MOTIVOS PARA A PRÁTICA DE GINÁSTICA EM ACADEMIAS EXCLUSIVAS PARA MULHERES

Autores

  • Maryanna Mayka Fagundes Custódio Universidade Estadual de Montes Claros
  • Vinícius Dias Rodrigues Universidade Estadual de Montes Claros

DOI:

https://doi.org/10.46551//rn2025162600132%20

Palavras-chave:

Academia. Mulheres. Feminilidade.

Resumo

Esta pesquisa visa analisar os motivos para a prática de ginástica em academias exclusivas para mulheres. Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal e análise quanti-qualitativa dos dados. Para a coleta de dados, foram entrevistadas vinte mulheres, frequentadoras de uma academia feminina de Montes Claros – MG, com frequência de no mínimo seis meses na academia e maiores de dezoito anos, baseado em um roteiro de questões semiestruturado. Diante dos resultados apresentados, conclui-se que as mulheres que frequentam academias femininas: têm um perfil socioeconômico de classe média, em maioria são mulheres casadas, porém é importante ressaltar que a escolha de frequentar uma academia feminina parte das mulheres. Evidenciou-se no estudo que a maior preocupação das mulheres está relacionada ao assédio masculino, por isso optam pela academia exclusiva para mulheres, pois se sentem mais confortáveis, devido à ausência de homens no ambiente. Diante disso, os motivos para a prática de ginástica em academias exclusiva para mulheres são: a ausência do assédio masculino, a segurança, o conforto, a liberdade, maior propensão de vínculos e interações sociais, o profissionalismo das profissionais de educação física e o atendimento especializado para o público feminino.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa/PT: Edições 70, 2010.

Brasileiros estão em 2° no ranking mundial dos que mais vão a academias. Jornal Estado de Minas. Belo Horizonte. 18 jan. 2023. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/saude-e-bemviver/2023/01/18/interna_bem_viver,1446196/brasileiros-estao-em-2-no-rankingmundial-dos-que-mais-vao-a-academias.shtml. Acesso em: 22 ago. 2023.

COELHO FILHO, C. A. A.; FRAZÃO, D. P. Prática de ginástica em academias exclusivamente femininas. Motriz. Rio Claro, v.16 n.2 p.269-280, abr./jun. 2010.

CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA - CONFEF. Estatuto do Conselho Federal de Educação Física. Publicado no DOU. Nº 237, Seção 1, págs. 137 a 143, em 13/12/2010. Disponível em: http://www.confef.org.br/confef/conteudo/471. Acesso em: 20 ago. 2023.

FRAZÃO, D. P.; COELHO FILHO, C. A. A. Motivos para a prática de ginástica em academias exclusivas para mulheres. Rev. Bras. Educ. fís. esporte. São Paulo. v. 29, n. 1, p. 149-58. Jan-Mar; 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1807 - 55092015000100149. Acesso em 20 ago. 2023.

FREITAS, D.C.; SILVA, F. AZEVEDO, G.; SILVA, A. C. As práticas corporais nas academias de ginástica: um olhar do professor sobre o corpo fluminense. Rev. Bras. Ciên. Esporte, Rio de Janeiro, v. 33, n. 4, p. 959-974. dez. 2011.

GULART, S. P. Além do fitness: Como Academias Exclusivas Resgatam o Bem-Estar Feminino. Beta Redação. Brasil. 27 nov. 2023. Disponível em: https://www.betaredacao.com.br/2671-2/ Acesso em: 6 jun. 2024.

HANSEN, R.; VAZ, A. F. "Sarados" e "gostosas" entre alguns outros: aspectos da educação dos corpos masculinos e femininos em academias de ginástica e musculação. Movimento, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 133-152, jan./abr. 2006. DOI: 10.22456/1982-8918.2894.

LESSA, P.; FURLAN, C. C.; CAPELARI, J. Pedagogias do corpo e construção do gênero na prática de musculação em academias. Motrivivência. [S.I.], n. 37, p. 41-50. dez. 2011.

LIMA, A. C. M. Motivação para adesão e permanência em academia de ginástica. 2017. 20f. Trabalho de Conclusão de Curso – Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2014. Disponível em: repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/5829/1/ 21128625.pdf. Acesso em: 14 ago. 2023.

LIRA, M. R. B. Ninguém é de ferro: a construção da corporeidade em uma academia de ginástica feminina de um bairro popular em João Pessoa. 2014. 106f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2014.

LIZ, C. M.et al. Aderência à prática de exercícios físicos em academias de ginástica. Motriz, Rio Claro, v. 16, n. 1, p. 181-188, jan./mar. 2010.

MALINSKI, M. P.; VOSER, R. C. Motivação para a prática de atividade física em academias de Porto Alegre: um estudo descritivo e exploratório. Rev. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, ano 17, n. 175, dezembro de 2012. Disponível em: Acessado em 14 de jul. de 2023.

MALYSSE, S. Em busca do (h)alteres-ego: olhares franceses nos bastidores da corpolatria carioca. In: GOLDENBERG, M. (Org.). Nu & vestido: dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 79-138.

MARCELLINO, N. C. Academias de ginásticas como opção de lazer. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília, v. 11, n. 2, p. 49-54, jun. 2003.

MASCARENHAS, F. et al. Acumulação flexível, técnicas de inovação e grande indústria do fitness: o caso curves Brasil. Pensar Prát. [S.I.], v.10, p.237-59. Mar./abr.2007.

MINAYO, M. C.S. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. p. 9-29.

NEIVA, G.; GOMES, E. M.P.; COSTA, J. S. Academias de ginástica só para mulheres: inovação ou tradição? 15º Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte; 2º Congresso Internacional de Ciências do Esporte; Pernambuco, BR. Pernambuco: CONBRACE/CONICE; 16-21 set 2007. Disponível em: http://www.cbce.org.br/cd/resumos/215.pdf. Acesso em: 18 ago. 2023.

PINHEIRO, M. R. D.; CAMINHA, I. O. Assédio sexual em mulheres praticantes de musculação: impactos no seu cotidiano. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, v. 25, p. e200819, 2021.

SASSATELLI, R. Interaction order and beyond: a field analysis of body culture within fitness gyms. Body & Society, London, v. 5, n. 2-3, p. 227-248, jun. 1999.

SILVA, L. Academias Femininas: quais razões levam mulheres a escolhas? 2019. 30f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Educação Física, Bacharelado em Educação Física, Porto Alegre, BR-RS, 2019.

TAHARA, A. K.; SCHWARTZ, G. M.; SILVA, K. A. Aderência e manutenção da prática de exercícios em academias. Rev. Bras. Ciên. Esporte, 2003; 11(4): 7-12.

TORRRILLA, E.; VARGAS NETO, F. X. Fatores motivacionais de aderência e permanência nos programas de atividade física em academia. Textura, v. 1, n. 4 p. 81-86, 2001

Downloads

Publicado

2025-08-20 — Atualizado em 2025-09-09

Versões

Como Citar

FAGUNDES CUSTÓDIO, Maryanna Mayka; DIAS RODRIGUES, Vinícius. MOTIVOS PARA A PRÁTICA DE GINÁSTICA EM ACADEMIAS EXCLUSIVAS PARA MULHERES. RENEF, [S. l.], v. 16, n. 26, p. 44–54, 2025. DOI: 10.46551//rn2025162600132 . Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renef/article/view/7785. Acesso em: 14 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 3 > >>