Revista Cerrados https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados <div id="journalDescription"> <p>A Revista Cerrados é um periódico de publicação em fluxo contínuo do <strong><a href="https://www.posgraduacao.unimontes.br/ppgeo/">Programa de Pós-Graduação em Geografia</a></strong> e do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, que busca publicar os trabalhos científicos de interesse da ciência geográfica e de áreas afins.</p> </div> Editora Unimontes pt-BR Revista Cerrados 1678-8346 <p>Nesta Revista, os Direitos Autorais para artigos publicados são do(s) autor(es), sendo os direitos da primeira publicação pertecentes à Revista Cerrados. Os artigos são de acesso público, de uso gratuito, de atribuições próprias, de atribuições educacionais e de aplicações não comerciais. </p> Análise dos impactos da legislação de Áreas de Proteção Permanente – APP sobre a paisagem do cerrado: estudo de caso do município de Diamantino - MT https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4860 <p>A proteção ambiental no Brasil tem como premissa a tentativa de união entre as questões técnica ambientais e as legislativas. O objetivo principal deste trabalho é analisar os impactos das legislações ambientais, em especial sobre Áreas de Proteção Permanente, na paisagem do cerrado, tendo como exemplo o município de Diamantino - MT. Os dados utilizados nesta pesquisa foram da base do Cadastro Ambiental Rural – CAR, por meio do Sistema CAR – SICAR, do Boletim Informativo do Cadastro Técnico Federal e do Projeto de Conhecimento do Cerrado, com dados de uso e ocupação do solo do MAPBIOMAS. Ao analisar a distribuição espacial das APP’s no município de Diamantino – MT é notório uma fragmentação das áreas de proteção. Em poucos casos se formam corredores de preservação no município, em especial na porção leste do município. Portanto, ao analisar as APP’s de forma geral no Cerrado, e em específico no município de Diamantino, a luz do uso da legislação ambiental vigente, é notória que as falhas contidas nas normas beneficiam somente o lado político e econômico. Desse modo, essa questão caso não seja tratada com a seriedade que ela pede, pode causar um grande desequilíbrio no meio natural.</p> João Benvindo do Amaral Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-07-01 2022-07-01 20 02 03 20 10.46551/rc24482692202217 A espacialização dos Parques Tecnológicos no estado de São Paulo: Algumas considerações https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/5097 <p>Nos últimos anos, com a intensificação do processo de globalização e o avanço de novas tecnologias, ocorreram transformações nas dinâmicas e cadeias produtivas, permitindo que alguns autores afirmassem a mudança de uma sociedade industrial para sociedade do conhecimento (CASTELLS, 1999). Neste contexto, que a busca pelo avanço da tecnologia passou a fomentar o mercado capitalista, ocasionando na competitividade de empresas entre diferentes escalas geográficas (local, regional, nacional e global). É nesta perspectiva que surgem os parques tecnológicos, com o objetivo de fomentar a criação de ambientes inovadores, visando à produção e difusão da inovação, seja ela de base tecnológica, com novos produtos e processos, ou de marketing e organizacional, entre outras. No Brasil, com os programas de incentivo à inovação e criação de parques tecnológicos, atualmente há 103 iniciativas (MCTI, 2019), tendo sua concentração no estado de São Paulo. Este artigo tem como objetivo compreender a espacialização dos parques tecnológicos no estado de São Paulo, destacando o papel das redes técnicas, enquanto condições gerais de produção favoráveis à sua implantação, a metodologia utilizada neste estudo pautou-se em pesquisa bibliográfica, documental, com coleta de dados no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações).