https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/issue/feed Revista Caminhos da Historia 2021-07-01T19:02:15+00:00 Revista Caminhos da História revista.caminhosdahistoria@unimontes.br Open Journal Systems <p>A Revista Caminhos da História é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Trata-se de um periódico semestral, recebendo submissão de artigos em fluxo contínuo. São bem-vindas contribuições de pesquisadorxs e professorxs de outras instituições; efetivamente, tem-se conseguido este intento, com a publicação de artigos de diversas regiões do país, inclusive do exterior. </p> https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4364 Civilização, tronco de escravos: um protesto radical pela liberdade integral 2021-07-01T15:22:51+00:00 Nabylla Fiori de Lima nabyllafiori@gmail.com <p>Resenha do livro:</p> <p>MOURA, Maria Lacerda de. <em>Civilização, tronco de escravos</em>. Patrícia Lessa e Cláudia Maia (orgs.). São Paulo/SP: Editora Entremares, 2020.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4366 Editorial 2021-07-01T19:02:15+00:00 Ester Liberato Pereira ester.pereira@unimontes.br Rafael Dias de Castro rafael.castro@unimontes.br <p>Editorial do dossiê e da edição.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4337 Apresentação - Dossiê - História e saúde: as interfaces entre a ação pública, as iniciativas da sociedade civil e as inovações tecnológicas 2021-06-29T19:57:19+00:00 Vanessa Lana vanessalana@ufv.br Luiz Antônio Teixeira luiztei3@gmail.com <p>Apresentação do Dossiê - História e saúde: as interfaces entre a ação pública, as iniciativas da sociedade civil e as inovações tecnológicas</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4339 Por uma história da saúde do Vale do Jequitinhonha: reflexões sobre práticas populares de cura 2021-06-29T21:52:23+00:00 Keila Auxiliadora Carvalho keilaacarvalho@gmail.com Ramon Feliphe Souza ramon.feliphe@live.com <p>O artigo reflete sobre as práticas populares de cura no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, especificamente em duas cidades da região. Para tanto, realizamos uma digressão por períodos específicos do século XIX e início do século XX, a fim de acompanhar como os agentes de cura populares foram alvo dos discursos da medicina científica no Brasil, no momento em que essa última pretendia afirmar sua hegemonia no campo do cuidado com a saúde. Em seguida, observamos os reflexos desse contexto em Diamantina, onde curadores populares foram envolvidos em processos criminais que pretendiam desqualificar as suas práticas. Por fim, no último tópico, com o auxílio da metodologia de História Oral, discutimos a permanência das práticas populares de cura na região, especialmente, benzeções e o uso de plantas medicinais. Argumentamos que, apesar do processo histórico de repressão aos “curadores” não médicos, as práticas populares de cura seguem presentes na sociedade e constituem elemento fundamental da identidade regional.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4346 A atenção primária à saúde no SUS: o processo de construção de uma política nacional (1990-2006) 2021-06-30T15:01:36+00:00 Carlos Henrique Assunção Paiva carlos.paiva@fiocruz.br <p>O artigo trata do contexto de instauração da Nova República, até 2006, quando é publicada a primeira Política Nacional de Atenção Básica do país. Em termos econômicos, políticos e sociais, o recorte temporal se caracteriza pelas expectativas e dificuldades de implantação da democracia e de políticas sociais capazes de enfrentar as condições sociais legadas pelo regime autoritário. Como parte dos esforços para se produzir respostas aos problemas médico-sanitários das populações, esse período vê emergir, sob uma renovada configuração institucional, ações e políticas no campo da Atenção Primária à Saúde. Em cerca de duas décadas, vemos consolidar tanto a formação de atores com identidade com a APS, como a formulação da primeira política nacional. Sem perder de vista estes marcos, a partir de entrevistas e fontes documentais, o texto identifica os caminhos que levaram a consolidação do SUS, resgatando o papel central da Reforma Sanitária Brasileira nesse processo; retrata o percurso de criação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. Por fim, informado pela construção de tais iniciativas, compreende a formulação da primeira Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) com foco na identificação dos principais atores e mobilizações políticas necessárias para sua efetivação.