LEISHMANIOSE TEGUMENTAR EM UM MUNICÍPIO DO NORTE DE MINAS GERAIS: ASPECTOS CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICOS E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL

Autores

  • Renata Luiz Ursine Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Emanuelle de Moura Santos Xavier Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Maria Suely Fernandes Gusmão Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Hildeth Maisa Torres Faria Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Marília Fonseca Rocha Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Agna Soares da Silva Menezes Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Renata Fiúza Damasceno Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Ariela Ferreira Mota Mota Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Silvio Fernando Guimarães de Carvalho Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Thallyta Maria Vieira Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

DOI:

https://doi.org/10.46551/ruc.v23n2a06

Palavras-chave:

Perfil Epidemiológico; Análise Espacial; Leishmaniose Cutânea; Sistema de Informação em Saúde.

Resumo

Objetivos: Analisar aspectos clínicos, epidemiológicos e a distribuição espacial da Leishmaniose Tegumentar em um município endêmico do Brasil (2012-2019). Métodos: Estudo epidemiológico, transversal e descritivo, realizado a partir de dados de Leishmaniose Tegumentar registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e no Sistema de Informação de Mortalidade. A análise estatística descritiva contemplou variáveis sociodemográficas e variáveis referentes à forma clínica, tratamento e evolução do caso. A análise de distribuição espacial foi realizada no software QGIS 3.4. Resultados: Foram
registrados 380 casos de Leishmaniose Tegumentar, sendo a maioria dos pacientes do sexo masculino, adultos, que residiam na zona urbana. A principal forma de manifestação clínica foi cutânea (93,9%); o antimonial pentavalente foi a droga de primeira escolha administrada em 75,5% dos pacientes; 95,0% dos casos evoluíram para cura; 1,3% evoluíram para óbito
(idade média: 61,8 anos; 60% possuíam coinfecção com HIV). As maiores taxas de incidência foram encontradas na região Oeste da cidade. Conclusões: No município estudado, diferentemente da maioria das regiões do Brasil, a Leishmaniose Tegumentar apresentou um perfil de ocorrência predominantemente urbano. Espera-se que este estudo possa contribuir
com um melhor entendimento da epidemiologia desta doença e que possa nortear a elaboração de estratégias de controle.

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Biografia do Autor

Renata Luiz Ursine, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros, MG- Brasil. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Departamento de Ciências Biológicas. Diamantina MG– Brasil.

Emanuelle de Moura Santos Xavier, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde - Montes Claros, MG- Brasil.

Maria Suely Fernandes Gusmão, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Cuidados Primários em Saúde. Montes Claros, MG - Brasil.

Hildeth Maisa Torres Faria, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Programa de Pós-graduação em Saúde, Sociedade e Ambiente. Diamantina MG– Brasil.

Marília Fonseca Rocha, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Centro de Pesquisa René Rachou (FIOCRUZ), Doutorado em Ciências da Saúde. Belo Horizonte, MG – Brasil. Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Departamento de Saúde Mental e Saúde Coletiva. Montes Claros, MG- Brasil.

Agna Soares da Silva Menezes, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros, MG- Brasil. Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros. Montes Claros, MG– Brasil.

Renata Fiúza Damasceno, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros, MG - Brasil.

Ariela Ferreira Mota Mota, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros, MG- Brasil.

Silvio Fernando Guimarães de Carvalho, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutorado em Ciências da Saúde. Belo Horizonte, MG– Brasil. Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros, MG– Brasil.

Thallyta Maria Vieira, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutorado em Parasitologia. Belo Horizonte, MG- Brasil.
Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros, MG- Brasil.

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Publicado

2021-10-22

Como Citar

URSINE, R. L.; XAVIER, E. de M. S.; GUSMÃO, M. S. F.; FARIA, H. M. T.; ROCHA, M. F.; MENEZES, A. S. da S.; DAMASCENO, R. F.; MOTA, A. F. M.; CARVALHO, S. F. G. de; VIEIRA, T. M. LEISHMANIOSE TEGUMENTAR EM UM MUNICÍPIO DO NORTE DE MINAS GERAIS: ASPECTOS CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICOS E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL. Revista Unimontes Científica, [S. l.], v. 23, n. 2, p. 01–13, 2021. DOI: 10.46551/ruc.v23n2a06. Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/unicientifica/article/view/4670. Acesso em: 8 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos Originais - Dossiê Doenças Infecciosas e Parasitárias

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