A liberdade e os quilombos na ocupação humana do território no sertão norte mineiro

Autores

  • Augusto José Querino CEFET-Januária

Resumo

Relevamos a dinâmica sócio-histórica e cultural da população afro-descendente e dos quilombos, e a sua importância para a ocupação humana do território brasileiro. Analisando dados quantitativos acerca da densidade da população negra e dos quilombos observamos uma elevada densidade de negros e de comunidades remanescentes de quilombos no território que estudamos. Notamos que os estudos históricos sobre afro-brasileiros e quilombos, em grande medida, derivam de concepções etnoeurocêntricas, evolucionistas e economicistas pelas quais, a história dos negros resulta da bipolaridade escravidão / resistência escrava. Buscando outras bases para nossa reflexão, partimos da hipótese de que os processos sócio-histórico, espacial e cultural das humanidades que aqui estudamos, serão melhor compreendidos se observados na perspectiva da liberdade expressa na intensa e constante formação de quilombos e nas características peculiares do processo sócio-histórico e cultural do Norte de Minas Gerais que indicam a liberdade como um de seus elementos basilares. Daí se originou uma cultura diferenciada, menos atrelada aos padrões e às concepções basilares na cultura ocidental. Enfim, no Sertão Norte-Mineiro, a liberdade se manifestou com muita intensidade e, juntamente com a ação antrópica e espacial dos quilombos, desempenhou papel fundamental e de grande relevância na história da ocupação territorial e da formação social e cultural do Norte de Minas Gerais.

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Publicado

2020-04-01

Como Citar

José Querino, A. . (2020). A liberdade e os quilombos na ocupação humana do território no sertão norte mineiro. Revista Desenvolvimento Social, 1(8). Recuperado de https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/rds/article/view/1740

Edição

Seção

Artigos