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4350 Políticas de controle do câncer de mama no Brasil 2021-06-30T17:12:44+00:00 Thaislayne Nunes de Oliveira thaiislayne@hotmail.com Mônica de Castro Maia Senna monica_senna@id.uff.br <p>Este artigo tem como objetivo central examinar a trajetória histórica das políticas de controle do câncer de mama feminino no Brasil em diferentes momentos históricos. As primeiras intervenções públicas nessa direção no país surgiram em meados do século XX e visavam ao desenvolvimento do cuidado oncológico de maneira individual. A intensificação das medidas estratégicas para o seu controle ocorreu somente a partir dos anos 2000, com perceptível desenvolvimento de ações coletivas e incentivo à prevenção, de maneira a incidir diretamente no controle da doença. O estudo contou com pesquisa bibliográfica sobre a temática, associada à análise dos documentos oficiais, como: normativas, portarias e legislações nacionais. Os resultados demonstram avanços na estruturação do cuidado da doença, sobretudo pela implantação de políticas, programas e sistemas específicos. Tais avanços estratégicos contribuem positivamente para o controle de riscos e agravos da doença. Mas, apesar desses avanços, a realidade observada ainda permanece em certo descompasso, perceptível pelo elevado e crescente índice de mortalidade.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4352 Quantificar, padronizar e planejar: registros de câncer e atenção oncológica no Brasil (1960-1980) 2021-06-30T19:27:16+00:00 Luiz Alves Araújo Neto luizalvesan@hotmail.com <p>Este artigo discute o processo de criação dos primeiros registros de câncer no Brasil e os debates sobre quantificação, padronização e planejamento da atenção oncológica relacionados à estruturação desses serviços. Argumento que a trajetória conflituosa dos registros de câncer no país exemplifica a tensão entre uma estrutura conceitual da medicina, em mudança durante a segunda metade do século XX, e a realidade institucional da atenção oncológica. A discussão é circunscrita ao intervalo entre 1960 e 1980, período em que os primeiros registros foram criados em São Paulo e Pernambuco, em 1967, seguidos de outros em Porto Alegre, Fortaleza, João Pessoa e Rio de Janeiro. Além disso, esse intervalo foi marcado pelos debates sobre a importância da notificação e registro dos casos de câncer para a construção de uma política de atenção oncológica eficaz, permitindo visualizar as tensões mencionadas no argumento. O artigo dialoga com os Estudos Sociais da Medicina e a Sociologia da Quantificação, utilizando fontes de caráter técnico, como publicações em periódicos especializados em câncer, relatórios e publicações de instituições médicas e de saúde e documentos institucionais.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/97-111 Câncer de mama: uma preocupação para a mulher cearense, 1950 a 1980 2021-06-30T19:47:31+00:00 Thayane Lopes Oliveira oliveira.thaylo@gmail.com <p>Este artigo analisa a construção do câncer de mama como um problema médico e sanitário no Ceará, assim como uma preocupação para a mulher cearense entre as décadas de 1950 e 1980. Para isso, primeiramente, percebeu-se o esforço da classe médica brasileira em alçar o câncer ao status de problema de saúde pública a partir do intercâmbio com as ideias estrangeiras que chegavam ao país. Argumento que os médicos cearenses compartilharam desse projeto e buscaram apontar para o crescimento da incidência do câncer de mama no estado, através de publicações em revistas especializadas e jornais de grande circulação. Atentos aos estudos sobre a relação câncer e desenvolvimento, esses médicos demonstraram que o câncer de mama era a doença da modernidade e, por consequência, de mulheres com hábitos modernos. As fontes utilizadas para este trabalho são artigos publicados na Revista Brasileira de Cancerologia, Revista Ceará Médico e jornais O Povo e Diário do Nordeste.