https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/issue/feed Caminhos da História 2022-07-01T00:00:00+00:00 Revista Caminhos da História revista.caminhosdahistoria@unimontes.br Open Journal Systems <p>A Revista Caminhos da História é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Trata-se de um periódico semestral, recebendo submissão de artigos em fluxo contínuo. São bem-vindas contribuições de pesquisadorxs e professorxs de outras instituições; efetivamente, tem-se conseguido este intento, com a publicação de artigos de diversas regiões do país, inclusive do exterior. </p> https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5413 Apresentação - Dossiê - Teoria da História e as Novas Humanidades: debates contemporâneos 2022-06-23T18:03:56+00:00 André da Silva Ramos andramos7@gmail.com Marcelo de Mello Rangel mmellorangel@yahoo.com.br Thamara de Oliveira Rodrigues thamara.rodrigues@uemg.br <p>Apresentação - Dossiê - Teoria da História e as Novas Humanidades: debates contemporâneos</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5414 The Paternalistic Liberation of History by Theory 2022-06-23T19:03:05+00:00 Ewa Domanska ewa.domanska@amu.edu.pl <p>Este artigo revisitará as tensas relações entre “practicing historians” e teóricos/filósofos da história. A abordagem dualista descrita, por exemplo, no livro Haunting History (2017) de Ethan Kleinberg e no manifesto de autoria de Kleinberg, Joan Wallach Scott e Gary Wilder intitulado "Theses on Theory and History" (2018) destaca a divisão e sustenta tensões entre essas duas "tribos". Identifico uma posição expressa nos textos acima que clama pela renovação da disciplina história, teorizando-a como uma "libertação paternalista da história pela teoria". Quando consideramos "o que deve ser feito" para enterrar a divisão entre “practicing historians” e teóricos, proponho certas estratégias de cooperação que podem levar a uma neutralização (localizada) das tensões duradouras entre eles.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5417 Tensões entre critérios sociais e raciais: ações afirmativas nos editoriais da Folha de São Paulo 2022-06-24T10:14:10+00:00 Guilherme Oliva de Paula guilherme.oliva.paula@gmail.com Luciano Magela Roza luciano.roza@ufop.edu.br <p>Este artigo tem o objetivo contribuir para a compreensão acerca de um dos componentes mais importantes do debate público sobre a implementação das cotas raciais nas universidades brasileiras, o enfoque midiático sobre a referida política de ações afirmativas. Para tanto, discutimos como o jornal Folha de São Paulo, por meio de seus editoriais, no período entre 2000 e 2012, opina sobre a proposição de ingresso ao ensino superior brasileiro através de ações afirmativas. O texto está organizado em três partes. Inicialmente, há a introdução da discussão. No segundo momento, são apresentados e problematizados alguns aspectos sobre a disputa interpretativa sobre as relações raciais no Brasil. Em seguida, analisamos como as questões relacionadas à questão racial e às ações afirmativas são abordadas nos editoriais do jornal no contexto histórico selecionado para pesquisa. A investigação apontou que o jornal alterou sua posição sobre ações afirmativas centradas em critérios sociais, mas permaneceu inflexível em relação à adoção de critérios raciais como norteadores das ações afirmativas.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5418 Embodiment, empathy, rituals. What to do with the past after the end of history 2022-06-24T10:29:33+00:00 Hans Ulrich Gumbrecht sepp@stanford.edu <p>Partindo dos pressupostos de que, em primeiro lugar, a disciplina acadêmica de “História” estava alicerçada na “visão histórica do mundo”, tal como se estabeleceu por volta de 1830 e que, em segundo lugar, não prevalece mais no cotidiano do nosso presente, este ensaio levanta a questão de quais as consequências poderia ter a prática dos historiadores. Com foco na “corporificação” como um novo modo de mediação entre passado e presente, discute-se atitudes de empatia e trabalho sobre rituais, tentando entrar em território intelectual inexplorado.