https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/issue/feed Revista Caminhos da Historia 2020-07-01T14:04:07+00:00 Revista Caminhos da História revista.caminhosdahistoria@unimontes.br Open Journal Systems <p>A Revista Caminhos da História é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Trata-se de um periódico semestral, recebendo submissão de artigos em fluxo contínuo. São bem-vindas contribuições de pesquisadorxs e professorxs de outras instituições; efetivamente, tem-se conseguido este intento, com a publicação de artigos de diversas regiões do país, inclusive do exterior. </p> https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2826 Editorial 2020-06-30T22:10:35+00:00 Ester Liberato Pereira ester.pereira@unimontes.br Rafael Dias de Castro rafael.castro@unimontes.br <p>Editorial do dossiê e da edição.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2827 Apresentação – Dossiê: Poder e gênero nas relações políticas 2020-06-30T22:22:20+00:00 Felipe Azevedo Cazetta felipecazetta@yahoo.com.br <p>Apresentação do Dossiê: Poder e gênero nas relações políticas.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2828 Literatura e banditismo social: Antônio Dó retratado por Saul Martins e Petrônio Braz 2020-06-30T22:41:56+00:00 Rejane Meireles Amaral Rodrigues rejane.meireles@gmail.com <p>O presente artigo tem por objetivo analisar como a literatura apresentou a vida de Antônio Dó, que Após ser preso, por questões de demarcação de terra com seu vizinho, fugiu da delegacia em que estava preso. Recrutou um grupo de homens que, a partir de então, passou a segui-lo e juntos fizeram “justiça com as próprias mãos”. Durante dezenove anos, Antônio Dó percorreu o Norte de Minas, Sul da Bahia e Sul de Goiás. O período em que seu bando existiu foi marcado por um excesso de intervenções na administração local por interesses particulares. Posterior aos acontecimentos a vida deste sertanejo foi retratada de várias formas, mas neste artigo vamos analisar a produção de Saul Martins e Petrônio Braz, e temos como problema de pesquisa entender se o contexto social aparece nas obras? Para realizar tal análise iremos comparar através de entrevistas como os autores produziram suas obras. Como conclusão entendemos que os dois autores, cada um ao seu modo, retratou o contexto em que se deu os acontecimentos da vida do Antônio Dó.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2829 Um debate sobre a atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no campo entre os anos de 1948 e 1964 2020-06-30T22:52:59+00:00 Rafael Sandrin rafaelsandrin69@gmail.com <p>Este trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa de mestrado sobre a atuação dos comunistas e do jornal “Terra Livre” junto aos camponeses entre os anos de 1948 e 1964. Com a entrada do PCB na clandestinidade em 1947, no governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o partido passou a privilegiar as ações armadas como forma de conquista do poder. Neste sentido, o uso de documentos históricos sobre a atuação dos comunistas no campo, como o Manifesto de Janeiro de 1948 e o Manifesto de Agosto de 1950 escritos pelo secretário do partido Luiz Carlos Prestes são fontes importantes para compreender o comportamento adotado pelo partido no meio rural. O jornal atuou de forma intensa a partir do ano de 1954, período em que apoiou a luta pela Reforma Agrária e a sindicalização dos camponeses, sem deixar de lado as lutas dos posseiros contra a expulsão que eram submetidos. Nesta perspectiva, as matérias dos exemplares do jornal são documentos que permitem destacar que o objetivo da direção pecebista era o de estimular os lavradores a lutarem pelos direitos sociais que eram desrespeitados como salário-mínimo e 13º salário. A partir da declaração de 1958, o debate foi direcionado a respeito da garantia de tais benefícios destacados anteriormente, sendo que os comunistas abandonaram a perspectiva de revolução no campo. As manchetes do periódico são documentos complementares que permitem compreender o papel da imprensa em divulgar as estratégias de ação campo por parte dos dirigentes partido.