Alteração da largura em canal fluvial após assoreamento induzido por corridas de lama e detritos: estudo no rio Jacareí – litoral do Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46551/rc24482692202202%20

Palavras-chave:

Sensoriamento Remoto, Aeronave Remotamente Pilotada, Morfometria fluvial, Equilíbrio fluvial, Impactos ambientais

Resumo

A largura do canal pode ser afetada por alterações no regime hidrológico ou por intervenções antrópicas. Eventos de corridas de lama e de detritos podem resultar em assoreamento de canal, ampliando sua largura, conforme exemplificado no processo que ocorreu em 2011 no trecho de planície do rio Jacareí (Litoral do Paraná). Objetiva-se analisar as alterações na largura do canal do rio Jacareí decorrentes do assoreamento induzido por evento extremo e pelas intervenções antrópicas posteriores. Propõem-se um roteiro metodológico para mensuração comparativa da largura de canais fluviais em ambiente SIG. O rio Jacareí teve significativas alterações na largura no período analisado, dividido em trechos alargados tanto pelo intenso assoreamento como por intervenções antrópicas. No trecho alargado pelo assoreamento, constatou-se um processo de retorno a condições de equilíbrio antes de o sistema ser perturbado pelo evento de 2011. Já no trecho do canal afetado por intervenções antrópicas, as larguras se mantiveram estáveis, provavelmente em função das características da obra efetuada (abertura e desassoreamento).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Otacílio Lopes de Souza da Paz, Universidade Federal do Paraná - UFPR, Curitiba, Paraná, Brasil

É Graduado e Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente é Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é Professor do Centro Universitário Internacional (UNINTER).

Endereço: Av. Cel. Francisco H. dos Santos, n. 420, Jardim das Américas, Curitiba – Paraná.

Eduardo Vedor de Paula, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Curitiba (PR), Brasil

É Graduado, Mestre e Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente é Professor da Universidade Federal do Paraná e coordenador geral do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (LAGEAMB) da UFPR.

Endereço: Av. Cel. Francisco H. dos Santos, n. 420, Jardim das Américas, Curitiba – Paraná.

Referências

ARNAUD, F.; SCHMITT, L.; JOHNSTONE, K.; ROLLET, A. J.; PIÉGAY, H. Engineering impacts on the Upper Rhine channel and floodplain over two centuries. Geomorphology, [S./l.], v. 330, p. 13–27, 2019. Disponível em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169555X19300042>. Acesso em: 12 ago. 2020.

ASSIS, A. Q. S. Análise da dinâmica fluvial do rio Cachoeira (Antonina/PR), entre os anos de 1954 e 2005. Geografia, Londrina, v. 21, n. 2, p. 85–111, 2011. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/view/10454/13485>. Acesso em: 12 ago. 2020.

ASSIS, P. C.; BAYER, M. Análise multitemporal do sistema fluvial do rio Araguaia, Aruanã–Goiás, Brasil. Elisée-Revista de Geografia da UEG, Cidade de Goiás, v. 9, n. 02, p. 1–18, 2020.

ASSUMPÇÃO, A. P.; MARÇAL, M. DOS S. Retificação dos canais fluviais e mudanças geomorfológicas na planície do rio Macaé (RJ). Revista de Geografia (UFPE), [S./l.], v. 29, n. 3, p. 19–36, 2012. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/viewFile/228972/23381>. Acesso em: 12 ago. 2020.

CRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia fluvial. São Paulo: Edgard Blucher, 1981.

CUNHA, S. B. Rios desnaturalizados. In: BARBOSA, J. L.; LIMONAD, E. (Eds.). Ordenamento territorial e ambiental. 1. Ed. Niterói: Editora da UFF, 2012. p. 171–191.

ELMI, O.; TOURIAN, M. J.; SNEEUW, N. River discharge estimation using channel width from satellite imagery. 2015 IEEE International Geoscience and Remote Sensing Symposium (IGARSS). Anais...IEEE, 2015.

GOOGLE EARTH. Localidade de Floresta (Morretes - Paraná) - (18 de Maio de 2006). 25°33’6.14"S - 48°41’36.21"O - Altitude do Ponto de Visão 2 km.Maxar Technologies, , 2020. <http://maps.google.com/?ll=-25.55455,-48.69584&z=15&t=h>.

GOOGLE EARTH. Localidade de Floresta (Morretes - Paraná) - (16 de Setembro de 2012). 25°33’16.40"S, 48°41’45.02"O - Altitude do Ponto de Visão 2 km.Maxar Technologies, , 2020b. <http://maps.google.com/?ll=-25.55455,-48.69584&z=15&t=h>.

KLEINA, M.; SANTOS, L. J. C. SENSITIVIDADE FLUVIAL DA DRENAGEM PRINCIPAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SAGRADO-SERRA DO MAR PARANAENSE. Raega-O Espaço Geográfico em Análise, [S./l.], v. 41, p. 174–188, 2017. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/raega/article/view/51903>. Acesso em: 12 ago. 2020.