</p> Taina Akemy Chiaveri Vicari Iwata Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-01 2022-08-01 20 02 21 51 10.46551/rc24482692202218 Reconfiguração nas centralidades em cidades médias brasileiras: reverberação do setor supermercadista em Marabá (PA) https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/5387 <p>A desconcentração espacial de corporações do setor terciário proporcionou a chegada de grandes superfícies comerciais em espaços urbanos não-metropolitanos. Esta dinâmica favoreceu o estabelecimento de novos espaços privados de consumo em Marabá, cidade média paraense. Fruto de pesquisa, este artigo visa contribuir para uma interpretação das práticas existentes nesta cidade, no que tange às centralidades do seu intraurbano diante da implantação, especialmente, dos supermercados. O percurso metodológico, de maneira geral, consistiu em revisão de literatura sobre temas e processos selecionados para investigação relacionados diretamente com o fenômeno urbano-espacial estudado, bem como de levantamento e análise de dados primários obtidos por meio de entrevistas e formulários aplicados nas saídas dos estabelecimentos supermercadistas. A nosso ver, houve mudanças significativas nas centralidades e, consequentemente, na estruturação da cidade de Marabá. Em linhas gerais, os novos espaços de consumo não apenas efetivaram-se, individualmente, enquanto expressões de centralidade, como suas respectivas presença e atuação, em muito contribuíram para a formação e consolidação de uma nova área central na cidade, localizada ao longo de parte considerável do trecho urbano da Rodovia Transamazônica.</p> Magno Ricardo Silva de Carvalho Iara Rafaela Gomes Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-01 2022-09-01 20 02 52 83 10.46551/rc24482692202219 A territorialização dos indígenas Katxuyana na região do Trombetas, oeste do Pará https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/5000 <p>O artigo analisou o processo de territorialização dos indígenas Katxuyana, no município de Oriximiná, oeste paraense. No início dos anos 2000, os Katxuyana retornam para seu território de origem, após viverem por mais de 30 anos em outros territórios. O processo de territorialização para os Katxuyana tem um duplo significado: afirmação de uma identidade e a luta pela demarcação de seu território tradicionalmente ocupado. Esses coletivos têm relações diferenciadas com a forma de apropriação do território, gerando muitas vezes conflitos, lutas e territorialidade, sobre o qual se estabelece um sistema cultural que constituem os pilares do povo indígena e o sentido de pertencimento daquele território, que vai muito além de um meio de subsistência, possuindo dimensões simbólicas que fundamentam a vida social. Desta forma, as ações que envolvem o coletivo indígena são as reivindicações pelo direito de uso e autonomia política no território. Para a elaboração deste texto, foi realizada revisão bibliográfica referentes aos conceitos de territorialização, territorialidade e identidade, com ênfase em autores da Geografia e áreas afins, bem como, incorporou-se as reflexões frutos dos diálogos realizados com os Katxuyana, obtidas por meio de entrevistas, reuniões e trabalhos de campo.</p> Luciene Monteiro Penha Adnilson de Almeida Silva Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-01 2022-09-01 20 02 84 105 10.46551/rc24482692202220 Centros de gestão do território no sudeste da Amazônia Oriental https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4750 <p>A região sudeste da Amazônia Oriental integra o que Becker (2009) chamou de arco do povoamento consolidado, porção territorial amazônica que concentra o cerne da economia regional. Diante disso, esse trabalho procura identificar e analisar os principais centros que comandam esse segmento de rede urbana, considerando a gestão pública e econômica do território. A pesquisa foi realizada com base em revisão bibliográfica e análise dos micro-dados da publicação Regiões de Influência das Cidades - REGIC (IBGE, 2020). Constatou-se que a região possui três níveis de gestão territorial: no topo, estão as cidades de Palmas, Marabá e Imperatriz, estabelecendo interações de gestão que ultrapassam a região; em nível intermediário, encontra-se cidades que são focos de investimentos nacionais e de instalação de uma gama de serviços públicos, mas com reduzida capacidade de construir interações city-ness, tendo seus territórios como ponto de partida; e, no terceiro nível, está um conjunto de cidades cujas interações predominantes são de tipo town-ness.