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5420 Sônia Viegas e a palavra trágica do Grande Sertão 2022-06-24T11:50:42+00:00 Lorena Lopes da Costa lorenalopes85@gmail.com <p>Este artigo pretende analisar de que forma o narrador de <em>Grande Sertão: Veredas</em>, publicado em 1956, e, especialmente, a leitura que, em 1977, a filósofa Sônia Viegas faz do romance de João Guimarães Rosa adiantam o problema no qual desaguam as discussões de Hayden White acerca da irrepresentabilidade do passado. Não se trata de apresentar um problema novo para a narrativa sobre o passado, tendo em vista que a virada linguística teve grande divulgação e impacto entre os estudiosos, mas de conhecer as contribuições de um nome (Sônia Viegas) e de uma fonte (<em>Grande Sertão: Veredas</em>) novos para esse debate.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5438 Quando será o decolonial? Colonialidade, reparação histórica e politização do tempo 2022-06-27T22:51:13+00:00 Maria da Glória de Oliveira mgloria@ufrrj.br <p>O artigo explora o conceito de colonialidade, com o objetivo de demarcar seus aportes possíveis para o problema das políticas do tempo que orientam os modos de elaboração das experiências históricas sob as mais variadas formas de historiografia, bem como as demandas por reconhecimento e reparação histórica. A discussão vincula-se aos impasses entre universalismos e particularismos, deixados em aberto pela crítica aos fundamentos eurocêntricos de construção do conhecimento histórico, alinhando-se à ideia de que uma guinada decolonial não se efetua sem a crítica aos usos da temporalidade e aos silenciamentos, provocados pela perspectiva historicista que estabelece uma relação de distância irreversível com o passado. O argumento central é o de que a colonialidade, como lógica latente e incômoda que organiza as condições do presente, ao sinalizar uma dívida irreparável do passado, poderia funcionar também como categoria operatória de politização do tempo na ultrapassagem das determinações da história.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5439 Memoria posthistórica y autobiografía en torno a "Yo nunca te prometí la eternidad" de Tununa Mercado 2022-06-27T23:27:56+00:00 Omar Acha omaracha@gmail.com <p>A revisão dos horizontes culturais da historiografia é uma tarefa pendente. O surgimento de inúmeros desafios internos e externos à doxa erudita, reconstrutiva do que ela realmente era e mantida à distância do objeto, não se transformou o núcleo epistemológico da “ciência histórica”. A escrita de Tununa Mercado em sua obra <em>Nunca te prometi a eternidade</em> é a instância escolhida para abrir o horizonte de uma relação com a experiência histórica alheia às premissas de autonomia e objetividade típicas da historiografia dominante na produção universitária. A reflexão de Walter Benjamin fornece elementos hábeis para antecipar características de tal horizonte, que não é externo à materialidade da escrita típica dos textos de Tununa Mercado.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5440 “Kaddish Yatom” 2022-06-27T23:42:02+00:00 Vincent Barletta vbarletta@stanford.edu <p>Ainda há tempo para a história? O que significa tratar do passado quando o futuro está em dúvida? Olhando para os efeitos cataclísmicos das mudanças climáticas, pode parecer “fora do tempo” contar com o passado, especialmente considerando a possibilidade de que em breve não haja mais ninguém para ler o que escrevemos. No presente ensaio, começo com a análise de Emmanuel Levinas da “filosofia do hitlerismo” (1934) em um esforço para explorar o que significa se envolver na história (ou na filosofia) quando o fim parece iminente. Tal como acontece com a Shoah, argumento, o trabalho do historiador consiste inteiramente em pagar uma dívida para com os mortos, qualquer que seja o futuro. Voltando à descoberta e colonização da Madeira no século XV, concluo que os Outros não-humanos também cobram esta dívida.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5449 Montaigne, Denis e Gonçalves de Magalhães: algumas reflexões sobre a valorização dos povos indígenas no Brasil 2022-06-28T21:54:59+00:00 Helena Azevedo Paulo de Almeida helenoca@gmail.com <p>No presente trabalho, procurou-se apresentar alguns apontamentos e reflexões sobre a presença indígena, como ponto de valorização da cultura e literatura brasileira, a partir do livro “Resumo da História Literária do Brasil”, de Ferdinand Denis e “Dos Canibais”, ensaio de Michel de Montaigne. Tais autores influenciariam diretamente a primeira geração de românticos, representada aqui por Gonçalves de Magalhães. Procura-se entender a abordagem de tais autores sobre os indígenas no Brasil, assim como apontar como essas obras influenciaram na percepção da presença originária na literatura, principalmente romântica. Parte-se das perspectivas apresentadas por Roque Spencer Maciel de Barros para entender as obras literárias como fontes para a história e das aproximações ético-políticas de Marcelo de Mello Rangel.