CAPITALISMO E A CRISE AMBIENTAL
ELEMENTOS PARA DEBATE
DOI:
https://doi.org/10.46551/rssp202522Palavras-chave:
crise ambiental, capitalismo, ruptura metabólica, modo de produçãoResumo
Ancorado na crítica marxista, o ensaio analisa a crise ambiental contemporânea como expressão estrutural das contradições do modo de produção capitalista. Reconstrói as fases mercantil, industrial, monopolista‑financeira e global, mostrando que cada uma aprofunda a ruptura metabólica entre sociedade e natureza, além de converter os custos ambientais para a coletividade. Ao apresentar a “segunda contradição” do capital, evidencia-se que a busca incessante por lucro corrói as próprias condições materiais de produção do sistema capitalista. Demonstra, ainda, que iniciativas como “desenvolvimento sustentável” e mercados de carbono funcionam como dispositivos ideológicos, pois preservam as relações de propriedade e a lógica da acumulação. Por fim, para tentar superar a crise ambiental torna-se essencial repensar os padrões de produção e consumo, bem como as relações de poder e propriedade que sustentam o sistema.
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