INFLUÊNCIA DA PRIVAÇÃO VISUAL NO TESTE DE UMA REPETIÇÃO MÁXIMA

Autores

  • Anderson Warley Paz de Souza Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
  • Vinícius Dias Rodrigues Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES

Palavras-chave:

Privação visual, Força muscular e Treinamento de força

Resumo

Introdução: A crescente demanda pelo treinamento contra resistência (musculação) tem incentivado a procura de parâmetros bem situados para a prescrição dos exercícios. O treinamento contra resistência é uma atividade física sistematizada em que se deve atentar as variáveis como intensidade, volume, duração, frequência, recuperação, equipamentos, ordem dos exercícios. Justificativa: Este estudo justifica-se pela escassez de pesquisas que tratam da ligação entre a relação da privação da visão e a carga máxima deslocada durante o teste de uma execução máxima (1RM). E pelo fato de que, encontra-se na literatura estudos que comprovam que a privação visual pode interferir no valor final da carga deslocada no teste de 1RM. Objetivo: O Objetivo deste estudo foi investigar se a privação visual, quando incluída no teste de 1RM, influência de forma significativa o valor da carga deslocada. Metodologia: A pesquisa caracterizou-se como de corte transversal, descritivo, analítico de caráter quantitativo. A amostra foi composta por 10 homens (idade 23,7 ± 3,5 anos; peso = 76,2 ± 5,3Kg; altura = 178,8 ± 5,1cm; IMC = 23,9 ± 2,4 Kg/m²). A coleta de dados seguiu as seguintes etapas. 1° Dia: verificou-se a massa corporal, estatura e o índice de massa corporal (IMC). Logo após a verificação antropométrica aplicou-se o teste de 1RM, sem privação visual, para o exercício de supino reto (SR); 2° Dia: aplicação do teste de 1RM, sem privação visual, para a confiabilidade de carga (reteste); 3° Dia: aplicação do teste de 1RM com privação visual (uso de venda nos olhos) no exercício de SR; 4° Dia: teste de confiabilidade de carga (reteste com uso de vendas). É importante mencionar que os indivíduos foram comparados cada um consigo mesmo. Para o tratamento dos dados foi utilizada a estatística descritiva com a utilização de média e desvio padrão. Para analisar as variáveis dependentes foi feita a verificação da normalidade dos dados por meio do teste de Shapiro-Wilk, onde não foi encontrado normalidade dessas variáveis. Portanto, aplicou o Wilcoxon (p<0,05) com análise de média e desvio padrão. Resultados: Houve diferenças significativas no valor da carga deslocada no teste de força absoluta sem privação visual (FASPV) em relação ao teste de força absoluta com privação visual (FAPV). Quando a carga foi aferida sem o uso de venda (FASPVR), o deslocamento foi de 80,40 ± 10,86 kg, e com a privação visual, uso da venda (FAPVR), ocorreu um aumento para 82,00 ± 11,62 kg. Vale salientar que foi comparado os valores dos retestes de cada fase (com e sem privação visual). Conclusão: Os dados encontrados mostram que durante a privação visual a força absoluta aumenta significativamente durante o teste de 1RM. Mas este estudo limitou-se a apresentar esse aumento de força absoluta durante o teste de 1RM, sendo assim novos estudos com outros instrumentos e diferentes procedimentos são necessários para elucidar as dúvidas advindas dessa pesquisa, pois a literatura carece de pesquisas que abordem essa temática.

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Biografia do Autor

Vinícius Dias Rodrigues, Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES

Orientador.

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Publicado

2020-01-29

Como Citar

WARLEY PAZ DE SOUZA, A. .; DIAS RODRIGUES, V. . INFLUÊNCIA DA PRIVAÇÃO VISUAL NO TESTE DE UMA REPETIÇÃO MÁXIMA. RENEF, [S. l.], v. 5, n. 5, p. 63–64, 2020. Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renef/article/view/674. Acesso em: 29 fev. 2024.

Edição

Seção

Resumos de Monografias Unimontes

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