LIMA, I. Revisitando os Fluxos de Detritos Destrutivos de 2011 em Teresópolis, nos Córregos do Vieira e do Príncipe. Revista de Ciência, Tecnologia e Inovação, v. 2, n. 3, 2017.

MAACK, R. R. Geografia física do Estado do Paraná. 2. Ed. Curitiba: Ed. Olympio, 1981.

MONTANHER, O. C.; SOUZA FILHO, E. E.; MARQUES, M. Variação espacial e temporal da largura do canal do ribeirão pinhalzinho II, Umuarama, PR. Revista Geonorte, [S./l.], v. 5, n. 20, p. 517–522, 2014.

PARANÁ. Portaria 471/2011 - Instituto das Águas do Paraná. Diário Oficial Executivo do Estado do Paraná. Curitiba, 2011.

PAULA, E. V. Análise da Produção de Sedimentos na Área de Drenagem da Baía de Antonina, Paraná: Contribuições ao planejamento do território. In: REIS, R. A. et al. (Eds.). Litoral do Paraná: Território e Perspectivas. 1. ed. Curitiba: Brazil Publishing, 2016. p. 11–35.

PAZ, O. L. S.; PAULA, E. V. PLANÍCIE DO RIO JACAREÍ APÓS OS MOVIMENTOS DE MASSA DE 2011: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA ANÁLISE GRANULOMÉTRICA DE TRINCHEIRA E MUDANÇAS DO CANAL. Revista Cerrados, Montes Claros, v. 19, n. 1, p. 83–99, 2021. Disponível em: <https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/issue/view/273>.

PAZ, O. L. S.; DAL PAI, M. O.; PAULA, E. V. Proposta metodológica para elaboração de base de dados geoespaciais como subsídio a estudos ambientais: aplicação em unidades de conservação do litoral norte do Paraná. Revista Brasileira de Geografia Física, [S./l.], v. 13, n. 02, p. 613–629, 2020. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/rbgfe/article/view/242899>. Acesso em: 12 ago. 2020.

PEREIRA, L. S. F.; ANDES, L. C.; COX, A. L.; GHULAM, A. Measuring Suspended‐Sediment Concentration and Turbidity in the Middle Mississippi and Lower Missouri Rivers Using Landsat Data. JAWRA Journal of the American Water Resources Association, [S./l.], v. 54, n. 2, p. 440–450, 2018.

PINTO, R. C.; PASSOS, E.; CANEPARO, S. C. Classificação dos movimentos de massa ocorridos em março de 2011 na Serra da Prata, Estado do Paraná. Geoingá: Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia, [S./l.], v. 4, n. 1, p. 3–27, 2012.

SANTOS, L. J. C.; OKA-FIORI, C.; CANALI, N. E.; FIORI, A. P.; SILVEIRA, C. T. DA; SILVA, J. M. F. DA; ROSS, J. L. S. Mapeamento Geomorfológico Do Estado Do Paraná. Revista Brasileira de Geomorfologia, [S./l.], v. 2, n. 2006, p. 03–12, 2006. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.20502/rbg.v7i2.74>. Acesso em: 26 ago. 2020.

SILVEIRA, C. T.; FIORI, A. P.; SCHILIPACK, P.; DIAS, S. M. Mapeamento preliminar da suscetibilidade natural a movimentos de massa da Serra do Mar Paranaense apoiado na análise digital do relevo. Revista Brasileira de Geomorfologia, [S./l.], v. 15, n. 1, p. 03-22, 2014. Disponível em: <http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/366>. Acesso em: 12 ago. 2020.

WESLEY LAUER, J.; ECHTERLING, C.; LENHART, C.; BELMONT, P.; RAUSCH, R. Air-photo based change in channel width in the Minnesota River basin: Modes of adjustment and implications for sediment budget. Geomorphology, [S./l.], v. 297, p. 170–184, 2017. Disponível em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169555X17300181>.

YANG, W.; FANG, J.; LIU-ZENG, J. Landslide-lake outburst floods accelerate downstream slope slippage. Earth Surface Dynamics Discussions, [S./l.], v. 2021, p. 1–19, 2021. Disponível em: <https://esurf.copernicus.org/preprints/esurf-2021-14/>. Acesso em: 20 abr. 2021.

Downloads

Publicado

2022-01-01

Como Citar

PAZ, O. L. de S. da .; PAULA, E. V. de . Alteração da largura em canal fluvial após assoreamento induzido por corridas de lama e detritos: estudo no rio Jacareí – litoral do Paraná. Revista Cerrados, [S. l.], v. 20, n. 01, p. 23–43, 2022. DOI: 10.46551/rc24482692202202 . Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4133. Acesso em: 12 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos

Categorias