ANÁLISE DA VULNERABILIDADE AMBIENTAL DO MUNICÍPIO SÃO JOÃO DA PONTA, PARÁ: O uso do geoprocessamento na gestão de unidades de conservação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22238/rc2448269220201801159188

Palavras-chave:

RESEX. Gestão Ambiental. Erosão. Manguezais. SIG.

Resumo

A necessidade de uso dos recursos naturais estimulou as mudanças de cobertura da terra, com isso, inúmeros problemas foram surgindo e houve a necessidade de estabelecer políticas de uso restritivo dos recursos como as RESEX’s. De forma a auxiliar a gestão dessas UC’s o estudo da sua vulnerabilidade se faz importante. O município de estudo foi São João da Ponta que abriga uma RESEX a nível federal. A metodologia utilizada consistiu na análise de diversas variáveis que tendem a influenciar o grau de resiliência (Altitude, Declividade, Geologia, Pedologia, Precipitação e Uso e Cobertura do solo), estas variáveis foram processadas em um ambiente SIG e em seguida utilizadas para o cálculo do Índice de Vulnerabilidade. Foram obtidos como resultados mapas temáticos para cada variável e da vulnerabilidade ambiental de São João da Ponta, a fim de demonstrar espacialmente o grau de resiliência da área e quais os fatores influenciadores. Com isso, foi possível observar que as regiões que apresentaram maior vulnerabilidade estão dentro da RESEX em virtude dos manguezais, corroborando com diversos estudos que apontam a sensibilidade desses ecossistemas e a importância da sua proteção para as comunidades tradicionais que sobrevivem deles, além da manutenção da biodiversidade do ponto de vista ecológico.

Palavras-chave: RESEX. Gestão Ambiental. Erosão. Manguezais. SIG.

 

ANALYSIS OF THE ENVIRONMENTAL VULNERABILITY OF THE CITY OF SÃO JOÃO DA PONTA, PARÁ: The use of geoprocessing in the management of conservation units

ABSTRACT

The need for use of stimulated natural resources as land cover changes, thus, in many problems arose and there was a need to define restrictive resource use policies as RESEX. In order to help the management of these UCs, the study of their vulnerability is important. The municipality of study was São João da Ponta, opening a RESEX at federal level. One methodology used is the analysis of several variables that affect the degree of resilience (Altitude, Slope, Geology, Pedology, Precipitation and Land Use and Coverage), these variables were processed in a GIS environment and in temporary use for the Vulnerability Index test. The results of thematic maps were selected for each variable and environmental vulnerability of São João da Ponta, an end of spatial demonstration or degree of resilience of the area and which factors influence it. Thus, it was possible to observe which regions with greater vulnerability are within RESEX due to mangroves, corroborating several studies that point to a sensitivity of these ecosystems and the importance of protection for the traditional communities that survive, besides maintaining the biodiversity of the point. from an ecological point of view.

Keywords: RESEX. Environmental Management. Erosion. Mangroves. GIS.

 

ANÁLISIS DE LA VULNERABILIDAD AMBIENTAL DEL MUNICIPIO SÍO JOÍO DA PONTA, PARÁ: El uso del geoproceso en la gestión de unidades de conservación

RESUMEN

La necesidad de usar recursos naturales estimuló cambios en la cobertura de la tierra, con esto, surgieron numerosos problemas y hubo una necesidad de establecer políticas para el uso restrictivo de recursos como RESEX. Para ayudar a la gestión de estas UC, el estudio de su vulnerabilidad es importante. El municipio de estudio fue São João da Ponta, que alberga un RESEX a nivel federal. La metodología utilizada consistió en el análisis de varias variables que tienden a influir en el grado de resiliencia (altitud, declive, geología, pedología, precipitación y uso y cobertura del suelo), estas variables se procesaron en un entorno SIG y luego se utilizaron para el cálculo El Índice de Vulnerabilidad. Los mapas temáticos para cada variable y la vulnerabilidad ambiental de São João da Ponta se obtuvieron como resultados, con el fin de demostrar espacialmente el grado de resiliencia del área y cuáles son los factores que influyen. Con eso, fue posible observar que las regiones que presentaron mayor vulnerabilidad se encuentran dentro del RESEX debido a los manglares, corroborando con varios estudios que señalan la sensibilidad de estos ecosistemas y la importancia de su protección para las comunidades tradicionales que sobreviven de ellos, además del mantenimiento del biodiversidad desde un punto de vista ecológico.

