Heranças da paisagem semiárida: Os Relevos Residuais de Alexandria-RN, Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46551/rc24482692202015

Palavras-chave:

Paisagem semiárida, Feições geomorfológicas, Inselbergs

Resumo

O presente artigo objetiva discutir acerca dos relevos residuais do semiárido nordestino, enfocando um estudo de caso realizado no município de Alexandria no Alto Oeste Potiguar, Rio Grande do Norte, através do qual apresenta-se como heranças das feições geomorfológicas marcantes da paisagem semiárida do sertão do oeste potiguar nordestino. No tocante os procedimentos metodológicos, a pesquisa é sistematizada em duas etapas: gabinete – levantamento bibliográfico e geocartográfico – e campo – visita e reconhecimento da área em estudo. Consideramos assim os estudos teóricos de Ab’Saber (2003), Bertrand (2004), Lima et. al. (2009), Maia e Nascimento (2015; 2018), Souza e Oliveira (2002), além de interpretações cartográficas acerca das características geológico-geomorfológicas da área com base na CPRM (2005). Neste trabalho, verificamos a presença de relevos residuais predominantes, bem como extensas áreas de lajedos, que conferem uma paisagem exuberante no interior do sertão potiguar nordestino, de uma morfologia granítica, resultante do processo formativo de processos endógenos e exógenos, como resposta à constituição da paisagem como herança, sobretudo os inselbergs.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Diógenys da Silva Henriques, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil

É Graduando em Geografia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Membro do Grupo de Estudos Análise Geoambiental e Estudos Integrados da Paisagem (GEAGEIP) e do Núcleo de Estudos Geoambientais e Cartográficos (NEGECART).

Anny Caratina Nobre de Souza, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil

É Graduanda em Geografia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Membra do Grupo de Estudos Análise Geoambiental e Estudos Integrados da Paisagem (GEAGEIP), do Núcleo de Estudos Geoambientais e Cartográficos (NEGECART) e do Núcleo de Estudos em Geografia Agrária e Regional (NuGAR).

Sergio Domiciano Gomes de Souza, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil

É Graduando em Geografia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Membro do Grupo de Estudos Análise Geoambiental e Estudos Integrados da Paisagem (GEAGEIP) e do Núcleo de Estudos Geoambientais e Cartográficos (NEGECART).

Maria Losângela Martins de Souza, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, Brasil

É Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE); Metra e Doutra em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atualmente é professora Adjunta do departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Dinâmicas Territoriais no Semiárido (PLANDITES/UERN).

Referências

AB’SABER, A. N. Caatingas: O domínio dos sertões secos. In: Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades regionalistas. São Paulo: Ateliê Editorial, p. 83-100, 2003.

BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Tradução: Olga Cruz. RA’E GA. Editora UFPR, Curitiba, n. 8, p. 141-152, 2004. Disponível em: calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/raega/article/viewPDFInterstitial/3389/2718. Acesso em: Abril de 2020.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades @. 2019. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rn/alexandria/panorama. Acesso em: Outubro de 2019.

CORREIA, R. C. et al. A região semiárida brasileira. In: VOLTOLINI, T. V. Produção de caprinos e ovinos no Semiárido. Petrolina: Embrapa Semiárido, p. 21-48, 2011. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/54762/1/01-A-regiao-semiarida-brasileira.pdf-18-12-2011.pdf. Acesso em: Abril de 2020.

CPRM. Serviço Geológico do Brasil. MASCARENHAS, J. C. et al (Org.). Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea. Diagnóstico do Município de Alexandria, estado do Rio Grande do Norte. Recife: CPRM/PRODEEM, 2005. Disponível em: http://rigeo.cprm.gov.br/xmlui/bitstream/handle/doc/16226/rel_alexandria.pdf?sequence=1. Acesso em: Abril de 2020.

CPRM. Serviço Geológico do Brasil. PFALTZGRAFF, P. A. S.; TORRES, F. S. M. Geodiversidade do estado do Rio Grande do Norte. Recife: CPRM, 2010. Disponível em: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/bitstream/doc/16773/1/Geodiversidade_RN.pdf. Acesso em: Abril de 2020.

CUNHA, J. F. et al. Principais solos do Semiárido tropical brasileiro: caracterização, potencialidades, limitações, fertilidade e manejo. In: SÁ, I. B.; SILVA, P. C. G. (Ed.). Semiárido brasileiro: pesquisa, desenvolvimento e inovação. Petrolina: Embrapa Semiárido, 2010. Disponível em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/158421/1/CAPITULO-02-TONY-final.pdf. Acesso em: Abril de 2020

DUQUE, J. G. Perspectivas nordestinas. 2. ed. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 2004.

