A imunização contra o HPV e a prevenção da neoplasia cervical

Autores

  • Caroline Figueiredo Fernandes Graduandos do curso Médico das Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE
  • Laila Thamires Gomes Santana Graduandos do curso Médico das Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE
  • Ana Letícia Vieira Santos Graduandos do curso Médico das Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE
  • Luçandra Ramos Espírito Santo Mestre em Ciências da Saúde. Docente do curso médico na FUNORTE
  • Bárbara Nobre Lafetá Bacharel em Ciências Biológicas. Docente do curso médico na FUNORTE

Resumo

As infecções pelo papilomavírus humano (HPV) acometem homens e mulheres em qualquer faixa etária e estão relacionadas às verrugas, condilomas genitais, neoplasias intraepiteliais vulvar e vaginal e a 98% dos casos de neoplasia cervical. A história natural da infecção pelo HPV normalmente é a cura, porém, se vírus oncogênicos persistirem, podem causar transformação maligna celular. Assim, a infecção é necessária, mas não suficiente para causar o câncer cervical, que representa a segunda principal causa de morte por neoplasias entre mulheres brasileiras. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013 surgiram 17.540 novos casos e a vacina contra o HPV tem se mostrado imonogênica e efetiva na prevenção dessa patologia. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura acerca dos aspectos relativos à vacina contra HPV, suas indicações e importância na
prevenção de neoplasia cervical. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão literária nas bases
de dados SciELO e LILACS, com os seguintes indexadores: HPV, câncer cervical e vacina contra HPV.
Foram elegíveis artigos publicados a partir de 2006, com contribuição teórica e prática para a área
de pesquisa. Resultados/Discussão: Estudos identificaram mais de 100 tipos de HPV, mas somente
40 atingem a região anogenital. Dentre esses, os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos
cânceres de colo uterino e os 6 e 11 por 90% das verrugas genitais. Para proteção contra os tipos
supracitados, além de proteção cruzada contra outras estirpes, são elaboradas vacinas
quadrivalentes a partir de cápsulas proteicas ausentes de DNA, produzidas por tecnologia
recombinante, o que as faz não infectantes. Essas vacinas são aplicadas em três doses via
intramuscular, porém a duração da imunidade ainda é desconhecida, impedindo a determinação
de quando aplicar a dose de reforço. No Brasil, o objetivo é vacinar pré-adolescentes do sexo
feminino de 9 aos 13 anos em 2014, idealmente antes da primeira relação sexual. Nessa faixa
etária, os mais altos níveis de anticorpos foram encontrados após a vacinação. Atualmente a
vacina está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que gera a nova expectativa de
reduzir aproximadamente 97% dos casos de câncer cervical. No entanto, essa redução será
observada apenas a longo prazo e seu sucesso será dependente do desejo do público em receber
a vacina. As mulheres vacinadas não serão excluídas dos programas tradicionais de rastreamento
para câncer do colo (Papanicolaou) e de estratégias para assegurar um comportamento sexual
seguro. Conclusão: Foi possível constatar a forte associação do vírus HPV com a evolução da
neoplasia cervical e a importância da imunização na diminuição dos casos de câncer de colo
uterino. No entanto, ainda são necessários estudos de acompanhamento a longo prazo da
imunogenicidade, do impacto na redução da morbimortalidade causada pelo câncer e de custosefetividade
para a consolidação da vacina em programas de saúde.

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Publicado

2020-05-28

Como Citar

Figueiredo Fernandes, C. ., Thamires Gomes Santana, L., Letícia Vieira Santos, A., Ramos Espírito Santo, L., & Nobre Lafetá, B. (2020). A imunização contra o HPV e a prevenção da neoplasia cervical. Revista Renome, 4, 21–22. Recuperado de https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renome/article/view/2654

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