The temporalities of the awaken giant: mobilization, dissolution and reticulation in Brazilian 2013 June Protests
The temporalities of the awaken giant: mobilization, dissolution and reticulation in Brazilian 2013 June Protests
DOI:
https://doi.org/10.46551/issn.2317-0875v30n2p.214-235Keywords:
June Journeys, Time, Network social mobilization, Insurgency, NetworkAbstract
The 2013 June Journeys were characterized as a phenomenon-event marked by a triple event between space, politics and mediatization. The scope of this social network mobilization revealed the constitution of particular exercises of agency, potency, spatialities and temporalities in the insurgent object. This text is interested in reflecting on the June situation, considering the time category. Its temporalities are analyzed and the specific times of the movement are typified for a verification of the itinerary of the times of social mobilizations in contemporary networks. Unlike the canon of traditional social movements and manifestations, this mobilization was marked, above all, by processes in which the reticulation of their practices is marked by an episodic characteristic. In the burst of a limited and volatile continuum, the insurgent charge is detonated and metabolized into other sociopolitical residues. The episode is the conjunctural force and the key to reading the temporalities of this typology of social mobilization.
Downloads
References
BARBOSA, M. C. Tempo, tempo histórico e tempo midiático. In: MUSSE, C. F.; VARGAS, H.; NICOLAU, M. (Org.). Comunicação, mídias e temporalidades. Salvador: EDUFBA, 2017.
BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política. Obras escolhidas I. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BETENCOURT, R. A revolta estudantil e a luta pela democratização do sistema educacional chileno. Oficina do Historiador, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p. 175-192, 2016.
BRANDÃO, C. R. A vida reinventada: movimentos sociais e movimentos ambientalistas. In: PESSOA, J. M. (Org). Saberes de nós: ensaios de educação e movimentos sociais. Goiânia: UCG, 2004. p. 43-120.
BRANDÃO, C. R. Memória Sertão. Cenários, cenas, pessoas e gestos nos sertões de João Guimarães Rosa e de Manuelzão. São Paulo: Editora Cone Sul/Editora UNIUBE, 1998.
CALHOUN, C. Occupy wall street in perspective. British Journal of Sociology, v. 64, n. 1, p. 26-38, 2013.
CHAUÍ, M. Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
CHAUÍ, M. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2013a.
CHAUÍ, M. Uma nova classe trabalhadora: indagações. In: FPA; FES BRASIL (Org.). Classes? Que Classes?. São Paulo: Editora FPA, 2013b. p.87-103.
GOHN, M. G. Movimentos sociais e redes de mobilizações civis no Brasil contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2010.
FERNANDEZ-PLANELLS, A.; PAMPOLS, C. F.; FIGUEROAS-MAZ, M. 15-M In Spain: Differences and Similarities in Communication Practices with Previous Social Movements. Ultima decada, Santiago , v. 21, n. 39, p. 115-138, dez. 2013.
FOLHA DE S. PAULO. São Paulo: Grupo Folha, 2013.
GOHN, M. G. Manifestações de junho de 2013 e praça dos indignados no mundo. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.
GOHN, M. G. Manifestações e protestos no Brasil: correntes e contracorrentes na atualidade. São Paulo: Cortez, 2018.
GONÇALVES, M. (Org.) As jornadas de junho: os significados do retorno das manifestações de massa no Brasil. Recife: Editora do Organizador, 2014.
HEIDEGGER, M. Ser y tiempo. 2. ed. Tradução Jorge Eduardo Rivera. Santiago: Editorial Universitaria, 1998.
JOFFE, G. A Primavera Árabe no Norte de África: origens e perspectivas de futuro.Relações Internacionais, Lisboa, n. 30, p. 85-116, jun. 2011.
LIMA, P. L.; HAJIME, M. O ovo da serpente? Fundamentos e variações da crítica ao componente conservador das "Jornadas de junho" de 2013. Leviathan, São Paulo, n. 13, p. 91-119, 2018.
