Revista Poiesis https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis <p>A Revista Poiesis é uma publicação semestral do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, visando abrir espaço para publicação de artigos na área de filosofia em interface com outras áreas do conhecimento. O propósito é estimular a produção acadêmica e o debate filosófico entre pesquisadores, primando sempre pela qualidade na publicação de material que sirva de instrumento de pesquisa ao público especializado e à comunidade acadêmica em geral. Esperamos que o periódico possa contribuir para o desenvolvimento das discussões acerca das temáticas filosóficas, sobretudo na contemporaneidade.</p> pt-BR revista.poiesis@unimontes.br (Revista Poiesis) portal.periodicos@unimontes.br (Equipe Portal Periodicos) Thu, 13 May 2021 13:39:17 +0000 OJS 3.3.0.8 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Apresentação https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4186 <p>Deparamo-nos há tempos com uma questão de extrema importância: que significa pensar o ensino de filosofia? A partir do momento que a filosofia se tornou ‘matéria’ ou ‘disciplina’ formal no ensino médio, essa questão ganha cada vez mais força dado a sua importância. Talvez um dos maiores desafios seja fazer do ensino (da aula) de filosofia no ensino médio algo vivo e problematizador. A proposta desse Dossiê Ensino de Filosofia é a de justamente apresentar textos, reflexões, pesquisas que gravitam em torno da filosofia e seu ensino ou até mesmo textos que pretendem pensar o ensino de filosofia enquanto uma experiência filosófica.</p> Revista Poiesis Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4186 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 O que pode a filosofia na escola? https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4188 <p>O presente artigo tem como objetivo levantar questões sobre a potência do ensino de filosofia hoje, no Brasil, considerando as ameaças que vem sofrendo. Para isso reativa o conceito de afecto de Spinoza e o de disciplina de Foucault. A despeito do controle e da normalização da escola como aparelho de Estado, como resistir à captura da vida? Quais conexões criar para gerar alegria e potência de agir? A filosofia é modo de pensamento contra a besteira. O que pode a filosofia na escola? Quais forças a filosofia pode agenciar para resistir?</p> Renata Lima Aspis Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4188 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 O cinema como metodologia para uma prática de ensino de filosofia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4189 <p>As conversações deste artigo visam focar como trabalhar a filosofia articulada ao cinema no Ensino Médio, além de pensar as condições - favoráveis ou não - ao estudante, para a promoção da interatividade e do pensamento crítico para, dessa forma, superar as dificuldades relacionadas ao processo do pensar filosófico. Além disso, o artigo tem a intenção de investigar as imagens cinematográficas como prática metodológica de ensino-aprendizagem aplicada à disciplina de filosofia, no âmbito escolar da educação básica regular com base no pensamento do filósofo Gilles Deleuze. Buscamos neste artigo fazer o encontro entre a filosofia, o cinema e a educação. Seguindo o pensamento deleuziano, a filosofia em conjunto com o cinema, indo ao encontro da educação, vem desenvolver uma metodologia prática do ensino de filosofia na educação básica, pois, ambas podem desenvolver na educação o processo de problematizar o pensamento e dar ao estudante secundário a capacidade de ler as imagens e desenvolver o pensamento e também dando-lhe instrumentos para que ele possa desenvolver a capacidade de criar conceitos conforme pensou Deleuze e Guattari na obra <em>O que é a Filosofia?</em>. Não obstante, ao fazer o encontro da filosofia com o cinema, não propomos fazer com que a filosofia interprete o cinema, mas que a filosofia trabalhe e pense com o cinema na sala de aula. Desse modo, pensar o ensino de filosofia seguindo o pensamento deleuziano é entender que o cinema, assim como a filosofia, é também um grande criador de conceitos, pois este proporciona a tradução dos conceitos em termos audiovisuais. Nas palavras do filósofo “o próprio cinema é uma nova prática das imagens e signos, cuja teoria a filosofia deve fazer como prática conceitual” (DELEUZE, 2007, p. 332).