TUBERCULOSE RESISTENTE E MULTIRRESISTENTE NO BRASIL

Autores

  • Caroline Coelho de Oliveira Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc
  • Eduarda Martins Cruz Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc
  • Gabriela Drummond Magalhães Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Mariana Veloso Suzart Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc
  • Mateus Augusto de Prince Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE
  • Camila Teles Gonçalves Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE
  • Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Luçandra Ramos Espírito-Santo Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Carlos Eduardo Mendes D’Angelis Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
  • Karina Andrade de Prince Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc

DOI:

https://doi.org/10.46551/ruc.v23n2a09

Resumo

Objetivo: Analisar os casos de tuberculose resistente e multirresistente no Brasil, no período de 2009 a 2018. Métodos: Trata-se de um estudo, retrospectivo, descritivo, quantitativo, de base documental. Teve como universo de pesquisa a base de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados: No Brasil, foram notificados 1795 casos de tuberculose
resistente e 1577 de multirresistente. O número de casos aumentou expressivamente entre 2010 e 2017. Teve predomínio no sexo masculino (71,47 %), na faixa etária entre 25-44 anos (41%), com 1º grau incompleto (43,44%), nas raças branca (37,6%) e parda (36,84%) (p < 0,001). Os casos novos (45,97%) e de reingresso após abandono (28,34%), apresentaram os maiores percentuais (p < 0,001). Indivíduos alcoolistas (p 0,002), portadores de HIV (p < 0,001), com a forma pulmonar (p 0,023), e
com abandono do tratamento (p < 0,001), tiveram maiores percentuais de resistência adquirida. No entanto, portadores da forma extrapulmonar (p 0,023) e que evoluíram à cura, apresentaram maiores percentuais de resistência primária (p < 0,001). Conclusão: A tuberculose se mantém, como doença de alta incidência/prevalência no Brasil e, que apesar dos investimentos o percentual de casos de resistência permanece alto, trazendo importantes repercussões clínicas e epidemiológicas. 

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Biografia do Autor

Caroline Coelho de Oliveira, Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc

Graduada de Medicina pelo Centro Universitário FIPMoc – (UNIFIPMoc). Montes Claros/MG-Brasil. 

Eduarda Martins Cruz, Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc

Graduada de Medicina pelo Centro Universitário FIPMoc – (UNIFIPMoc). Montes Claros/MG-Brasil.

Gabriela Drummond Magalhães, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Programa de Pós-graduação em Cuidados Primários em Saúde. Montes Claros, MG - Brasil. 

Mariana Veloso Suzart, Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc

Graduada de Medicina pelo Centro Universitário FIPMoc – (UNIFIPMoc). Montes Claros/MG-Brasil.

Mateus Augusto de Prince, Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE

Graduando de Medicina pelo Centro Universitário FUNORTE – (UNIFUNORTE). Montes Claros/MG-Brasil.

Camila Teles Gonçalves , Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE

Graduada de Medicina pelo Centro Universitário FUNORTE – (UNIFUNORTE). Montes Claros/MG-Brasil.

Jaqueline Teixeira Teles Gonçalves, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Mestre em Cuidado Primário em Saúde (UNIMONTES). Professora da Universidade Estadual de Montes
Claros (Unimontes). Minas Gerais. Brasil. 

Luçandra Ramos Espírito-Santo, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Doutora em Ciências da Saúde (UNIMONTES). Professora da Universidade Estadual de Montes Claros
(Unimontes). Minas Gerais. Brasil.

Carlos Eduardo Mendes D’Angelis , Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes

Doutor em Ciências Farmacêuticas (FCFRP-USP). Professor da Universidade Estadual de Montes Claros
(Unimontes). Minas Gerais. Brasil. 

Karina Andrade de Prince, Centro Universitário FIPMoc - UNIFIPMoc

Doutora em Biociências e Biotecnologia Aplicadas a Farmácia (UNESP). Professora do Centro Universitário
FIPMoc - (UNIFIPMoc). Minas Gerais. Brasil.

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Publicado

2021-11-09

Como Citar

OLIVEIRA, C. C. de; CRUZ, E. M.; MAGALHÃES, G. D.; SUZART, M. V.; DE PRINCE, M. A.; GONÇALVES , C. T.; GONÇALVES, J. T. T. .; ESPÍRITO-SANTO, L. R.; D’ANGELIS , C. E. M.; DE PRINCE, K. A. . TUBERCULOSE RESISTENTE E MULTIRRESISTENTE NO BRASIL. Revista Unimontes Científica, [S. l.], v. 23, n. 2, p. 01–15, 2021. DOI: 10.46551/ruc.v23n2a09. Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/unicientifica/article/view/4716. Acesso em: 8 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos Originais - Dossiê Doenças Infecciosas e Parasitárias