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2842 O perfil social de mulheres eleitas em Roraima (2014–2016) 2020-07-01T14:04:07+00:00 Yôkissya Coelho coelhoyokissya@gmail.com Monalisa Pavonne Oliveira monalisapavonne@gmail.com <p>Este artigo pretende apresentar o perfil social das mulheres eleitas em Roraima a partir do pleito de 2014, utilizando como base o advento da Lei nº 12.034/2009 que estabelece as regras para as eleições brasileiras. Para tanto utilizamos quatro mulheres eleitas. A ex-governadora Suely Campos do Partido Progressista (PP); a prefeita da capital Boa Vista, Teresa Surita do Partido Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); a deputada federal Shéridan Estérfany Oliveira de Anchieta do Partido Social Democracia Brasileira (PSDB); e a ex-senadora Angela Maria Gomes Portela do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Mergulhamos no universo biográfico de cada uma delas através da prosopografia, e com isso foi possível constatar a estratégia de ascensão social apoiada na dinâmica das redes sociais e verificar a continuidade de certos grupos políticos em Roraima. Desse modo, compreendemos que a presença direta das relações de parentesco se tornou um instrumento eficaz para a manutenção do poder político. Percebemos que através das redes de poder e proteção, políticos conseguem se manter em posições de mando.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2837 Terrorismo de gênero: estratégia às violências epistêmicas a partir de um debate decolonial global 2020-07-01T12:32:15+00:00 Ana Paula Jardim Martins Afonso paula_jardim@hotmail.com <p class="paragraph" style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; vertical-align: baseline;"><span class="eop">O presente artigo </span><span class="normaltextrun"><span style="background: white;">objetiva apresentar alguns apontamentos iniciais da noção “terrorismo de gênero” e ação “terrorista”, como possibilidade de abordagem crítica e teórica às investidas colonialistas de produção de narrativas e violências epistêmicas, a partir do campo da História Global, feminismos subalternos e decoloniais. A hipótese que defendo aqui é de que a partir do que consideramos como “abordagens concorrentes” na História Global, segundo Sebastian Conrad (2019), ou seja, a crítica pós-colonial, os feminismos subalternos e os estudos decoloniais constroem opções epistêmicas plurais desde o sul global em detrimento de uma historiografia hegemônica do Norte. Além disso, apresentar uma possibilidade teórico-metodológica diversa, anticolonial e que abra caminhos para a ruptura dos epistemicídios, ou seja, a invisibilidade, apagamento e destruição de saberes locais. O artigo se divide em duas sessões: na primeira apresentamos o estado da arte do debate em História Global e os estudos subalternos, incluindo os feminismos que se inclinam a esta perspectiva. Na segunda sessão, refletimos, a partir da breve revisão bibliográfica, como o campo possibilita perceber e compreender a relevância da ação das terroristas de gênero no tempo presente.</span></span></p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2838 Edward Palmer Thompson e a economia moral das multidões latino-americanas 2020-07-01T12:57:55+00:00 Carlos Antonio Aguirre Rojas aguirrec@unam.mx <p>Este ensaio pretende ser uma tentativa de aplicação criativa do rico e complexo conceito desenvolvido por E. P. Thompson, 'a economia moral da multidão', no caso particular das recentes mobilizações, protestos e movimentos desenvolvidos na América Latina no último quarto de século. Então, depois de tentar, inicialmente, definir, de forma rigorosa, o dito conceito thompsoniano, passa-se, posteriormente, a analisar, a partir dos conteúdos da dita 'economia moral', aos principais movimentos anti-sistêmicos latino-americanos atuais e, entre eles, o neozapatismo mexicano, o movimento Mapuche, do Chile, o Movimento dos Sem Terra, do Brasil, os movimentos dos piqueteros argentinos, o movimento da CONAIE equatoriana, ou o Movimento Pachakutik da Bolívia, entre outros. Além disso, e sempre a partir da ferramenta intelectual representada pelo conceito cunhado por Thompson, trata-se de explicar e caracterizar a recente mobilização geral de todo o povo equatoriano, em outubro de 2019, à greve nacional colombiana, em novembro de 2019, e à vasta, e ainda hoje ativa, mobilização do povo insurgente chileno, iniciado em 18 de outubro de 2019.