REVISTA NORTE MINEIRA
DE ENFERMAGEM
ISSN: 2317-3092
Recebido em:
22/09/2021
Aprovado em:
10/04/2022
Como citar este artigo
Medeiros GMS, Sasso GTMD, Schlindwein AD,
Alves IFBO. Uso isolado e combinado da
reflexoterapia podal e auriculoterapia para
lombalgia aguda: ensaio clínico randomizado.
Rev Norte Mineira de enferm. 2021;10(2):68-78.
Autor correspondente
Graciela Mendonça da Silva de Medeiros
Universidade Federal de Santa Catarina
Correio eletrônico:
gracielamendoncamedeiros@gmail.com
ARTIGO ORIGINAL
USO ISOLADO E COMBINADO DA REFLEXOTERAPIA PODAL E
AURICULOTERAPIA PARA LOMBALGIA AGUDA: ENSAIO CLÍNICO
RANDOMIZADO
Combined and isolated foot reflexology and auriculotherapy for
acute lower-back pain: a randomized clinical trial
Graciela Mendonça da Silva de Medeiros1, Grace Teresinha Marcon Dal Sasso2, Aline Daiane
Schlindwein3, Isadora Ferrante Boscoli de Oliveira Alves4.
1 Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC), Florianópolis,
SC, BR, gracielamendoncamedeiros@gmail.com, ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0996-6242.
2 Doutora e Professora do Departamento e do Programa de Enfermagem (PEN/UFSC),
Florianópolis, SC, BR, gracetmds@gmail.com, ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0996-6242
3 Doutora em Bioquímica do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia e Biociências da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, BR, alinedaiane@saude.sc.gov.br,
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0996-6242.
4 Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa
Catarina (PEN/UFSC), Florianópolis, SC, BR, isa.fboa@gmail.com, ORCID: https://orcid.org/0000-
0002-1474-6159.
DOI: https://doi.org/10.46551/rnm23173092202100208
Objetivo: Analisar os resultados do uso isolado e combinado da reflexoterapia podal e
auriculoterapia para lombalgia aguda inespecífica de universitários da área da saúde.
Método: ensaio clínico randomizado controlado, duplo-cego, realizado com 189
universitários de uma universidade do Sul do Brasil. Os participantes foram alocados em
três grupos e submetidos a intervenções combinadas e isoladas de ariculoterapia e
reflexoterapia podal. Para a coleta foram utilizados: Questionário sociodemográfico,
Escala Visual e Analógica de dor e Questionário para Lombalgia. Para análise foram
utilizados: programa IBM SPSS Statistics; teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov;
testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher; análise de variância post hoc ou Kruskal-Wallis.
Resultados: Houve redução na mediana de intensidade de dor de todos os grupos.
Tanto o uso isolado, quanto o combinado das práticas apresentaram valores
significativos (p<0,001). Conclusões: Ambas as técnicas são eficazes para a redução da
lombalgia aguda inespecífica em universitários. O uso combinado não apresentou
melhores resultados.
DESCRITORES: Dor lombar; Dor aguda; Terapias complementares; Docentes; Estudantes.
Objective: To analyze the results of combined and isolated foot reflexology and
auriculotherapy for the treatment of non-specific acute low back pain among health
sciences students. Method: double-blind, controlled randomized clinical trial carried out
with 189 students in a Southern Brazil university. Participants were divided into three
groups and submitted to combined and isolated interventions with foot reflexology and
auriculotherapy. Data collection comprised a sociodemographic questionnaire, visual
analog pain scale, and a questionnaire on low back pain. Analysis was carried out using
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IBM SPSS Statistics; Kolmogorov-Smirnov normality tests; Chi-Square Tests or Fisher’s
Exact Tests; post hoc analysis of variance or Kruskal-Wallis Test. Results: There was a
decrease in the median values of pain intensity across all groups. Both the isolated and
combined interventions showed significant results (p<0.001). Conclusions: Both
techniques are effective in reducing non-specific acute low back pain in university-level
students. The combined use did not yield better results.
Descriptors: Low back pain; Acute pain; Complementary therapies; Faculty; Students.
INTRODUÇÃO
A lombalgia inespecífica aguda é uma dor e/ou disfunção de início súbito, sem causa evidente ou específica, que abrange
indivíduos de todas as idades no mundo e pode durar até 4 semanas. Ela geralmente está associada ao sistema osteomuscular
e representa um sintoma oriundo de fatores multidimensionais que pode causar limitações funcionais e restrições sociais,
impactando no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas(1-4). Partindo desse princípio, entende-se que intervenções
preventivas ou que reduzam a evolução da dor podem tanto contribuir com a saúde física e emocional de um indivíduo,
quanto com a sua relação social(5).
