Revista Cerrados https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados <div id="journalDescription"> <p>A Revista Cerrados é um periódico de publicação em fluxo contínuo do <strong><a href="https://www.posgraduacao.unimontes.br/ppgeo/">Programa de Pós-Graduação em Geografia</a></strong> e do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, que busca publicar os trabalhos científicos de interesse da ciência geográfica e de áreas afins.</p> </div> Editora Unimontes pt-BR Revista Cerrados 1678-8346 <p>Nesta Revista, os Direitos Autorais para artigos publicados são do(s) autor(es), sendo os direitos da primeira publicação pertecentes à Revista Cerrados. Os artigos são de acesso público, de uso gratuito, de atribuições próprias, de atribuições educacionais e de aplicações não comerciais. </p> Unidades de paisagem e dinâmica temporal do uso e cobertura do solo na bacia hidrográfica do Rio das Pedras, Goiás, Brasil https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/2237 <p>O objetivo deste trabalho foi avaliar a inter-relação do meio físico com a cobertura vegetal, aliada à dinâmica temporal de uso do solo, por meio das unidades de paisagem. O estudo foi aplicado na Bacia Hidrográfica do Rio das Pedras, no estado de Goiás, norteado por uma abordagem de análise integrada da paisagem. Para a definição das unidades de paisagens, foram consideradas as características geológicas, geomorfológicas, pedológicas e morfométricas da bacia. Na análise temporal de uso/cobertura do solo, foram considerados os anos de 1988, 1998, 2008 e 2018. Nas unidades geológicas mais dissecadas, se formaram topografias mais planas e, nas unidades mais resistentes, topografias mais inclinadas. Estas condições influenciaram a dinâmica de uso do solo, especialmente a agricultura, atividade que apresentou o maior crescimento no período, presente nas unidades de paisagem com solos mais planos, como os Latossolos. A pastagem é a atividade que ocupa as maiores áreas em todo o período analisado, estando presente em todas as unidades, mas apresentando redução em áreas ocupadas, sendo então substituída pela agricultura mecanizada. A cobertura de Cerrado não apresentou redução importante nos trinta anos, pois no primeiro mapeamento as áreas antropizadas já representava 77% da área da bacia, restando somente fragmentos de Cerradão e Mata Seca.</p> José Carlos de Souza Nelton Nattan Amaral Nunes Rosana Márcia da Costa Silva Herculano Copyright (c) 2020 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR 2021-01-01 2021-01-01 19 01 03 22 10.46551/rc24482692202101 Processos de territorialização e efeitos da regularização fundiária rural no Norte do Estado de Minas Gerais: memórias de expropriação https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/3357 <p>O presente artigo propõe um estudo acerca das memórias de expropriação que deram cor e tônica aos complexos processos de territorialização e, ainda, traçar os efeitos concretos das políticas de governo voltadas às pessoas individualmente consideradas e também aos povos e comunidades tradicionais. A partir de uma abordagem dedutiva, propõe-se a utilização de um método quantitativo-descritivo e a realização de uma pesquisa documental, exploratória e historiográfica, mediante coleta e tratamento de dados. A regularização fundiária rural de terras devolutas é marcada por um tensionamento decorrente das relações travadas entre os proprietários de terras (poder privado) e o Estado (poder público), quer sob o prisma da contradição entre a bandeira, forma típica da ocupação do interior, empresa privada e dirigida para os fins e no interesse da propriedade privada, e o próprio Estado. As memórias de expropriação, consubstanciadas pelos chamados “tempos”, provocaram uma reconfiguração do espaço agrário norte-mineiro e incidiram principalmente sob as populações tradicionais que viviam em regime de terras comuns. Nesse contexto, pode-se também pensar a regularização fundiária rural de terras devolutas com um territóriono qual se tem agentes, indivíduos, atores e, consequentemente, posições e disputas simbólicas de um grande jogo social.