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2839 Da utilidade da ciência: a febre amarela nos debates da sociedade de medicina e cirurgia de Juiz de Fora no início do século XX 2020-07-01T13:20:10+00:00 Vanessa Lana vanessalana@ufv.br <p>O presente texto analisa os debates sobre as controvérsias em torno das formas de transmissão da febre amarela que envolveram a elaboração de um plano de defesa sanitária pelos médicos da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (SMCJF) no início do século XX. A Instituição foi fundada em 20 de outubro de 1889 e se constituiu num espaço de integração e defesa dos interesses profissionais, debatendo problemas sanitários locais e questões de ordem médica em pauta nos cenários científicos nacional e internacional. As associações médicas fundadas no Brasil em fins do século XIX estiveram pautadas em questões científicas, corporativas e políticas, atuando tanto na defesa dos interesses profissionais dos associados quanto na busca do monopólio da função de consultores do Estado em relação à saúde. A elaboração e divulgação dos planos de intervenção, aqui analisada a partir dos estatutos e boletins da instituição, foi uma das principais estratégias utilizadas pelo corpo societário para legitimar sua categoria profissional e obter prestígio e reconhecimento perante seus pares, a municipalidade e os poderes públicos.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2840 Atitude muda: o Grupo Um, a produção musical independente e o Lira Paulistana (1976 – 1984) 2020-07-01T13:43:06+00:00 Renan Branco Ruiz renan.ruiz@unesp.br <p>A partir de entrevistas com os gestores da carreira do Grupo Um (jazz brasileiro instrumental), este artigo analisa as ações empreendidas pela banda no cenário de transformações da indústria fonográfica brasileira da virada dos anos 1970. Tendo como principal objetivo analisar as contribuições do Grupo Um para a formação da produção musical <em>independente,</em> que emergia nessas décadas, o propósito foi refletir sobre os modos de atuação da banda frente ao novo dinamismo do mercado brasileiro de gravações musicais. Dentre as hipóteses formuladas, destaca-se a relação de intensa proximidade que o <em>jazz</em> brasileiro e a música instrumental tiveram com o surgimento da <em>Vanguarda Paulista</em> e as ações do Lira Paulistana, tal vinculo é geralmente deixado de lado pela historiografia. Assim, a bibliografia sobre o assunto delegou um lugar coadjuvante e secundário as composições de caráter instrumental e jazzístico, cerne da sonoridade não só do Grupo Um, como de outras bandas de <em>fusion</em> brasileiro desse período (Divina Increnca, Pé ante Pé, Metalurgia, Medusa, entre outras). Essa relação se constituiu sobre uma base de tensões com o universo da canção (composições com letra e canto), que também ficou mais alinhado a ideia de <em>Vanguarda Paulista</em>. Tal termo foi criado pela imprensa e se consolidou como o elo para algumas transformações estéticas e experimentações que circulavam pelo Lira Paulistana (em São Paulo no início dos anos 1980) mesmo que a música instrumental e o jazz brasileiro estivessem umbilicalmente presentes nesse contexto.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/2841 Belo Horizonte, a cidade modelar: representações da nova capital das Minas Gerais 2020-07-01T13:53:28+00:00 Rogério Othon Teixeira Alves rogerioothon@gmail.com <p>Ao se fundar a moderna cidade de Belo Horizonte em 1897, a sua dinâmica revelaria significados que extrapolariam a prancheta dos engenheiros. Com o tempo, aspectos políticos e sociais que forjariam aquela sociedade seriam trazidos nos periódicos da época da nova capital. Quais os sentimentos primários ao se pensar na nova cidade? Havia ideais políticos nela embutidos? Quais as reações e tensões refletidas da antiga capital, Ouro Preto? Quem foram os primeiros belo-horizontinos? Este trabalho buscou em periódicos mineiros, informações que demonstrassem a ideia da construção na nova capital e os desdobramentos decorridos da nova sociedade. A fundação da cidade refletiria supostamente o moderno, o civilizado, o urbano, em contraposição à antiga e atrasada Ouro Preto monarquista. Pelos periódicos e autores consultados, percebeu-se que na mudança de endereço da capital não havia intuito de se negligenciar o orgulho do povo mineiro, depositado nas ideias libertárias dos personagens independentistas da Ouro Preto oitocentista. Se, em princípio, no reino ideológico o objetivo foi sepultar a antiga Ouro Preto embaixo da arrojada Belo Horizonte, na prática, o sujeito que se formava na nova capital, orgulhou-se da grandiosa moderna cidade sem desmerecer o passado, a tradição e a história da antiga.</p> 2020-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Revista Caminhos da Historia