</p> Reges Sodré Helbaneth Macêdo Oliveira Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-14 2022-09-14 20 02 106 131 10.46551/rc24482692202221 A Educação do Campo como enfrentamento à colonialidade no Brasil https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4791 <p>O campo brasileiro se constituiu por meio de tensionamentos históricos que repercutiram em toda nossa organização social como país. Ele foi estruturado na colonialidade que configurou o lugar social em que os territórios e povos camponeses foram posicionados. O objetivo desse ensaio é, portanto, de discutir a relação da Educação do Campo com o enfrentamento da colonialidade. As lutas pelo direito à educação trouxeram a afirmação do campo como território de sujeitos de direito, ao contrário da colonialidade que marginalizou em sua racionalidade moderna os grupos humanos não-brancos e os territórios rurais. Quando já no século XX também os países latinos americanos fizeram sua inserção nos novos arranjos capitalistas, os territórios rurais e suas populações permaneceram associados ao atraso e à ignorância já que o pretendido desenvolvimento e modernização estiveram concentrados na industrialização urbana pela via dependente e subordinada aos interesses dos países centrais. E é aqui o ponto central de disputas assumidos pela Educação do Campo. Ela luta pelo direito à educação, mas associada ao conjunto dos demais direitos que exigem um novo lugar social, político, cultural e econômico dos sujeitos e territórios camponeses. Assim, ela reposiciona o projeto de país e de sociedade brasileira considerando a relevância camponesa em sua constituição e, dessa forma, se faz resistência à colonialidade historicamente estruturante das sociedades latino americanas.</p> Júlio César de Almeida Pacheco Luiz Paulo Ribeiro Emmanuel Duarte Almada Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-14 2022-09-14 20 02 132 163 10.46551/rc24482692202222 A comida como linguagem e o mercado como cozinha: a alimentação em mercados públicos enquanto um símbolo social https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4710 <p>O objetivo deste artigo é fazer uma reflexão e análise sobre a simbologia do alimentar-se em mercados públicos e problematizar sobre a estratégia metodológica de um estudo de caso realizado no Mercado Municipal de Diamantina (MG). Baseando-se em um marco teórico pautado nos conceitos de “comida-linguagem” e “cozinha-mercado” presentes na obra de Lévi-Strauss (1991; 2006) e “habitus” de Bourdieu (1987; 1998) aos quais se agrega a clássica categoria geográfica Lugar, a partir de cuja reelaboração compreendeu-se que historicamente o Mercado revela-se como um espaço passível de intervenções sociais e políticas públicas, não relacionados apenas a fatores econômicos- vale ressaltar-, e visualizando tal estabelecimento público como um Lugar que simboliza a reprodução e construção de uma cultura popular local e no qual o “habitus” de alimentar-se vincular-se-ia a diversificadas identidades intrínsecas aos frequentadores, como a regional, familiar, comunitária e rural/ urbana.</p> Mariana Rodrigues da Costa Neves José Antônio Souza de Deus Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-15 2022-09-15 20 02 164 182 10.46551/rc24482692202223 Os serviços médicos em Ceres-GO: origem, evolução, funcionalidade e polarização regional https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4969 <p>As interações sociais e espaciais manifestadas no espaço podem ser vistas como heranças de tempos rápidos e lentos. Nesse sentido, a constituição da centralidade da cidade de Ceres implementada no território goiano a partir da institucionalização da Colônia Agrícola Nacional de Goiás, ganhou destaque regional. Com o avanço e a diversificação do setor terciário da economia, a cidade projetou-se como um polo regional na oferta de serviços relacionados aos setor de saúde, desempenhando funções importantes no território