos afetos e da angústia em autores da Filosofia Moderna e Contemporânea, na teoria psicanalista de Freud e de Lacan e, por fim, numa breve e sucinta análise dos indícios da travessia da angústia como instância subjetiva. No tocante ao propósito deste estudo sobre Afeto e Angústia, o discurso e o posicionamento do sujeito, uma vez provenientes dessa excitação psíquica, remontam à inconstância de um mundo simbólico e de precariedade de fatores significantes do âmbito da linguagem. A investigação levou a concluir que a angústia é inerente à condição humano-subjetiva e se o afeto da angústia leva o sujeito à clínica, não se trata de superá-lo, mas de proporcionar um momento de elaboração para lidar com o que fundamenta a
angústia.
Downloads
Referências
CARVALHO, Maria Célia Delgado. A Função da Angústia na Análise. In: Stylus, Rio de
Janeiro, vol. 10, p. 42-48, abril de 2005.
CASTILHO, Pedro Teixeira. Uma discussão sobre a angústia em Jacques Lacan: um
contraponto com Freud. In: Revista do Departamento de Psicologia - UFF, v. 19 - n. 2, p.
325-338, Jul./Dez. 2007
COMTE-SPONVILLE, André. Bom dia, angústia!; Tradução Maria Ennantina Galvão G.
Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
DAMÁSIO, António R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. Tradução
Dora Vicente, Georgina Segurado. 3a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
DE ANGELIS, Thais Klein; OLIVEIRA, Regina Herzog. A angústia como pathos
fundamental: uma questão freudiana. In: Revista Subjetividades, vol. 17, núm. 1, enero,
2017, pp. 90-97. Universidade de Fortaleza Fortaleza, Brasil.
DUNKER, C.I.L. (2006). A angústia e as paixões da alma. In: N. V. A Leite (Org.),
Corpolinguagem - Angústia: o afeto que não engana. Campinas, SP: Mercado de Letras. (pp. 305-316).
DUNKER, Christian Ingo Lenz; NETO, Fuad Kyrillos. A crítica psicanalítica do DSM-IV –
breve história do casamento psicopatológico entre psicanálise e psiquiatria. In: Rev.
Latinoam. Psicopat. Fund., São Paulo, v. 14, n. 4, p. 611-626, dezembro 2011.
FIGUEIREDO, L. C. As províncias da angústia (Roteiro de viagem). In: Revista de
Psicopatologia Fundamental, 2(1), 50-63. 1999.
FREUD, Sigmund. (1926). Inibição, sintoma e angústia. In: Edição standard brasileira das
obras psicológicas completas. Rio de Janeiro: Imago. 1976. v. XX. Apêndice c - angústia,
dor e luto, p. 194.
________ . (1914-1915). As pulsões e suas vicissitudes. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
________. (1900-1901). A Interpretação dos Sonhos. Rio de Janeiro: Imago, 1987.
________. (1895). Estudos sobre histeria. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
_______ . Rascunho E. Como se origina a angústia (jun. 1894). In:. Publicações prépsicanalíticas e esboços inéditos (1886-1889). Direção-geral da tradução de Jayme
Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1990.
GUERRA, Andréa Máris Campos. Psicanálise e produção científica. In: KYRILLOS NETO,
Fuad; MOREIRA, Jacqueline Oliveira. Pesquisa em psicanálise: transmissão na
Universidade. Barbacena Mg: Ed. UEMG, 2010.
HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petrópolis: Vozes, 1997.
JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2001.
KIERKEGAARD, S. O conceito de angústia. São Paulo: Hemus, 2007.
LACAN, J. O Seminário, Livro 1: os escritos técnicos de Freud. Texto estabelecido por
Jacques-Alain Miller; versão brasileira de Betty Milan. - Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
1981.
_________. (1956-1957). O Seminário, Livro 4 - A relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 1995.
_________. (1959-1960) O Seminário, Livro 7 - A ética da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.
_________. (1962). O seminário, Livro 10: A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editora,
2005.
_________. (1964). O seminário, Livro 11: Introdução à leitura do semin
_________. (1972-1973). O seminário, Livro 20: mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Ed, 1995.
_________. (1975-1976). O Seminário, Livro 23: 0 sinthoma. Texto estabelecido por
Jacques-Alain Miller; [tradução Sergio Laia; revisão Andre Telles]. - Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Ed., 2007.
LEITE, Sonia. Angústia: psicanálise passo a passo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.
MILLER, Jacques-Alain. Introdução à leitura do Seminário 10 da Angústia de Jacques Lacan. Tradução de Vera Ribeiro. In: Opção Lacaniana: Revista brasileira internacional de
psicanálise. n.43. Maio 2005. p.7-91.
MURTA, Claudia. A angústia tratada como um afeto. In: Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 23, n. 33, p. 359-375, jul./dez. 2011.
OLIVIÉRI, Maria de Fatima Angústia existencial sob a ótica reflexiva de Sören Aabye
Kierkegaard. In: Controvérsia – v.3, n.2, p. 32-41 (jul-dez 2007)
OLIVEIRA, Renato Bandeira Severino de. A Angústia e suas caracterizações. In:
Problemata: R. Intern. Fil. v.6, n. 3(2015), p 5-23.
POLLO, Vera; CHIABI, Sandra. A angústia: Conceito e fenômenos. In: Revista de
Psicologia, Fortaleza, v. 4 - n. 1, jan./jun. 2013. p. 137-154
RODRIGUES, Gilda Vaz. Revisitando o conceito de angústia. In: Reverso. Belo Horizonte,
ano 39, n. 74, p. 15 – 20. dez. 2017
ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Tradução Vera
Ribeiro, Lucy Magalhães. Supervisão da edição brasileira, Marco Antonio Coutinho Jorge.
Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica. 2. ed. Petrópolis:
Vozes, 1997.
SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. Tradução,
apresentação, notas e índices de Jair Barboza. São Paulo: Editora UNESP, 2005.
SOLER, C. Declinações da angústia. São Paulo: Escrita, 2012.
SPINOZA, Baruch. Ética. Trad. Tomaz Tadeu. 2ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
TELLES, Rosana da Silva. As vicissitudes da teoria da angústia na obra freudiana. In:
Revista mal-estar e subjetividade / FORTALEZA / V. III / N. 1 / P. 60 - 77 / MAR. 2003.
WERLE, M. A. (2003). A angústia, o nada e a morte em Heidegger. In: Trans/Form/Ação, 26 (1), 97-113.ário da angústia de
Jacques Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editora, 1996.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Poiesis

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