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5450 O mais completo dos sports spirituaes: o cinema silencioso em Barbacena 2022-06-28T22:12:10+00:00 Igor Maciel da Silva professorigormaciel@gmail.com <p>O objetivo deste estudo é apresentar aspectos da história do cinema silencioso em Barbacena, Minas Gerais, nas três primeiras décadas do século XX. Para isso, adotou-se, especialmente, a imprensa local como fonte. Como considerações, aponta-se que os cinemas foram coordenados por empresários de descendência estrangeira e nacional; sediaram distintas programações para além de cinematografia, como eventos beneficentes, festivais escolares, apresentação de grupos de variedades e demais exibições artísticas etc.; incluíram público adulto e infantil; projetaram tramas de procedência estadunidense, europeia e nacional; vocalizaram diferentes expectativas na imprensa, entre as quais a presença do cinema, a arquitetura das casas exibidoras e a organização das projeções. Por fim, foram reconhecidas variadas intenções do público frequentador, tais como: divertir e sentir prazer com as programações, conversar, promover algazarras, apoiar causas defendidas pelos conterrâneos e fazer desse lugar um espaço de encontro.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5451 Espaço e memória: um estudo sobre as vivências homoeróticas na cidade de São José dos Campos (1980 – 2018) 2022-06-28T22:41:03+00:00 Maiara Sanches Leite maiarasanches12@gmail.com Valéria Regina Zanetti vzanetti@univap.br Maria Aparecida Chaves Ribeiro Papali papali@univap.br <p>O artigo busca investigar, por meio do estudo do espaço e da memória social, instrumentais de análise que possibilitam a compreensão da subjetividade das representações, quais eram e são os locais de socialização da comunidade que foge aos padrões de heteronormatividade na cidade de São José dos Campos-SP. A pesquisa parte do conceito de gueto e de região moral, que estuda os espaços urbanos a partir das suas fronteiras identitárias, atribuindo-se valor aos sentidos e identidades, permeados por representações. Busca-se compreender, também, como ocorre a relação entre os moradores do entorno com a comunidade LGBTQIA+, bem como a relação dessa população com os espaços deliberadamente considerados GLS (Gays, Lésbicas, Simpatizantes), <em>Gays friendly </em>(espaços amigáveis aos LGBTQIA+), ou não, da década 1980 aos dias atuais. Essa perspectiva ocorre por meio de entrevista oral com três indivíduos que se identificam como LGBT. O estudo evidenciou que os sujeitos estabelecem uma relação intrínseca com os espaços e que as memórias vivenciadas têm, no espaço, o suporte das identidades compartilhadas.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5456 Dimensões políticas das religiosidades escravas nas Minas da primeira metade do século XVIII 2022-06-29T14:22:21+00:00 Tarcísio de Souza Gaspar tarcisio.gaspar@muz.ifsuldeminas.edu.br <p>Resenha do Livro:</p> <p>DIAS, Renato da Silva. <strong>Para a Glória de Deus, e do Rei?</strong> Política, religião e escravidão nas Minas do Ouro (1693-1745). São Paulo: Humanitas, 2019.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5457 A memória da intolerância: impressos confiscados pelo estado brasileiro entre 1924 e 1964 2022-06-29T14:36:08+00:00 Gustavo Tiengo Pontes gustavotpontes@gmail.com <p>Resenha do Livro:</p> <p>CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. <strong>Impressos subversivos:</strong> arte, cultura e política no Brasil 1924-1964. São Paulo: USP/CAPES; FAPESP; Intermeios, 2020.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5458 A construção da Revolução de 1930: personagens, projetos e desencontros 2022-06-29T14:59:06+00:00 Gilvana de Fátima Figueiredo Gomes gilvanagomes@unicentro.br <p>Resenha do Livro:</p> <p>CARDOSO, Antônio Dimas. PEREIRA, Laurindo Mekie (Orgs). <strong>Intelectuais e a modernização no Brasil:</strong> os caminhos da revolução de 1930. Montes Claros: Editora UNIMONTES, 2020.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/caminhosdahistoria/article/view/5412 Editorial 2022-06-23T17:02:22+00:00 Ester Liberato Pereira ester.pereira@unimontes.br Rafael Dias de Castro rafael.castro@unimontes.br <p>Editorial do dossiê e da edição.</p> 2022-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Caminhos da História