Discentes e docentes da área da saúde estão inseridos em um ambiente que favorece o desenvolvimento da lombalgia, devido
à grande demanda de atividades acadêmicas e profissionais que a universidade exige(4). A demanda de trabalho na posição
sentada durante longas horas; a rotina de atividades acadêmicas associadas ao uso, transporte e manipulação de materiais,
mochilas ou equipamentos eletrônicos; bem como as adaptações cognitivas e comportamentais exigidas pelo ambiente,
podem ocasionar sobrecarrega osteomuscular nos sujeitos e, consequentemente, a lombalgia(6).
Outro fator de influência é o fato de discentes e docentes da saúde precisarem realizar estágios e aulas práticas para
desenvolverem as competências específicas de sua área de atuação, isso os leva, muitas vezes, a realizarem diversas funções
ao mesmo tempo de forma rápida e repetitiva, exigindo da região lombar a adoção de posturas inapropriadas que podem levar
à lombalgia(6,7). Estudos atuais(3,5,8) tem demonstrado preocupação com essas condições visto que a dor compromete tanto o
desempenho, quanto a qualidade de vida dos docentes e discentes da área da saúde, assim tais estudos destacam a
necessidade de haver trabalhos que promovam a saúde dessa população específica(4).
Dentre as medidas adotadas para o controle da lombalgia, nota-se que as recomendações medicamentosas estão entre as
mais comuns, porém tais intervenções podem gerar efeitos colaterais indesejados ou mesmo o apresentar os resultados
desejados pelo paciente(8). Nesse sentido, os métodos terapêuticos não farmacológicos, como a reflexoterapia e
auriculoterapia, são indicados para favorecer a redução e o controle da dor, sem os riscos da toxicidade das medicações, já que
essas práticas, quando aplicadas corretamente, promovam estímulos naturais que favorecem o equilíbrio biopsicossocial do
indivíduo(5,9-11).
Evidências comprovam que a reflexoterapia e a auriculoterapia promovem efeitos terapêuticos a partir da estimulação de
terminações nervosas livres presentes em determinadas áreas do corpo, como os pés e as orelhas, chamadas de áreas reflexas.
Ambas as terapias são consideradas métodos de diagnóstico e tratamento de distúrbios físicos e psicossomáticos(12-13), e estão
entre as práticas integrativas e complementares ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)(11). Apesar das terapias reflexas
estarem entre os métodos de massoterapia elas se diferenciam de uma massagem comum, porque o estímulo realizado
precisa ser preciso em relação a área que se deseja trabalhar, caso contrário o efeito desejado pode ser comprometido(10,13).
Mediante esse contexto, este estudo buscou analisar os resultados do uso isolado e combinado da reflexoterapia podal e
auriculoterapia para lombalgia aguda inespecífica de docentes e discentes universitários da área da saúde do sul do Brasil.
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Defende-se a hipótese (H1) de que as intervenções com reflexoterapia podal e auriculoterapia isoladas ou combinadas
reduzem a lombalgia aguda inespecífica de docentes e discentes universitários da área saúde em uma instituição de ensino do
sul do país.
MÉTODO
Estudo clínico, controlado, randomizado, duplo-cego, de natureza quantitativa, que ocorreu em uma Universidade do Sul do
Brasil, no período de fevereiro a agosto de 2019. Participaram desta pesquisa, docentes e discentes da área da saúde.
A divulgação ocorreu via cartazes fixados nos murais da Universidade, mídias sociais e correio eletrônico, e teve apoio das
coordenações dos cursos. Como critérios de elegibilidade adotou-se: ser docente e/ou discente da área da saúde devidamente
matriculado e ou locado no ano de 2019; disponibilizar-se a frequentar todas as sessões do estudo; ter dor na região lombar
aguda; o apresentar lesões, cicatrizes, processos inflamatórios ou infecciosos com comprometimento para a manipulação
dos pontos da orelha e pés. Para exclusão, determinou-se: estar realizando tratamento para dor lombar; estar participando de
alguma outra pesquisa para alívio de dor; ser gestante; ter realizado cirurgias na orelha com alteração na anatomia dos
terminais nervosos e a estrutura auricular; apresentar distúrbios vasculares em membros inferiores como úlceras varicosas e/
ou trombose, diabetes severa com perda de sensibilidade periférica; ter realizado cirurgia nos pés e que estejam apresentando
sinais de cicatrização e sensibilidade; utilizar terapia medicamentosa para controle ou alívio de dor (analgésicos e opióides).