Palabras clave: RESEX. Gestión ambiental. Erosion. Manglares. SIG.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marcus Vinicius Silva da Silva, Universidade Federal do Pará – UFPA, Belém, Pará, Brasil

Possui Graduação em Engenharia Cartográfica e de Agrimensura pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Atualmente é Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Brenda Caroline Sampaio da Silva, Universidade Federal do Pará – UFPA, Belém, Pará, Brasil

Possui Graduação em Engenharia Ambiental pela Faculdade Estácio de Belém. Atualmente é Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Ilale Ferreira Lima, Universidade Federal do Pará – UFPA, Belém, Pará, Brasil

Possui Graduação em Meteorologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Atualmente é Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Referências

ALLEGRETTI, M. Políticas para o uso dos recursos naturais renováveis: A região amazônica e as atividades extrativistas. In: SACHS, Ignacy et al. Extrativismo na Amazônia brasileira: perspectiva sobre o desenvolvimento regional. Compêndio MAB 18 - UNESCO, Paris, 1994b.p.14 - 34.

AMORIM, R. S. S.; SILVA, D. D.; PRUSKI, F. F.; MATOS, A. T. Influência da declividade do solo e da energia cinética de chuvas simuladas no processo de erosão entre sulcos. Rev. bras. eng. agríc. ambient., v.5, n.1, 2001.

Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. 2019. Disponível em: <http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/o_atlas/idhm>. Acesso em: nov. 2019.

CALDERANO FILHO, B. et al. Avaliação da Vulnerabilidade Ambiental de Regiões Tropicais Montanhosas com suporte de SIG. Revista de Geografia (Recife), v. 35, n. 3, 2018.

CAMPIOLI, P. F.; VIEIRA, C.V. Avaliação do Risco a Inundação na Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão do Norte, Joinville/SC. Revista Brasileira de Geografia Física, v.12, n.01 p. 124-138, 2019.

CANTO, A. C. L. Conhecendo o Período Quaternário. Geografia em Foco, 28 out. 2011. Disponível em: < http://marlivieira.blogspot.com/2011/10/artigo-conhecendo-o-periodo-quaternario.html>. Acesso em: 08 abr. 2020.

DUARTE, J. F. S; CARNEIRO, R. S. G. S. Análise de Vulnerabilidade Erosiva no Município de Paragominas-PA. 2017, 20 p. Disponível:http://wiki.dpi.inpe.br/lib/exe/fetch.php?media=ser300:alunos2017-ser300:grupo_monografia:trabalho_final_-_jessyca_e_rebeca.pdf. Acesso em: 15 nov.2019.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Espodossolos. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/solos_tropicais/arvore/CONTAG01_9_221220 611539.html. Acesso em: 16 nov. 2019.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Neossolos Flúvicos Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/territorio_mata_sul_pernambucana/arvore/CONT000gt7eon7k02wx7ha087apz246ynf0t.html. Acesso em: 16 nov. 2019.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Solos Indiscriminados de Mangue. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/territorio_mata_sul_pernambucana/arvore/COT000gt7eon7j02wx7ha087apz2c3xd0do.html. Acesso em: 16 nov. 2019.

FERREIRA, S.S. Entre Marés e Mangues: Paisagens territorializadas por pescadores da Resex marinha de São João da Ponta/PA. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Belém, 2017.

FERREIRA, W.M. Diagnóstico Ambiental da Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta: Subsídios para o Planejamento Ambiental. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Belém, 2013.

FREITAS, D.M. Vulnerabilidade Ambiental no contexto do monitoramento de ambiente úmido costeiro em Tracuateua – PA. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) – Universidade Federal Rural da Amazônia, Capanema, 2019. 72 f.

