Geopolítica y medio ambiente: una lectura crítica de los 17 Objetivos de Desarrollo Sostenible (Agenda 2030, ONU)
DOI:
https://doi.org/10.46551/rc24482692202527Palabras clave:
Desarrollo sostenible, Geopolítica ambiental, Economía verde, Agenda 2030, Mercantilización de la naturalezaResumen
Este artículo analiza críticamente la trayectoria y los límites de los 17 Objetivos de Desarrollo Sostenible propuestos por la ONU. Los 17 ODS deben entenderse en el contexto histórico de la instrumentalización política y económica del medio ambiente, que se intensificó después de la Segunda Guerra Mundial y cobró fuerza en las grandes conferencias ambientales, como Estocolmo-1972, Río-92 y Río+20. En este escenario, la concepción de desarrollo sostenible, aunque presentada como solución a la crisis ecológica, es un ajuste entre economía y ecología según los intereses hegemónicos. Río+20 marcó la consolidación de la 'economía verde', que refuerza la mercantilización de la naturaleza bajo el discurso de la sostenibilidad, y la Agenda 2030, que amplió los temas de los Objetivos del Milenio incluyendo cuestiones ambientales en varios de sus 17 objetivos, sigue sin mecanismos efectivos de implementación o financiación. El texto destaca la fragilidad de las acciones frente a la crisis climática y critica la insuficiencia de los ODS para enfrentar las desigualdades y la degradación ambiental. Se concluye que los planes globales han resultado ineficaces, especialmente en los países periféricos, y que la década entre 2010 y 2020 fue una década perdida para el medio ambiente, marcada por retrocesos, discursos vacíos y ausencia de compromisos reales.
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