A amostragem foi do tipo probabilística e o tamanho da amostra foi calculado no programa Open Source Epidemiologic
Statistics for Public Health (OpenEpi) 3.03a da Emory University, Escola Rollins de Saúde blica, Atlanta, EUA. O cálculo foi
realizado com base em dois estudos(5,14), visto que não foram encontradas publicações relacionadas ao tema no formato que
este estudo propõe. O primeiro(5), descreveu os efeitos da reflexoterapia podal no alívio da dor lombar aguda, ao qual observou
a média de intensidade de dor de 4,26±1,44, no grupo controle, e 0,24±0,43, no grupo experimental. Considerando um
intervalo de confiança de 95%, poder de 80%, seriam necessários 2 participantes em cada grupo. Acrescido de 20% de perdas e
recusas, o total da amostra seria de sete participantes.
o segundo estudo(14), empregado para análise do cálculo amostral, discutiu as evidências da eficácia da magnetoterapia no
alívio da dor lombar. No final do estudo, foi observado escores médios de intensidade de dor de 2,27±0,5, no grupo controle, e
1,87±0,68, no experimental(14). Considerando um intervalo de confiança de 95%, poder de 80%, seriam necessários 40
participantes em cada grupo. Acrescido de 20% de perdas e recusas, o total da amostra seria de 144 participantes. Face à
necessidade de analisar as duas intervenções, decidiu-se pelo cálculo unificado da amostra, com 151 participantes alocados em
três grupos.
Para a coleta de dados foram utilizados: Questionário de caracterização sociodemográfica (QSD), Escala Visual e Analógica de
intensidade na avaliação da dor (EVA) e Questionário para Lombalgia (QL). A EVA é um instrumento semelhante a uma régua
que possui marcadores numéricos e representações faciais para diferentes níveis de dor, que variam entre leve (de 0 a 2),
moderada (de 3 a 7) e intensa (de 8 a 10). o Questionário para Lombalgia (QL)(15) é um instrumento validado para o Brasil,
composto por 27 questões que avalia, em uma escala de 0 a 4, o quanto a dor compromete a execução de atividades
cotidianas na vida dos sujeitos, como: dormir ou permanecer deitado, levantar, sentar, ficar em repouso por diferentes
períodos de tempo e posições, permanecer em pé, caminhar em terreno plano ou inclinado, subir ou descer escadas, pegar
objetos no chão, tossir, dirigir, realizar necessidades fisiológicas (urinar/evacuar), ter relações sexuais, tomar banho, carregar
objetos com peso inferior e superior a 3kg, durante mudanças bruscas de temperatura, durante atividade profissional. A
avaliação da dor nesse instrumento pode variar, para cada ítem, entre: 0 - nenhuma dor, 1 - pouca dor, 2 - dor razoável, 3 -
muita dor, porém suportável, e 4 - dor insuportável(15).
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Para a elaboração do protocolo de intervenção com reflexoterapia podal, foram estipulados os pontos: área da coluna, coluna
lombar, musculatura lombar, quadril, pelve e nervo ciático. Tanto o protocolo adotado, quanto o número de sessões, tempo de
duração e intervalo entre as aplicações, foram replicados de um ensaio clínico semelhante a proposta do estudo(5).
O protocolo de auriculoterapia foi baseado em um estudo clínico em que se comparou os efeitos de analgesia obtidos em uma
intervenção com a massagem Zen Shiatsu e com a acupuntura auricular(9). Para esse protocolo foi determinado a aplicação de
sementes de mostarda (como dispositivo de estímulo) nos pontos: shenmen, rtebras lombares ou região lombar e rins, para
o grupo experimental. No grupo controle foi aplicado apenas fita microporosa em cima dos mesmos pontos. Antes e após as
aplicações foi realizada a higienização do local com algodão e álcool etílico 70%. Foi solicitado aos participantes para manterem
os pontos auriculares durante 4 dias (tempo indicado para minimizar o risco de caírem) e que comunicassem o colaborador
caso algum deles caíssem. A opção de usar a semente foi pautada na segurança de realizar um estímulo que não
comprometesse a integridade da pele, além de evitar riscos de infecção, dermatites e reações alérgicas(16).
