Mulheres no futebol: alterações no regulamento da Conmebol e espaço na mídia televisiva

Women in football: changes in Conmebol regulations and space in the television media

Autores

Palavras-chave:

Mulheres, Futebol, CONMEBOL, Mídia Esportiva, Jornalismo Esportivo

Resumo

Este estudo buscou identificar a ocorrência e as características das reportagens sobre o futebol feminino no programa de televisão “Globo Esporte – Rio Grande do Sul”, nos anos de 2016 e 2017. Foram acompanhadas todas as edições do programa no referido período, sendo registradas as seguintes informações em termos das reportagens sobre o futebol feminino: tempo de duração, assunto abordado, equipe de reportagem, comentários realizados e observação de jogos. Posteriormente, foi computado o número de reportagens em cada ano. Os resultados mostraram que houve um aumento de 84% no número de reportagens quando comparados os dois anos. O mesmo ocorreu com o tempo de duração das reportagens. No ano de 2017, reportagens com entrevistas de atletas e comissão técnica fizeram parte do programa, assim como comentários e gols dos principais jogos dos clubes Sport Club Internacional e Grêmio Futebol Porto-Alegrense (GreNal). Ademais, foi criado o quadro “Joga que nem mulher” que proporcionou maior visibilidade ao futebol feminino no programa televisivo investigado. Notou-se que mudanças no regulamento da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), divulgadas no ano de 2016, contribuíram para a conquista de maior espaço às mulheres do futebol no programa Globo Esporte – Rio Grande do Sul a partir de 2017.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Janice Zarpellon Mazo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Professora Doutora da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (PPGCMH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). E-mail: janice.mazo@ufrgs.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-8215-0058.

Geórgia Fernandes Balardin, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Licenciada e Bacharela em Educação Física pela Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). E-mail: georgiabalardin@gmail.com. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-9994-9694. 

Giandra Anceski Bataglion, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (PPGCMH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). E-mail: giandraanceski@gmail.com. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8913-9874.

Referências

AGUIAR, Leonel Azevedo de; PROCHNIK, Luisa. Quanto vale uma partida de futebol? A relação entre televisão e futebol no cenário midiático contemporâneo. LOGOS 33 Comunicação e Esporte, v. 17, n. 2, 2º semestre, 2010.

ALBUQUERQUE, Naiara. No país do futebol, as mulheres jogam com menos: falta salário, público e estrutura, 28 mai. 2017. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/reportagem/2017/05/28/No-pa%C3%ADs-do-futebol-as-mulheres-jogam-com-menos-falta-sal%C3%A1rio-p%C3%BAblico-e-estrutura. Acesso em: 25 ago. 2018.

BARLEM, Cíntia. Conmebol diz que regra de times femininos será cumprida; clubes buscam regularização junto à CBF, 15 ago. 2018. Disponível em: https://globoesporte.globo.com/blogs/dona-do-campinho/post/2018/08/15/conmebol-diz-que-regra-de-times-femininos-sera-cumprida-clubes-buscam-regularizacao-junto-a-cbf.ghtml. Acesso em: 24 set. 2018.

BICCA, Ana Maria Froner. Futebol feminino: pioneirismo no Internacional, Out. 2016. Disponível em: http://memoriadointer.blogspot.com/2016/10/futebol-feminino-pioneirismo-no.html. Acesso em: 24 set. 2018.

COIMBRA, Cecília Maria Bouças. Mídia e produção de modos de existência. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v.17, n.1, abr. 2001.

CONFEDERAÇÃO SUL-AMERICANA DE FUTEBOL. Regulamento, 15 jan. 2015. Disponível em: http://www.conmebol.com/es/estatuto. Acesso em: 25 ago. 2018.

FLICK, Urie. Introdução à pesquisa qualitativa. Tradução Joice Elias Costa. 3 ed. Porto alegre: Artmed, 2009.

IG SÃO PAULO. Segundo o censo de 2010, aparelhos de televisão estão em mais de 95% dos domicílios brasileiros, 24 abr. 2012. Disponível em: https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-04-27/ibge-pela-1-vez-domicilios-brasileiros-tem-mais-tv-e-geladeira-d.html. Acesso em: 24 set. 2018.

IZQUIERDO, Puntero. “Cartas de março”; mulheres contam suas histórias no futebol, 28 mai. 2018. Disponível em: https://medium.com/puntero-izquierdo/cartas-de-mar%C3%A7o-mulheres-contam-suas-hist%C3%B3rias-no-futebol-50461a9cbff6. Acesso em: 26 fev. 2020.

KENSKI, Vani M. O impacto das mídias e das novas tecnologias de comunicação na Educação Física. Revista Motriz, Rio Claro, v. 1, n. 2, p. 129-133, dez. 1995.

MARTINS, Leonardo Tavares; MORAES, Laura. O futebol feminino e sua inserção na mídia: a diferença que faz uma medalha de prata. Pensar a Prática, Goiás, v. 10, n. 1, p. 69-81, jan./jun., 2007.

MAZZOCATO, Ana Paula Facco; et al. A influência do esporte na mídia e no desenvolvimento da sociedade, Mai. 2012. Disponível em: https://home.unicruz.edu.br/mercosul/pagina/anais/2012/Linguagens%20e%20desenvolvimento%20socio-cultural/artigos/a%20influencia%20do%20esporte%20na%20midia%20e%20no%20desenvolvimento%20da%20sociedade.pdf. Acesso em: 25 ago. 2018.

MORAES, D. Cultura tecnológica, mídia e consumo globalizado. In: BRITTOS, Valério Cruz; CABRAL, Adílson (Orgs.). Economia Política da Comunicação: interfaces brasileiras. Rio de Janeiro: E-papers serviços editoriais, 2008.

NASSIF, Mohamed. Após os Jogos Olímpicos, cresce o interesse em modalidades no Brasil, 22 dez. 2016. Disponível em: https://www.torcedores.com/noticias/2016/12/apos-os-jogos-olimpicos-cresce-o-interesse-em-modalidades-no-brasil. Acesso: 25 ago. 2018.

PATIÑO, Jorge Humberto Ruiz. El fútbol femenino: una mirada desde lo público y lo privado. Revista da ALESDE – Associação Latinoamericana de Estudios Socioculturales del Deporte. Curitiba, v. 1, n. 1, p. 129-142, setembro, 2011.

SANTANA, Amanda Monique Porfírio Ribeiro de; BADIALI, Michelle Ferret. A Visibilidade do Futebol Feminino no Brasil: uma análise descritiva das publicações do Sportv e Planeta Futebol Feminino. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, XIX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste, Fortaleza/CE, jun./jul., 2017.

SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - SECOM. Pesquisa Brasileira de Midia 2016, 29 ago. 2016. Disponível em: http://www.pesquisademidia.gov.br/files/E-Book_PBM_2016.pdf. Acesso em: 24 set. 2018.

TELLES, Gabriela Pereira. País do Futebol…feminino? A (In)Visibilidade das Mulheres Nas Quatro Linhas. 2017. 65 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação - Habilitação em Jornalismo) - Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.

Downloads

Publicado

2020-05-26

Como Citar

Zarpellon Mazo, J., Fernandes Balardin, G., & Anceski Bataglion, G. (2020). Mulheres no futebol: alterações no regulamento da Conmebol e espaço na mídia televisiva: Women in football: changes in Conmebol regulations and space in the television media. Revista Caminhos Da Historia, 25(1), 58-73. Recuperado de https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2626