</p> Adhemar Santos de Oliveira, Alex Fabiano Correia Jardim Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4189 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Linguagem digital e produção de conteúdo https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4190 <p>É fato que a potência das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) contribui muito para o aumento da interação entre os jovens e as pessoas em geral. A linguagem digital utilizada como forma de comunicação, para grande parte dos usuários, não passa de sinais e símbolos ou até mesmo palavras que reproduzem conteúdos já prontos e disponibilizados na internet. Por meio de uma pesquisa realizada na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro em Montes Claros-MG, constatamos que muitos estudantes passam a maior parte do seu tempo conectados à internet em jogos ou redes sociais. Na maioria das vezes eles utilizam esses recursos tecnológicos indiscriminadamente e exploram o ambiente virtual sem refletir sobre o conteúdo ao qual estão expostos. A partir dos resultados dessa pesquisa julgamos necessário adotar uma metodologia de ensino e desenvolver um plano de ação a ser implementado em sala de aula, na tentativa de melhorar a nossa prática pedagógica. Com isso desenvolvemos um Projeto Educacional de Intervenção (PEI) com o objetivo de promover e incentivar a escrita autoral por parte dos estudantes nas aulas de filosofia. Trata-se da criação de uma Revista de Filosofia -<em> Novas Ideias,</em> para o Ensino Médio, que tem como finalidade a publicação e compartilhamento de conteúdo produzidos pelos estudantes secundaristas da nossa escola. Nesse sentido, ao utilizarmos as novas tecnologias como ferramentas no sistema educativo, estamos fazendo uso de um instrumento que tem uma grande potencialidade e que pode contribuir com a formação desses jovens, desenvolvendo também a criatividade e a percepção deles sobre a realidade. Enfim, é um modo de reinterpretar, reissignificar e melhor se apropriar desses novos recursos.</p> Roseli Rodrigues de Araujo Santos, Péricles Pereira de Sousa Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4190 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Rock um devir filosofia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4194 <p>O presente artigo consiste na possibilidade de pensar o exercício do ensino de filosofia, como uma experimentação filosófica, enquanto uma atividade que perpassa a própria vida, na construção da existência e no modo de intervir nas questões sociais. Umapossibilidade de ensino de filosofia elaborada dentro de uma dimensão <em>transversal</em>, estabelecendo uma relação de <em>conexão</em> entre <em>filosofia</em> e <em>música</em>. Duas atividades que se completam e se potencializam para ativar a produção de novos pensamentos. Abordagem que transitará pela construção filosófica de Deleuze e Guattari, que constitui a filosofia como a arte de criar conceitos, provocados a partir do enfrentamento dos problemas. Perspectiva filosófica em conexão com a música, especificamente o rock’n’roll, na busca de ressoar toda a potência de tocar nas questões sociais e existenciais, que esse gênero musical é capaz.&nbsp; Visto que, o rock tem a capacidade de compor um estilo próprio de vida, mantendo uma atitude <em>crítica</em> e <em>criativa</em> frente à sociedade, inventando uma maneira de existir e de se expressar. Trata-sede traçar um mapeamento dos problemas tocados pelo rock, dentro da ótica filosófica, para encontrar possíveis saídas, por meio da criaçãode conceitos. O objetivo é potencializar nos estudantes uma experiência filosófica, que ative a criação de pensamentos singulares. Uma maneira de despertar neles a capacidade de criar uma visão própria de si e do mundo. Um ensino de filosofia como algo próximo da realidade deles, que surge da experimentação do mundo e da vida. Algo possibilitado pelo encontro entre o pensamento filosófico e a música, para construir uma postura crítica e criativa diante da própria existência.</p> Marcos Ribeiro de Santana Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4194 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Filosofia e cidadania https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4195 <p>Desde a Revolução Francesa, a posição dos homens na sociedade sofreu profundas mudanças; o homem passou a ser visto como um agente político, diferentemente do modo como era visito anteriormente, o súdito virou cidadão. No antigo regime, as pessoas eram súditas impossibilitadas de tomar parte no debate das coisas públicas, enquanto o soberano era portador de um mandato divino para governar e não poderia ser questionado. O diferencial do cidadão é que, para tomar parte no debate público, ele precisa passar por um processo educativo que o capacite para a vida pública, auxiliando-o a desenvolver o senso crítico necessário para oferecer a contribuição mais adequada para o desenvolvimento do Estado. Nesse novo cenário, qual é a importância da filosofia para o aprimoramento da sociedade e melhor qualificação do debate político? No processo de capacitação que transforma o homem em cidadão, o filósofo tem um papel muito peculiar e que é destacado desde a antiguidade: o homem precisa se desvencilhar do conjunto de crenças que o mantêm preso a uma vida de ilusões. O filósofo, como educador, tem a função de destruir tais crenças e levar os homens para a visão racional do mundo. O filósofo, então, tem a função de provocar a abertura das mentes e mostrar o valor das visões crítica do mundo e da história, fazendo com que o cidadão tenha a capacidade de se colocar no debate político e apresentar suas demandas.