GOVERNO DO RIO GRANDE DO NORTE. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte. 2019. Disponível em: http://www.emparn.rn.gov.br/. Acesso em: Novembro de 2019.

GOVERNO RIO GRANDE DO NORTE. Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente. 2019. Disponível em: http://www.idema.rn.gov.br/Index.asp. Acesso em: Novembro de 2019.

GOVERNO DO PARANÁ. Glossário da Diretoria de Geologia (Mineropar) do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia (ITCG). 2019. Disponível em: http://www.mineropar.pr.gov.br/modules/glossario/conteudo.php. Acesso em: Novembro de 2019.

LIMA, G. M. P. et al. Inselberge: Ilhas Terrestres. Salvador: EDUFBA, 2009.

MAIA, R. P.; BEZERRA, F. H. R.; SALES, V. C. Geomorfologia do Nordeste: Concepções clássicas e atuais acerca das superfícies de aplainamento. Revista de Geografia (Recife). Recife: UFPE – DCG/NAPA, v. especial VIII SINAGEO, n. 1, p. 1-19, Set. 2010. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/view/228857/23268. Acesso em: Abril de 2020.

MAIA, R. P.; NASCIMENTO, M. A. L. Relevo Granítico do Nordeste Brasileiro. Revista Brasileira de Geomorfologia (On-line), São Paulo, v.19, n.2, Abr./Jun. p.373-389, 2018. Disponível em: http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/1295/685. Acesso em: Abril de 2020.

MAIA, R. P. et al. Geomorfologia do campo de inselbergs de Quixadá – NE do Brasil. Revista Brasileira de Geomorfologia, São Paulo, v.16, n.2, p.239-253, Abr./Jun., 2015. Disponível em: http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/651/469. Acesso em: Abril de 2020.

MARQUES, F. A. et al. Solos do Nordeste. Embrapa: Recife, 2014. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1003864/1/FOLDERSOLOSDONEversaofinal.pdf. Acesso em: Abril de 2020.

OLIVEIRA, C. C.; SOUSA, M. L. M. Potencialidades e Limitações do Campo de Inselbergs no Alto Oeste Potiguar/RN. 2018. 22 f. TCC (Graduação) - Curso de Geografia, Departamento de Geografia, UERN - CAPF, Pau dos Ferros, 2018.

RIBEIRO, S. C.; MARÇAL, M. S.; CORREA, A. C. B. Geomorfologia de Áreas Semiáridas: uma contribuição ao estudo dos Sertões Nordestinos. Revista de Geografia. Recife: UFPE – DCG/NAPA, v. 27, n. 1, p. 120-137, Jan./mar. 2010. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/view/228790/23203. Acesso em: Abril de 2020.

SILVA, P. C. G. et al. Caracterização do Semiárido brasileiro: fatores naturais e humanos. In: SA, I. B.; SILVA, P. C. G. da. (Ed.). Semiárido brasileiro: pesquisa, desenvolvimento e inovação. Petrolina: Embrapa Semiárido, 2010. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/861906/1/CAPITULO01PEDROGAMAfinal.pdf. Acesso em: Abril de 2020.

SOUSA, M. L. M.; OLIVEIRA, V. P. V.; Política de combate à seca e estratégias de convivência com o semiárido: o contexto do estado do Ceará. In: SEABRA, G; MENDONÇA, I. (Org.). Educação ambiental: Responsabilidade para a conservação da sociobiodiversidade. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2011. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/403480444/II-CNEA-Educacao-Ambiental-responsabilidade-para-a-conservacao-da-sociobiodiversidade-Vol-1-pdf. Acesso em: Abril de 2020.

SOUZA, M. J. N.; OLIVEIRA, V. P. V. Semiárido do Nordeste do Brasil e o Fenômeno da Seca. In: HUBP, J. L; INBAR, M. Desastres Naturales em América Latina. Cidade do México: Fondo de Cultura, 2002.

Downloads

Publicado

2020-09-21

Como Citar

HENRIQUES, D. DA S.; SOUZA, A. C. N. DE .; SOUZA, S. D. G. DE .; SOUZA, M. L. M. DE. Heranças da paisagem semiárida: Os Relevos Residuais de Alexandria-RN, Brasil . Revista Cerrados, v. 18, n. 02, p. 208-226, 21 set. 2020.