A formação da rede urbana da microrregião Ceres/ GO e o ordenamento territorial pela dinâmica sucroenergética

Autores

  • Lara Cristine Gomes Ferreira Universidade de Brasília – UnB, Brasília, Distrito Federal, Brasil.
  • Fernando Luiz Araújo Sobrinho Universidade de Brasília – UnB, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Palavras-chave:

Rede Urbana, Setor Sucroenergético, Ordenamento Territorial, Microrregião Ceres, Goiás.

Resumo

A formação territorial e da rede urbana da microrregião Ceres, Goiás, esteve diretamente relacionada à política das Colônias Agrícolas Nacionais, dentro da Marcha para o Oeste, na década de 1940. Nesse contexto, foram doados vários lotes com sementes e insumos, a fim de estimular a ocupação das terras do centro brasileiro. Ceres foi à primeira, de oito Colônias Agrícolas implantadas no Brasil. Com o passar dos anos, essa região, que teve sua formação territorial ligada à produção familiar, passou por alguns estímulos (políticas e programas) para a expansão da monocultura canavieira e implantação de destilarias/usinas de açúcar e álcool. Atualmente são sete usinas implantadas e em funcionamento na região. Essa realidade contribuiu para a evolução da rede urbana regional, que hoje é bastante dependente da dinâmica sucroenergética. Ressalta-se que, mesmo a microrregião Ceres sendo baseada fortemente num único segmento do agronegócio, o canavieiro, a rede urbana e regional têm necessidade de interconexão com outros centros locais e regionais para escoamento da produção, parcerias público-privadas e, sobretudo, para as atividades financeiras do setor.    

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lara Cristine Gomes Ferreira, Universidade de Brasília – UnB, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Possui Graduação em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG); Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e é Doutoranda em Geografia pela Universidade de Brasília (UNB). Atualmente é Geógrafa do Laboratório de Estudos e Pesquisas das Dinâmicas Territoriais, LABOTER - IESA/UFG.

Fernando Luiz Araújo Sobrinho , Universidade de Brasília – UnB, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Possui Graduação em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Mestrado em Arquitetura e Urbanismo Pela Universidade de Brasília (UNB) e Doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atualmente é professor da Universidade de Brasília (UNB), Departamento de Geografia, GEA.

Referências

CORRÊA, R. L. A Rede Urbana. São Paulo: Ática, 1994.

_____________.Estudos sobre a Rede Urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

ELIAS, D. Globalização e Agricultura: A Região de Ribeirão Preto-SP. São Paulo: EDUSP, 2003.

EGLER, C. A. G. A Formação da Rede de Cidades na América do Sul. In: IX Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Enanpege). Anais. Goiânia, 2011.

EGLER, C. A. G.; MENDES, C. C.; FURTADO, B. A.; PEREIRA, R. H. M. Bases Conceituais da Rede Urbana Brasileira: análise dos estudos de referência. In: Pereira, R. H. M.; Furtado, B. A. (Orgs). Dinâmica Urbano-Regional: rede urbana e suas interfaces. Brasília: IPEA, 2011.

ESTEVAM, L. Tempo da transformação: estrutura e dinâmica econômica de Goiás. Goiânia: Ed. da UCG, 2004.

FERREIRA, I. M.; MENDES, E. P. P. In: XIX Encontro Nacional de Geografia Agrária (Anais), São Paulo, 2009.

FREITAS, E. P.; ROSSINI, R. E.; QUEIRÓS, M. O Poder das Empresas Transnacionais sobre o Território Brasileiro. Reflexões a Partir do Sector Sucroenergético. In: XIII Colóquio Internacional de Geocrítica: El control del espacio y los espacios de control Barcelona, 2014.

FRESCA, T. M. Rede Urbana e Divisão Territorial do Trabalho. In: Revista Geografia (Londrina) v. 19 n. 2, 2010.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em www.ibge.com.br, acesso em julho de 2015.

IMB. Instituto Mauro Borges / Secretaria de Estado de Gestão de Planejamento de Goiás. Perfil dos municípios goianos. Disponível em http://www.imb.go.gov.br/. Acesso em julho de 2014.

MARTINS, J. S. Fronteira: A Degradação do Outro nos confins do Humano. 2. Ed. São Paulo: Contexto, 2014.

MARQUES, M. I. M. O Conceito de Espaço Rural em Questão. In: Revista Terra Livre (São Paulo) Ano 18, n. 19, 2002.

MATIAS, V. R.S.; CARMO, A.M.R. Dinâmica Territorial da Rede de Agências Bancárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte. In: Revista Caminhos de Geografia (Uberlândia) v. 13, n. 42, 2012.

PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano. Disponível em www.pnud.org.br/atlas. Acesso em janeiro de 2016.

REGIC. Região de Influência das Cidades (1978). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 1987.

______. Região de Influência das Cidades (1993). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2000.

______. Região de Influência das Cidades (2007). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 2008.

SILVA, C. A. F. Fronteira agrícola capitalista e ordenamento territorial. In: SANTOS, Milton. et al. (Org.) Território, territórios: ensaios sobre ordenamento territorial. 3. ed. Rio de Janeiro: Lamparina. 2007.

SOARES, B. R. & BESSA, K. C. F. O. As novas redes do cerrado e a realidade urbana brasileira. In: Boletim Goiano de Geografia (Goiânia), v. 19 n. 2, Ed. UFG, 1999.

ÚNICA. (UNIÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR). Produção e uso do etanol combustível no Brasil. São Paulo, 2007.

VILLA VERDE, V. Territórios, Ruralidade e Desenvolvimento. Curitiba: IPARDES, 2004.

Downloads

Publicado

2016-06-26

Como Citar

GOMES FERREIRA, L. C.; SOBRINHO , F. L. A. . A formação da rede urbana da microrregião Ceres/ GO e o ordenamento territorial pela dinâmica sucroenergética. Revista Cerrados, [S. l.], v. 13, n. 01, p. 02–32, 2016. Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/1420. Acesso em: 1 jul. 2022.