</p> Carlos Eduardo Ruas Dias Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4195 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Meditações sobre as Fake News https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4206 <p>Ensaio de Roberto Romano (Unicamp).</p> Roberto Romano Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4206 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 A arte de construir sistemas https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4196 <p>O presente artigo visa clarificar as relações entre estética e a constituição de uma filosofia da pluralidade na obra de Fernando Pessoa. Com efeito, ao longo dos escritos do poeta e pensador português encontramos não só a atribuição de uma multiplicidade de projectos filosóficos a diferentes “eus” pessoanos – desde os pré-heterónimos às personalidades do período heteronímico –, mas também a explícita tematização do pluralismo filosófico nos textos atribuídos a esses diferentes “eus” que habitam o universo literário plural da escrita pessoana. Assim, tendo por base a análise das múltiplas fases da tematização da filosofia ao longo da obra de Pessoa, procuramos mostrar o posicionamento central das questões relativas à estética e ao pluralismo filosófico no âmbito do desenvolvimento dos escritos pessoanos sobre filosofia.</p> Nuno Ribeiro Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4196 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 A dialética da moda segundo Walter Benjamin https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4197 <p>No presente artigo, procuramos elucidar a correlação que Walter Benjamin estabelece entre a dinâmica da moda e a configuração do tempo na modernidade capitalista. Buscamos primeiramente reconstruir o diálogo que Benjamin mantém com outros teóricos que abordam a questão da moda na modernidade, tais como Baudelaire, Simmel, Eduard Fuchs e Rudolf von Jhering. Em seguida, analisamos a reflexão benjaminiana sobre a temporalidade da moda a partir da elucidação da categoria da novidade e de sua correlação com os fenômenos da repetição, da caducidade e do esquecimento. O texto se encerra com uma análise do que entendemos ser uma guinada interpretativa do tema da moda em Benjamin, operada em suas reflexões epistemológicas e metodológicas sobre a historiografia.</p> Warley Souza Dias, Ildenilson Meireles Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4197 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 A dupla eternidade em Nietzsche https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4198 <p>Neste artigo se procurará analisar o conceito de eternidade em Nietzsche, partindo do campo das forças e do próprio tempo, suas relações com o infinito e o finito para se chegar ao eterno retorno do mesmo. Posteriormente, se colocará em pauta a crítica de Nietzsche a uma origem e finalidade do mundo, indo do campo cosmológico ao de valores, visando a eternidade cristã no campo das forças e seu reflexo na vida. Neste percurso, utilizaremos os fragmentos póstumos, o <em>Anticristo</em> e <em>Gaia Ciência</em> de Nietzsche, além de <em>Extravagâncias – Ensaios sobre a filosofia de Nietzsche</em> de Scarlett Marton.</p> Paulo Abe Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4198 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 A interpretação em Martin Heidegger https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4199 <p>Proponho pensar a concepção de interpretação (<em>Auslegung</em>) em Martin Heidegger como exposição do real na articulação das dimensões hermenêutica e apofântica da “estrutura como” (<em>Als struktur</em>), exposto por ele, principalmente, nos parágrafos 32 e 33 de <em>Ser e Tempo</em>. <em>Auslegung</em> é composta pela preposição “<em>aus</em>”, que significa movimento de ir para fora, e “<em>legung</em>”, do verbo “<em>legen</em>”, que significa por, ou seja, a interpretação é o pôr do real, sua apresentação, é a compreensão expondo-se em formas gestuais, artísticas, científicas por esse ente que é a presença, como re-união entre o como hermenêutico, que abre a presença em seu horizonte de possibilidades de ser e do como apofântico, condição de possibilidade de predicação, de formalização dos entes e de sua determinação na comunicação. A ex-posição na significância orienta-se no horizonte do como hermenêutico, mostrando a realidade na sua significação e, assim, revelando o sentido de ser da presença, cujo modo de ser projetado em possibilidades realiza-se na articulação da interpretação e em sua exposição formal. Assim, quando a presença humana interpreta, ela mesma se expõe no modo como compreende ser numa conjuntura significativa, exposição que ocorre de forma modal, que é a própria temporalização, revelando que a presença é um modo de ser do tempo que retoma o passado de diversos modos projetando-se para futuros possíveis a partir do modo de realização do presente. Como, porém, se situa a interpretação na estrutura como? De que modo se constituem e o que re-úne o como apofântico e o hermenêutico e, reunindo, possibilita diferenciar as interpretações? Ou seja, o que significa interpretar para Heidegger?