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4354 O câncer de mama e a sociedade civil: as ações da FEMAMA na regulamentação temporal para diagnóstico e tratamento da doença no Brasil 2021-06-30T20:14:54+00:00 Vanessa Lana vanessalana@ufv.br Luiz Antônio Teixeira luiztei3@gmail.com <p>A criação das associações de pacientes no Brasil da década de 1990 marcou uma transformação nas formas da sociedade civil demandar ações do poder público em relação à saúde. A criação dessas organizações se relacionou ao novo contexto da saúde no país, surgida com a criação do Sistema Único de Saúde e trouxe para o cenário nacional concepções e práticas de ativismo político e advocacy até então inexistentes nas instituições de pacientes. Este artigo tem como objeto a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, FEMAMA, sua atuação em ações de advocacy, em particular na regulamentação das leis que garantiram marcos temporais para diagnóstico e tratamento do câncer de mama no Brasil na década de 2010. Analisamos a estrutura e organização da instituição e as concepções e atuação na inserção na agenda pública e política de debates da legislação de regulamentação temporal para diagnóstico e tratamento do câncer de mama no setor público de saúde.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4355 Narrativas sobre a Síndrome Pós-pólio em associações de pacientes do Brasil e da Espanha nos meios digitais 2021-06-30T21:30:07+00:00 Danielle Souza Fialho da Silva daniellesouzafialgo@gmail.com <p>A Síndrome Pós-poliomielite (SPP) é uma patologia que afeta pessoas que tiveram pólio muitos anos depois da doença aguda. É considerada uma doença crônica e rara e seus sintomas caracterizam-se por fraqueza muscular, fadiga intensa e dores musculares e articulares, entre outros sintomas. O objetivo deste artigo é compreender que narrativas sobre a doença são divulgadas pelas associações de pacientes com Síndrome Pós-pólio e seus usos nos meios digitais. Analisaremos duas organizações de pacientes, uma do Brasil e uma da Espanha, a saber: a Associação Brasileira de Síndrome Pós-poliomielite (Abraspp), fundada em 2004 em São Paulo, Brasil, e a Asociación Afectados de Polio y Síndrome Post-polio, fundada em 2000 em Madrid, Espanha. Em nosso estudo qualitativo, analisamos as páginas institucionais de ambas as associações que se encontram em suportes digitais com acesso aberto. Tanto a Abraspp quanto a Asociación Afectados de Polio y Sindrome Post-polio sinalizam como papel principal de sua associação o caráter de divulgadoras de informações sobre a síndrome, tomando para o coletivo a co-elaboração de políticas inclusivas e defesa de direitos de pessoas com deficiência. Foi observado que nas fontes digitais analisadas das associações a SPP não é encampada como síndrome rara.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4356 “Entre a cruz e a coroa, o trono e o altar, a fé e o império”: o padroado real e a colonização brasileira a partir das minas do Serro do Frio e Vila do Príncipe, Minas Gerais, 1702-1721 2021-07-01T12:19:13+00:00 Danilo Arnaldo Briskievicz doserro@hotmail.com <p>Relacionamos a colonização das minas gerais, em especial do território das minas do Serro do Frio (1702) e sua Vila do Príncipe (1714), capital da Comarca do Serro do Frio (1720), com os ordenamentos da Coroa portuguesa, o <em>Regimento dos Superintendentes</em> (1702) e da Igreja católica, as <em>Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia</em> (1707). Analisamos documentos do cotidiano relativos aos dois regulamentos essenciais ao sistema do padroado real brasileiro do século XVIII, um deles o processo de habilitação sacerdotal. A metodologia de pesquisa bibliográfica permitiu investigação de documentos portugueses e brasileiros e sus análise tendo por base os fundamentos da microhistória ou análise microanalítica da história. O resultado se apresenta <em>pari passu</em> na narrativa dos fatos e culmina com a noção de que a colonização mineira se deveu aos regulamentos escritos da Igreja e da Coroa portuguesa introjetados na vida cotidiana das minas serranas.