GOEPEL, K. D. Sistema de Calculadora Prioritária Online – AHP-OS. 2017. Disponível em: https://bpmsg.com/academic/ahp_calc.php. Acesso em: 16 nov. 2019.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Potencial de agressividades climática na Amazônia Legal. Rio de Janeiro: IBGE, 2014. 15 p.

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE – ICMBIO. Unidades de Conservação – Marinho. Resex de São João da Ponta. 2019. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/marinho/unidades-de-conservacao-marinho/2278-resex-de-sao-joao-da-ponta>. Acesso em: nov. 2019.

LEITE, J. C. Do mistério das Eras do gelo às mudanças climáticas abruptas. Scientiae Studia, São Paulo, v. 13, n. 4, p. 811-839, 2015.

LOPES, D.N.; GRIGIO, A.M.; SILVA, M.T. Mapeamento das Áreas de Vulnerabilidade Ambiental e Natural do Município de Tibau-RN. Anuário do Instituto de Geociências – UFRJ, v. 41, n. 1, p. 80-88, 2018.

MMA – Ministério do Meio Ambiente. Consulta Pública - RESEX. 2019. Disponível em: <https://www.mma.gov.br/consulta-resex>. Acesso em: nov. 2019.

MMA – Ministério do Meio Ambiente. Unidades de Conservação. 2019. Disponível em: <https://www.mma.gov.br/areas-protegidas/unidades-de-conservacao>. Acesso em: nov. 2019.

PIRES, F. R.; SOUZA, C. M. Práticas mecânicas de conservação do solo e da água. 2º ed. Viçosa. 2006. 216 p.

ROSS, J.L.S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. Revista do Departamento de Geografia, n. 8, p. 1-74, USP, 1994.

SANTOS, A. et al. Caracterização aAmbiental da microbacia do Rio Buquirano trecho do bairro Costinha ao mirante do Buquirinha. Anais do XX Encontro Latino Americano de Iniciação Científica, XVI Encontro Latino Americano de Pós-Graduação e VI Encontro de Iniciação à Docência – Universidade do Vale do Paraíba, 27 -28 out, 2016.

SANTOS, L. J. C. et al. Mapeamento da vulnerabilidade geoambiental do estado do Paraná. Revista Brasileira de Geociências, v.37, n. 4, p. 812-820, 2007.

SANTOS, P.T.; MARTINS, A.P. Análise da Vulnerabilidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Claro (GO) utilizando Geotecnologias. Revista do Departamento de Geografia, v.36, p.156-170, 2018.

SERRÃO, S.L.C; BELATO, L.S.; DIAS, R.P. A vulnerabilidade natural e ambiental do município de Belém (PA). Nature and Conservation, v.12, n.1, p.36-45, 2019.

SOUZA, S.O.; VALE, C.C. Vulnerabilidade Ambiental da planície costeira de Caravelas (BA) como subsídio ao ordenamento ambiental. Sociedade & Natureza, v. 28, n. 1, 2016.

TELES, G.C.; PIMENTEL, M.A.S. Análise de conflitos sócioambientais nas Reservas Extrativistas de São João da Ponta e Curuçá-PA. Geoambiente On-Line, n. 31, p. 193-211, 2018.

TREVISAN, D.P.; MOSCHINI, L.E.; DIAS, L.C.C.; GONÇALVES, J.C. Avaliação da Vulnerabilidade Ambiental de São Carlos – SP. R. Ra’e Ga, v.44, p.272-288, 2018.

VELASQUEZ, C. Áreas protegidas. In: RICARDO, Beto, CAMPANILI, Maura, (eds.). Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: Instituto Socioambiental, p. 214- 222. 2005.

Publicado

2020-04-29

Como Citar

SILVA, M. V. S. DA .; SILVA, B. C. S. DA .; LIMA, I. F. . ANÁLISE DA VULNERABILIDADE AMBIENTAL DO MUNICÍPIO SÃO JOÃO DA PONTA, PARÁ: O uso do geoprocessamento na gestão de unidades de conservação. Revista Cerrados, v. 18, n. 01, p. 159-188, 29 abr. 2020.