O PROGRAMA MAIS MÉDICOS: CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO E O PAPEL DA MÍDIA

Autores

  • Murilo Fahel Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes
  • Silvio Ferreira Júnior Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho. Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte, Minas Gerais
  • Luis Felipe Marinho Costa Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes
  • Carina Silva de Freitas Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes
  • Nathália Alves Santana Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

DOI:

https://doi.org/10.46551/epp2021929

Resumo

Introdução: O Programa Mais Médicos (PMM) foi um esforço de qualificação da Atenção Primária a Saúde (APS) no Brasil. Den- tre seus eixos, englobavam-se o aumento do número de profissionais médicos na APS e a melhor distribuição destes pelo território nacional, objetivando a redução das desigualdades em saúde. Após aprovado como projeto de lei, sua implementação, em 2013, passou por desafios e conquistas, atrelando-se a opiniões divergentes sobre seus benefícios à saúde do país. Nesse sentido, a mídia teve papel importante, representando a principal fonte informativa e influenciando diretamente no significado que o programa possuiria. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo abordar os pontos da concepção e implementação do PMM, bem como a relação deste com o poder midiático da época, analisando a importância da imprensa para a aceitação da população ao programa. Método: Realizou-se revisão bibliográfica que levantou estudos de mídia e de políticas públicas e compilou-se os resultados conforme as etapas do programa. Conclusão: A partir dos resultados, conclui-se que o processo de concepção foi regulamentado e embasado em indica- dores de saúde fidedignos, assim como sua implementação representou melhorias para a APS exercendo a mídia grande influência para o real significado que o programa obteve para a população.

Palavras-Chave: Acesso à informação; Atenção Primária à Saúde; Administração em Saúde Pública

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Biografia do Autor

Murilo Fahel, Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

Pós-doutor pela Universidade de Oxford. Professor da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. Montes Claros, Minas Gerais – Brasil.

Silvio Ferreira Júnior, Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho. Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte, Minas Gerais

Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa. Professor do Programa de Mestrado em Administração Pública da Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho. Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil.

Luis Felipe Marinho Costa, Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

Acadêmico(a) de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, Montes Claros, Minas Gerais - Brasil.

Carina Silva de Freitas, Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

Acadêmico(a) de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, Montes Claros, Minas Gerais - Brasil.

Nathália Alves Santana, Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

Acadêmico(a) de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, Montes Claros, Minas Gerais - Brasil.

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Publicado

2022-02-11

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Artigos