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4357 A lança de Aquiles e a opinião pública nos jornais do Rio de Janeiro (1875-1889) 2021-07-01T13:16:27+00:00 George Vidipó historiavidipo@yahoo.com.br <p>O presente artigo investiga como o termo “opinião pública” era empregado nos jornais no último quartel do século XIX. Sua utilização era recorrente na imprensa do Rio de Janeiro, sendo importante como justificativa e autenticidade das críticas, defesas de eventos, na opção política e econômica. A metodologia utilizada nessa pesquisa é da “história dos conceitos”, defendida por Koselleck, na qual define que o conceito reúne em si a diversidade da experiência histórica, assim como a soma das características objetivas teóricas. Usaremos o recorte temporal de 1875 a 1889. O primeiro ano marca o aparecimento do jornal <em>Gazeta de Notícias</em>, defensora da “imprensa neutra”, a folha mais importante do último quartel do século XIX. O segundo ano marca a mudança da forma de governo do Brasil.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4358 Deficiência, educação e trabalho na 1ª Conferência Nacional de Educação (1927) 2021-07-01T13:41:32+00:00 Audrei Rodrigo da Conceição Pizolati audreipizolati@gmail.com <p>O objetivo desta pesquisa é examinar a questão da educação e da <em>deficiência</em> correlacionadas ao mundo do trabalho nos anos 1920 e seus reflexos na atualidade. Para tanto, lança-se mão teórica e metodologicamente do conceito de normalização em perspectiva ao campo da História da Educação e aos Estudos do Trabalho e Educação. Como materialidade empírica, elencou-se a I Conferência Nacional de Educação (I CNE), realizada em 1927, na cidade de Curitiba e decretos e leis nacionais contemporâneas concernentes à inserção social de deficientes ao mundo do trabalho. A eleição analítica da I CNE decorre do fato de que foi nesse evento que a educabilidade do brasileiro novecentista foi debatida pela primeira vez em âmbito nacional – consoante aos discursos biossociais pautados pelo fordismo e pela eugenia. Assim, todos os indivíduos deveriam contribuir com sua força de trabalho para o progresso econômico do país. Aqueles cuja educação não permitisse a emancipação socioeconômica via laboro, restá-los-iam a reclusão em instituições especializadas como escolas especiais, manicômios ou leprosários. O resultado dessas discursividades apontam, no presente, para uma educação em que o ingresso ao mundo do trabalho ainda permanece como sendo o principal balizador intersocial e de <em>normalidade</em>.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4361 Intelectuais paranaenses e a construção do pensamento social no Paraná 2021-07-01T14:13:31+00:00 Letícia Leal de Almeida leticialeal.historia@gmail.com <p>Analisaremos neste trabalho o desenvolvimento do Pensamento Social no Estado do Paraná, a partir de autores como Altiva Pilatti Balhana, Bento Munhoz da Rocha Netto, Brasil Pinheiro Machado e Cecília Westphalen. Os intelectuais paranaenses por vezes interviram no social, e em seus discursos forjaram uma identidade para o paranaense. Problematizaram as relações sociais, produzindo interpretações sobre a realidade paranaense e suas especificidades históricas. Tais produções inserem-se no contexto da consolidação da Universidade do Paraná como irradiador de conhecimento, bem como a autonomização das Ciências Sociais no Paraná a partir dos anos 50.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/4363 Pesquisador ou professor: o conflito identitário do historiador 2021-07-01T14:52:30+00:00 Ricardo de Aguiar Pacheco ricardo.pacheco@ufrpe.br <p>Este artigo é originário da reflexão proposta pelo PPGH Unimontes sobre o tema da identidade social e da memória coletiva para o historiador. Esse tema foi deliberadamente desviado para a aplicação da noção de identidade e memória na observação da atuação do profissional historiador. Seja na sua atuação como pesquisador (da história) seja como professor (de história). Destacamos as diferentes abordagens que essa dupla atuação exige desse profissional e apontamos para uma possível resolução sobre o papel do historiador na sociedade contemporânea.</p> 2021-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Caminhos da Historia