ESCOLARIDADE E REBATIMENTOS NOS RENDIMENTOS DO TRABALHO FORMAL AGROPECUÁRIO: CE E RN (2002/2012)

Autores

  • José Ediglê Alcantara Moura Universidade Regional do Cariri (URCA)
  • Maria Jeanne Gonzaga de Paiva Universidade Regional do Cariri (URCA)

Resumo

As transformações macroeconômicas ocorridas no final do século XX mediante hegemonia do modelo neoliberal no Brasil impactaram fortemente em setores tradicionais da economia brasileira. Nesse âmbito, este artigo tem como objetivo analisar qual a relação entre as variáveis, escolaridade e rendimento do trabalho na caracterização do emprego formal do setor agropecuário nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte no período de 2002 e 2012. Para tanto foi traçado o perfil socioeconômico e demográfico dos ocupados formais em tal setor. Metodologicamente utiliza-se uma breve revisão da literatura acerca dos principais determinantes da precarização no mercado de trabalho rural no Brasil, além de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os principais resultados apontam semelhanças entre os ocupados nas unidades federativas em estudo com intensa seletividade por sexo e idade, além da elevada rotatividade. Por outro lado, os dados mostram que os postos de trabalhos são precários, em que, ao longo dos anos foi constatada melhoria no grau de escolaridade dos ocupados formais, e, contrariamente ao esperado, empobrecimento dos trabalhadores do setor agropecuário que migraram das faixas de rendimento mais elevadas para as mais baixas.

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Publicado

2020-03-16

Como Citar

Ediglê Alcantara Moura, J. ., & Gonzaga de Paiva, M. J. . (2020). ESCOLARIDADE E REBATIMENTOS NOS RENDIMENTOS DO TRABALHO FORMAL AGROPECUÁRIO: CE E RN (2002/2012). Revista Desenvolvimento Social, 22(1), 35-49. Recuperado de https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/rds/article/view/1329

Edição

Seção

Artigos