HEIDEGGER E O NÃO DITO EM PLATÃO: UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DA VIRADA NA DETERMINAÇÃO DA ESSÊNCIA DA VERDADE

  • Adma Emanuelle Gama
  • Walter Matias de Lima

Resumo

O presente trabalho, decorrente de uma pesquisa bibliográfica, pelo método de análise de conteúdo, propõe uma breve discussão sobre uma possível virada na determinação da essência da verdade em Platão e suas consequências. Nosso propósito se dá pela leitura que Heidegger faz acerca da “alegoria da caverna” do “diálogo” de Platão no Livro VII de A república. Diante disto, A teoria platônica da verdade  (1931/1932, 1940), de Martin Heidegger, é a obra principal a ser usada em nossa breve discussão, pois nela se encontra a leitura feita por Heidegger com a perspectiva de dizer o não-dito em Platão, que repercute naquilo que Heidegger chama de consumação da metafísica e esquecimento do Ser. O não-dito em Platão é a ambiguidade no sentido da verdade, em que ocorre o deslocamento da aletheia como desvelamento do ser do ente para a retidão do notar e também do anunciar. Em decorrência disto a “verdade”, aletheia, torna-se um comportamento humano frente ao ente. Desde que, o desvelamento da verdade foi retirado do seu lugar essencial que se dá no ser do ente, por Platão, ela jamais voltou a retomar esse lugar, configurando um constante esquecimento de se questionar por este Ser.

Biografia do Autor

Adma Emanuelle Gama
Mestranda pelo PPGE/UFAL, com bolsa convênio FAPEAL/CAPES e integrante do Grupo de Pesquisa Filosofia e Educação e Ensino de Filosofia. Com Especialização em Educação pelo CEDU/UFAL (2016) e Graduação em Filosofia pelo ICHCA/UFAL (2013).
Publicado
2019-12-26
Seção
Artigos