</p> Igor Nunes Costa Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4199 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Deleuze-Guattari e o aprendizado através da geofilosofia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4201 <p>O propósito deste artigo é apresentar as contribuições de Deleuze-Guattari para pensarmos as relações entre povo, terra e território. O motivo desta apresentação incide sobre os aparecimentos de novos modos de convívios entre os povos que habitam as regiões mais assoladas pelas diferenças climáticas e aridez dos territórios.&nbsp; O artigo tem como preocupação sublinhar que não podemos ensinar filosofia sem ao menos aprendermos a tornar relevantes tais relações, sobretudo enfatizando as soluções produzidas populações que habitam o semiárido brasileiro nestes últimos vinte anos.</p> Luiz Manoel Lopes Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4201 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Hegel y Deleuze en debate https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4202 <p>Este artículo propone un retorno al debate Deleuze-Hegel desde un ángulo polémico; contra la convicción extendida de que entre ellos hay sólo una oposición, intentaremos considerar sus filosofías en una relación que puede crear nuevas posibilidades de pensamiento. Consideramos que el anti-hegelianismo radical de Deleuze se extiende hasta 1966, pero que a partir de <em>Diferencia y repetición </em>(1968) se pueden encontrar relaciones positivas, especialmente en torno al concepto de Idea. Para apoyar estas afirmaciones, mostraremos por un lado cómo Deleuze responde de manera implícita las críticas de Hegel a Spinoza, y por el otro analizamos las principales crítcias que Deleuze explícitamente le dirige a Hegel<em>. </em>Propondremos la posibilidad de interpretar la Idea de Hegel no como el fundamento que asegura la identidad, sino como la fuente de la creación de la diferencia.</p> Julián Ferreyra Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4202 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Um singular de vontade https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4204 <p>Neste artigo, buscamos fazer uma trajetória pela filosofiade Gilles Deleuze, procurando compreender de que forma o pensamento é produzido. Desta forma, abordamos conceitos fundamentais em sua obra e através de um exercício de pensamento em conjunto com Guattari e François Zourabichvili, investigaremos como se dá a noção de imagem do pensamento e seu efeito na história da filosofia. A imagem do pensamento é o que direciona e determina as coordenadas que o pensamento produz após o choque com determinado signo, e ela podetanto se apoiar em figuras e pressupostos quanto pode criar e dar uma nova interpretação ao signo. Segundo nossos autores, são duas as imagens do pensamento: a imagem dogmática que se pauta na moral e na representação; e uma outra imagem que implica na criação. O pensamento, por não ser concebido como um bem natural na filosofia da diferença, necessita de um choque com determinado signo para que seja produzido. Buscaremos compreender quais são os pressupostos objetivos e subjetivos do pensamento, como o choque com o signo acontece dentro das possibilidades e a necessidade que faz pensar. Pensar não depende de uma boa vontade e nem é inerente ao sujeito.</p> Carlos Eduardo Ferreira Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4204 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000 Williams, intérprete de Nietzsche https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4205 <p>Pretendemos com o presente artigo apresentar como a crítica nietzschiana influenciou o pensamento de Bernard Williams, caracterizando-o como um dos mais proeminentes pensadores da filosofia moral da contemporaneidade. No primeiro momento destacaremos a compreensão nietzschiana sobre o problema da moral a partir de sua compreensão de ideais ascéticos. Buscaremos apresentar como o tema descreve o problema da moral enfatizando sua crítica aos ideais ascéticos. No segundo momento abordaremos como a filosofia nietzschiana influenciou o pensamento de Williams. Enfatizaremos como o pensador inglês interpreta a crítica nietzschiana sobre a moral a partir de um viés psicológico embasando-se nos apontamentos descritos por Nietzsche em contraposição a tradição filosófica. Do mesmo modo, como seu pensamento direciona-se a uma crítica ao realismo moral.</p> Eduardo Marcos Silva de Oliveira Copyright (c) 2021 Revista Poiesis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/4205 Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000