ARTE DIGITAL: ENTRE O VIRTUAL E O POSSÍVEL

Autores

  • Paulo Henrique Dias Costa

DOI:

https://doi.org/10.46551/2448-30952025v30n102

Resumo

O presente artigo busca problematizar os conceitos de possibilidade e virtualidade a partir do encontro entre o campo numérico-algorítmico e experimentações artísticas que operam com esses conceitos filosóficos. Mesmo antes do advento dos computadores, alguns artistas já se interessavam pela dimensão potencial da arte. Ao instaurar jogos e regras em seus mecanismos gerativos, de certa forma, o trabalho do artista se afasta de funções técnicas produtoras do objeto estético, para se ocupar de funções relativas à programação de circuitos que, ao serem percorridos, produziriam uma infinidade de um fluxo de objetos sensíveis. O escritor abre mão da escrita direta e objetiva do poema para dar acesso ao jogo gerativo de incontáveis poemas durante sua leitura. Desse modo, ao operar com jogos combinatórios, o artista-programador parece esgotar um fluxo de possíveis aproximando-se do virtual. Nota-se que a produção algorítmica tangencia o esgotamento e o conceito de máquina, contudo, precisa abrir-se ao mundo e aos fluxos imanentes.

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Biografia do Autor

Paulo Henrique Dias Costa

Doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia com estágio doutoral em Manchester
Metropolitan University; Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia; Professor do Mestrado Profissional em Filosofia da Unimontes.

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Publicado

2025-04-06

Como Citar

Costa, P. H. D. (2025). ARTE DIGITAL: ENTRE O VIRTUAL E O POSSÍVEL. Revista Poiesis, 30(1). https://doi.org/10.46551/2448-30952025v30n102

Edição

Seção

Artigos do Dossiê Técnica e Arte: Singularidades