A CONSCIÊNCIA EM ROUSSEAU E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Autores

  • Sérgio Bernardo de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.46551/2448-30952025v31n211

Palavras-chave:

Consciência. Inteligência Artificial. Rousseau. Filosofia.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo trazer para o debate contemporâneo a concepção de consciência em Rousseau para poder discutir com as investigações contemporâneas sobre a IA. Pretende-se investigar a relação entre a noção de consciência em Rousseau e as possibilidades e desafios da inteligência artificial (IA). Partindo de uma perspectiva histórica e filosófica, cogita-se analisar como Rousseau concebeu a consciência como um sentimento interior que orienta o homem na
busca da verdade, da moralidade e da felicidade, e como essa ideia se relaciona com as teorias e práticas da IA, que visa simular ou reproduzir aspectos da cognição humana por meio de algoritmos e máquinas. A hipótese central é que a consciência em Rousseau não pode ser reduzida a um mecanismo ou a um conjunto de regras, mas envolve uma dimensão afetiva, criativa e transcendente que desafia os limites e os riscos da IA.

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Biografia do Autor

Sérgio Bernardo de Almeida

Mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia. Email: bernardofm@hotmail.com.

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Publicado

2025-08-17

Como Citar

Almeida, S. B. de. (2025). A CONSCIÊNCIA EM ROUSSEAU E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Revista Poiesis, 31(2). https://doi.org/10.46551/2448-30952025v31n211

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