MOVIMENTO PASSE LIVRE. Não começou em Salvador, não vai terminar em São Paulo. In: MARICATO, E. et al. Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo; Carta Maior, 2013. p. 13-18.
NEVES, F. R. Nova Hermenêutica Histórico-Crítica: revolução anamnésica e solidariedade histórica em Walter Benjamin. Contexto, Mossoró, v. 3, n. 3, p. 103-110, jan./jul. 2005.
O ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo: Grupo Estado, 2013.
O GLOBO. Rio de Janeiro: Grupo Globo, 2013.
OLIVEIRA, L. A genealogia mítica de Urano, Cronos e Zeus em Plotino. Revista de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade, Campinas, n. 25, p. 109-113, jun. 2009.
RICCI R., ARLEY, P. Nas ruas: a outra política que emergiu em junho de 2013. Belo Horizonte: Letramento; 2014.
SANTOS, G. S. Espaços de insurgência e citadinidade: novas práticas, estéticas, performances e gramáticas de mobilizações sociais em rede, a partir das Jornadas de Junho. 303f, Montes Claros, 2021. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2021.
SANTOS, G. S. O gigante que acorda e vai às ruas: a produção simbólica, estética e insurgente das Jornadas de Junho. Revista Mídia e Cotidiano, Niterói, v. 16, n. 3, p. 216-236, 21 set. 2022.
SANTOS, G. S. Reflexões sobre mobilizações sociais em rede contemporâneas: novos exercícios de agência e cidadania. Tecnologia e Sociedade, Curitiba, v. 16, n. 45, p. 202-226, out./dez. 2020.
SANTOS, G. S. #Vemprarua: territorialidades de insurgência e ativismos on-line/off-line nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. 178f, Montes Claros, 2017. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Geografia, Universidade Estadual de Montes Claros, Montes Claros, 2017.
SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C. As Territorialidades Insurgentes do Gigante Desperto: Jornadas de Junho de 2013 no Brasil e suas Dinâmicas Territoriais. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 35, p. 37-48, 2018a.
SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C. Entre protestos e fluxos: rede e escala nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. Elisée, Porangatu, v. 7, n. 1, p. 70-84, jan./jul. 2018b.
SANTOS, G. S.; CUNHA, M. G. C.; PEREIRA, A. M. Na rua e na memória: Junho de 2013 e as dinâmicas anamnésicas. Perspectiva Geográfica, Marechal Rondon, v. 13, n. 19, p. 117-124, jul./dez. 2018.
SANTOS, G. S.; PEREIRA, A. M. Mobilizações sociais em rede, territorialidades episódicas e identidades flutuantes: reflexões sobre o movimento #EleNão. Humanidades e Inovação, Palmas, v. 8, n. 44, p. 379-388, 2021.
SANTOS, G. S.; PEREIRA, A. M. Territorialidades de insurgência, tessituras de desenvolvimento(s): participação social e coalizão nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil. Geofronter, Campo Grande, v. 4, n. 4, 2018.
SANTOS, M. Técnica, espaço, tempo. Globalização e meio técnico-científico informacional. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2013.
SAUSSURE, F. Curso de Linguuística Geral. Tradução Antônio Chelini et al. 25a edição. São Paulo: Cultrix, 1996.
SOUZA, J. A tolice da inteligência brasileira. Rio de Janeiro: LeYa, 2015.
SOUZA, J. A radiografia do golpe. Rio de Janeiro: LeYa, 2016.
ZIBECHI, R. Autonomías y emancipaciones: América Latina en movimiento. Ciudad de México: Bajo Tierra-Sísifo Ediciones, 2008.
ZIBECHI, R. La revuelta juvenil de los 90. Las redes sociales en la gestación de una cultura alternativa. Montevideo: Nordan-Comunidad, 1997.
ZIBECHI, R. Territórios em resistência. Cartografia política das periferias latino-americanas. Rio de Janeiro: Consequência, 2015.