goiano, tornando-se, simultaneamente, centro e centralidade por meio da inserção de objetos técnicos e equipamentos urbanos que possibilitaram a constituição de uma rede urbana mais integrada e capaz de proporcionar um movimento centrípeto dos munícipios do entorno em busca dos serviços ofertados. Nessa perspectiva, é importante analisar o sistema urbano e o grau de polarização que este sistema exerce no território, pois a região é uma forma de ver o espaço em diferentes perspectivas. Destarte, pretende-se com base em referenciais teóricos e pesquisa empírica, tecer considerações acerca da centralidade, polarização e desenvolvimento regional exercido pela cidade de Ceres e compreender a interdependência e importância funcional estabelecida entre os municípios que recorrem aos serviços de saúde ofertados na cidade.</p> <p> </p> Wagner Abadio de Freitas Fernando Luiz Araújo Sobrinho Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-27 2022-09-27 20 02 183 220 10.46551/rc24482692202224 Impactos do período seco e geadas no vigor da vegetação: estudo de caso para a bacia hidrográfica do córrego Guariroba, Campo Grande, Mato Grosso do Sul https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4856 <p>Períodos de estiagens ocorrem em todas as regiões, mesmo nas de clima úmido, em decorrência da sazonalidade climática e do dinamismo dos processos geradores de pluviosidade. Entretanto, as mudanças climáticas antropogênicas estão impactando os padrões de precipitação e temperatura e, algumas áreas do planeta estão passando por mudanças na frequência e severidade de extremos climáticos, como chuvas fortes, secas, ondas de frio e de calor, incêndios florestais e tempestades de poeira. A bacia hidrográfica do córrego Guariroba é um ambiente naturalmente frágil, altamente suscetível à erosão do solo, no entanto os usos da terra e as práticas de manejo não consideram as restrições e aptidões agrícolas. Diante de um contexto de mudanças climáticas, que constitui um poderoso estressor para os ecossistemas e a biodiversidade, este trabalho analisou a resposta da vegetação aos indicadores climáticos a partir do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada. Os índices radiométricos de vegetação foram derivados de imagens Sentinel-2 do ano de 2021 no <em>software</em> SNAP 8.0. Os resultados obtidos mostram que o vigor da vegetação da região centro-oeste reflete o ciclo anual de padrões climáticos e às características de temperatura e precipitação. Contudo, para o ano de 2021, o vigor da vegetação foi severamente impactado em resposta à seca e às geadas. Embora o período de chuvas tenha iniciado na região e a vegetação responde às primeiras chuvas pela rebrota e emergência, o contexto de degradação ambiental na área e das mudanças climáticas antropogênicas, o cenário de 2021 tende a ser repetir e agravar nos próximos anos.</p> Viviane Capoane Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-27 2022-09-27 20 02 221 241 10.46551/rc24482692202225 Mapeamento geomorfológico aplicado ao estudo de uso e cobertura da terra no Planalto Central https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4965 <p>O objetivo da pesquisa foi relacionar unidades geomorfológicas ao uso e cobertura da terra em duas bacias hidrográficas no Planalto Central. Com áreas, que somadas, chegam a 34.641,95 km² as bacias do Rio das Almas (GO) e do Rio Maranhão (DF/GO) foram definidas como área de estudo. Para a extração das variáveis morfométricas foram utilizados dados do SRTM e, a partir da composição colorida, com as variáveis de altimetria, declividade e curvatura mínima, respectivamente nos canais RGB, foram mapeadas oito unidades geomorfológicas por meio de vetorização em tela. As unidades definidas foram as seguintes: 1) Chapada e Remanescentes (3,05%); 2) Frentes de Recuo Erosivo (12,51%); 3) Rampas de Colúvio I (4,53%); 4) Planalto Retocado (31,57%); 5) Depressão Interplanáltica (18,69%); 6) Rampas de Colúvio II (11,99%); 7) Serras (14,35%); 8) Depressão Dissecada (3,28%). As unidades obtidas foram integradas aos dados de uso e cobertura da terra em relação às frequências da