</p> Eluiz Antônio Ribeiro Mendes e Bispo Rômulo Soares Barbosa Copyright (c) 2021 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-01-01 2021-01-01 19 01 23 55 10.46551/rc24482692202102 Impactos ambientais no baixo curso do rio Pajeú, no trecho urbano de Floresta, Pernambuco https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/3131 <p>Os processos de colonização e de industrialização trouxeram a urbanização das cidades brasileiras causando significativos problemas ambientais e socioeconômicos. Assim, o município de Floresta, que fazia parte da rota de interiorização do gado para o rio São Francisco no período colonial, foi ocupado para a pecuária e posteriormente cresceu e se especializou nos setores da agricultura e de pequenas indústrias, o que modificou o uso e a ocupação do solo e, consequentemente, causou impactos ambientais. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo identificar os impactos ambientais ocorridos no baixo curso do rio Pajeú, na área urbana de Floresta, analisando-os de forma sistêmica e comparativa os impactos ocorridos em toda bacia hidrográfica do rio Pajeú e à luz das leis ambientais municipais, estaduais e federais, além de trazer medidas mitigadoras para esses problemas encontrados. Para isto, realizou-se visita de campo, levantamentos bibliográficos, construção de mapa temático da situação da mata ciliar e da rede de interação de impactos ambientais. A partir disso, constatou-se que a área de estudo está bastante descaracterizada quanto à situação original, assim como em outros municípios da bacia hidrográfica do Pajeú, necessitando de ações mitigadoras. As leis ambientais existem, porém, faltam rigor e o cumprimento delas.</p> Maria Danise de Oliveira Alves Larissa de Sá Menezes Copyright (c) 2021 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-01-01 2021-01-01 19 01 56 83 10.46551/rc24482692202103 Classificação de uso e cobertura da terra e o monitoramento de áreas em restauração florestal por RPAS https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/2324 <p>Preservar, manter, conservar e restaurar a vegetação de áreas especiais, em processo de degradação florestal são assegurados pelo Código Florestal e pelo Pacto para Restauração da Mata Atlântica. Com intuito de promover metodologias para o monitoramento de áreas em restauração a partir da utilização de levantamento fotogramétrico, técnicas do sensoriamento remoto e geoprocessamento, este trabalho pretende demonstrar por meio dos conceitos de análise e métricas de paisagem a identificação de padrões de vegetação, assim como análises ambientais que auxiliam na compreensão do processo de recuperação de áreas fragilizadas. A classificação do uso e cobertura da terra permitem a geração de produtos secundários e importantes para o planejamento da restauração, como a análise do passivo ambiental, modelagem do terreno e hidrológica e vulnerabilidade ao risco de erosão. Os dados obtidos permitiram quantificação, identificação e classificação das áreas que necessitam de restauração da vegetação nativa.</p> Thamyres Marques da Silva Carlos Rodrigo Tanajura Caldeira Mayara Cobacho Ortega Caldeira Cintia Pedrina Palheta Balieiro Manuel Eduardo Ferreira Copyright (c) 2020 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR 2021-02-10 2021-02-10 19 01 84 112 10.46551/rc24482692202104 Reconstituição espaço-temporal do Alagado do Piry de Jussara, Belém-PA: evolução e impacto na urbanização https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/2877 <p>Historicamente, a cidade de Belém tem lidado com a dinâmica hídrica, características da região amazônica. Relatos apontam que no decorrer dos séculos XVII, XVIII e XIX os que chegavam na cidade defrontavam-se com uma superabundância de águas, provenientes de uma área alagada denominada de Alagado do Piry de Jussara. Nesse sentido, o referido estudo buscou, através do geoprocessamento, reconstituir espacialmente a área e a geometria do alagado, bem como espacializar a ocupação urbana sobre o mesmo. Dessa forma, através da elaboração de mapas nos anos de 1631, 1700, 1760, 1791, 1844 e 1905 foi possível identificar que as obras de dessecamento do Piry ocorreram durante todo o século XIX, e que a área que outrora foi ocupada pelo Alagado, hoje abrange três bairros do centro de Belém, os quais sofrem com enchentes e inundações rotineiramente. Assim, ao fim do estudo, questiona-se a forma com que os gestores lidam com a superabundância de água na região, uma vez que foi possível concluir que a cidade de Belém cresceu e expandiu-se sobre as águas, e que até hoje tende a conviver com problemas relacionados ao fator hidrográfico da região.</p> Marcus Vinicius Silva da Silva Aline Maria Meiguins de Lima Copyright (c) 2020 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR 2021-02-10 2021-02-10 19 01 113 139 10.46551/rc24482692202105