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Dossiê Espaços & Deslocamentos

2020-11-25

O conceito de fronteira, originário da Geografia, é atualmente utilizado para refletir sobre as relações sociais contemporâneas, abarcando as variantes espaço, lugar, região, território, dentre outras. Segundo Rogério Haesbaert, em seu livro, O mito da desterritorialização. Do fim dos territórios à multiterritorialidade (2011), essa categoria de análise ainda é usada para se discutir questões mais abrangentes, como identidades situacionais, migrações transnacionais, capitalismo, relações de poder e de soberania, portanto, em uma perspectiva mais sociológica que antes, mas sem perder o sentido relacionado com a História e a Geografia. À semelhança de Milton Santos, em A natureza do espaço (2006), Haesbaert nos alerta sobre a importância de nunca se analisar o território como espaço neutro, mas sim como um lugar de constante disputa para fins de reprodução econômica. Haesbaert apresenta quatro macrodimensões territoriais: política (hegemônica e que o encara como espaço delimitado/controlado, por meio do qual se exerce determinado poder); cultural (como produto da apropriação da dimensão simbólica/subjetiva por um determinado grupo em relação ao seu espaço de convivência); econômica (com a prioridade da dimensão espacial das relações econômicas, sendo visto como fonte de recursos e local de lutas entre classes sociais ou entre capital-trabalho) e a naturalista (concepção de território animal de demarcação de espaço físico, enquanto característica humana inata). A Revista Araticum, v.1 de 2021, se propõe a apresentar uma série de artigos que abordem essa temática na literatura e em outras artes, a fim de se problematizar espaços, fronteiras, identidades e deslocamentos – questões tão graves em nossa atualidade.
Organizadores
Andrea Cristina Martins Pereira
Ivana Ferrante Rebello
Osmar Pereira Oliva

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Edição Atual

v. 18 n. 2 (2018): Revista Araticum
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