altimetria e declividade. Essa relação evidenciou que as áreas mais propícias para o desenvolvimento da agricultura ocorrem nas porções mais planas e contínuas, relacionadas com as unidades Chapadas e Remanescentes, Rampas de Colúvio I e II, Planalto Retocado, Depressão Interplanáltica, e a Depressão Dissecada. Já as pastagens, florestas e vegetação nativa ocorrem em todas as unidades geomorfológicas, mas geralmente relacionadas com os relevos mais declivosos e movimentados. Os resultados ainda indicaram que o mapeamento geomorfológico é uma ferramenta importante para compreensão da dinâmica da paisagem uma vez que possibilita identificar os limites naturais da paisagem para o uso e ocupação agrícola e o seu potencial de expansão.</p> Bruna Cardoso Mendes Éder de Souza Martins Elton Souza Oliveira Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-27 2022-09-27 20 02 242 260 10.46551/rc24482692202226 Análise multitemporal da cobertura do solo da Terra Indígena Ituna-Itatá através da classificação supervisionada de imagens de satélites https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/5076 <p>Imagens de satélite com diferentes resoluções espaciais podem ser utilizadas para reconhecer a dinâmica do uso e cobertura da superfície terrestre. Este trabalho teve como objetivo analisar a cobertura do solo da Terra Indígena Ituna-Itatá, localizada no norte do Brasil, estado do Pará. Com a avaliação de cinco cenários (2015, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020) o estudo evidenciou as diversas alterações na cobertura da T.I nos últimos anos, considerando se tratar de uma área interditada, com restrição de uso. O trabalho foi elaborado em ambiente SIG, no software QGIS 3.10.9 “A Corunã”, utilizando imagens de satélite Landsat OLI-8 e Sentinel 2-A. Para a classificação das imagens foi adotado o método de classificação supervisionada com coleta e processamento de amostras pelo plugin Dzetsaka. Os resultados permitiram avaliar as alterações da paisagem em um lapso temporal de cinco anos, ratificando a intensificação do desmatamento, abertura ilegal de estradas e inserção significativa de pastagens. Ficou evidenciada a exploração ilegal e desenfreada em uma área protegida destinada aos povos tradicionais.</p> Bruna Taynara de Souza Balieiro Gabriel Alves Veloso Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-27 2022-09-27 20 02 261 282 10.46551/rc24482692202227 Análise de conflito de uso e cobertura da terra em áreas de preservação permanente no município de Araraquara-SP https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/5066 <p>A presente pesquisa analisou diferentes recortes espaciais em todo município de Araraquara-SP em conflito com áreas de preservação permanente (APP), de acordo com a lei Nº 12.651, de 25 de maio de 2012 (BRASIL, 2012), quantificando as mesmas em uma base de dados com as classes de uso e cobertura da terra, mostrando espacialmente essas áreas no intuito de possibilitar um mecanismo de monitoramento do ponto de vista ambiental. Por meio da abordagem da análise de proximidade em SIG utilizou-se do ambiente do Quantum GIS e de imagens orbitais do satélite CBERS 4 de 25/08/2019 com a mínima presença de nuvens para o uso e cobertura da terra e da construção do buffer de 30 metros para as drenagens e 50 metros para as áreas de nascentes conforme a lei citada anteriormente. Dentre os resultados alcançados destacam-se que mesmo a cana de açúcar representando mais da metade da área de uso e cobertura do município (53,94%), a pastagem é a que entra mais em conflito com as APPs, ao representar 39,72% de toda área de conflito em APPs do município. A metodologia aplicada, por meio de uma análise de proximidade bem como os resultados alcançados mostraram como os SIGs podem ser uma importante ferramenta para os órgãos ambientais fiscalizadores e para a gestão municipal como instrumento no auxílio de ordenamento territorial.</p> Guilherme Rodrigo Brizolari Rodrigo José Pisani Copyright (c) 2022 Revista Cerrados https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-27 2022-09-27 20 02 283 305 10.46551/rc24482692202228