Todas as aplicações da pesquisa foram realizadas por cinco colaboradores qualificados em reflexoterapia podal e auricular
(auriculoterapia) com experiência nima de 18 meses. Para garantir a precisão técnica, todos foram capacitados para aplicar
o protocolo da pesquisa anteriormente as intervenções. Foi utilizado o instrumento dinamômetro hidráulico BL, com
capacidade de 200 libras para equalizar a intensidade da pressão do toque entre os colaboradores, ao qual ficou entre 18 a 20
libras para os protocolos experimentais, e 3 a 5 para os protocolos de controle.
Participaram do estudo 213 voluntários. Destes, 9 desistiram e 18 faltaram em uma ou mais sessões da pesquisa, totalizando
27 excluídos. A randomização e alocação dos voluntarios foi feita em 3 grupos: Grupo submetido ao protocolo de
Auriculoterapia experimental (AE) e Reflexoterapia controle (RC) (grupo AE+RC); Grupo Reflexoterapia Experimental (RE) e
Auriculoterapia Experimental (AE) (grupo RE+AE) e Grupo Reflexoterapia Experiemental (RE) e Auriculoterapia Controle (AC)
(grupo RE+AC). A randomização ocorreu de forma aleatória pelo sorteio de números entre 1 a 240, colocados em envelopes
pardos fechados. Ao todo a pesquisa contou com a participação de 45 docentes e 144 discentes, distribuídos da seguinte
forma: 62 no grupo AE+RC, 65 no RE+AE e 62 no RE+AC. O período de coleta ocorreu entre fevereiro a agosto de 2019.
Foram realizadas três intervenções com sete dias de intervalo entre elas: duas aplicações do protocolo e uma sessão final para
responder o instrumento EVA e QL. No primeiro encontro, foi aplicado o QDS, QL e a EVA para identificar o nível de dor dos
participantes antes da intervenção. Logo após o preenchimento dos instrumentos, os participantes foram submetidos ao
protocolo de intervenção de reflexoterapia e auriculoterapia, conforme grupo locado. Por fim, foi pedido a eles para identificar
novamente o seu nível de dor no EVA.
A média de tempo destinado a cada sessão variou conforme a proposta do dia. Na primeira sessão, o tempo entre responder
os questionários (10 a 20 minutos) e receber a intervenção (30 minutos) variou entre 40 a 50 minutos para cada voluntário.
na segunda sessão, realizada sete dias depois da primeira, foi efetuada apenas a aplicação do protocolo, terminando com uma
média de 30 minutos. Por fim a última sessão, destinada ao preenchimento do QL e EVA, teve uma média de cinco minutos.
Todo o processo de intervenção de cada participante teve duração de vinte e um dias.
Para tratamento e análise dos dados coletados foi elaborado um banco de dados em uma planilha do Microsoft Excel, que
posteriormente foi exportado para o software IBM SPSS Statistics18.0® (SPSS Inc., Chicago, EUA), para a realização da análise
estatística. As variáveis quantitativas (ordinais) foram representadas por média; desvio padrão ou mediana; valores nimos e
máximos, e as variáveis qualitativas (nominais) por frequência absoluta (n) e relativa (%). Para testar a normalidade da amostra
foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov.
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Para analisar a associação das variáveis nominais com as frequências de intensidade de dor foi utilizado o teste Qui-quadrado
ou Exato de Fisher. A análise entre os grupos ocorreu conforme a distribuição dos dados. Nos casos de distribuição
paramétrica, utilizou-se Análise de Variância (ANOVA) com pos hoc de Bonferroni. Nos casos em que a distribuição dos dados
foi não paramétrica, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis de amostras independentes. Adotou-se, neste estudo, o vel de
significância 5% para um intervalo de confiança (IC) de 95%.
Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina
(CEPSH/UFSC) sob parecer 3.037.260 e CAAE: 01029518.8.0000.0121 (25/11/2018) e da Universidade do Sul de Santa Catarina
(CEPU-NISUL) sob parecer: 3.057.814 e CAAE: 01029518.8.3001.5369 (05/12/2018). Ele também foi incluído no Registro
Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) sob o registro RBR-4v7bqx. Todos os preceitos éticos e legais da Resolução 466/12 do
Conselho Nacional de Saúde(17) foram seguidos.
RESULTADOS
O estudo contou com a presença de 189 participantes randomicamente alocados nos grupos: AE+RC, RE+AE e o grupo RE+AC,
conforme ilustrado na Figura 1.
Figura 1 - Diagrama do fluxo da pesquisa Florianópolis, SC, Brasil, 2020
Fonte: gerado do próprios estudo, 2020.
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Dos voluntários, 146 eram do sexo feminino (77,2%) e 43 (22,8%) do sexo masculino, sendo 123(65,1%) solteiros(as) e
66(34,9%) casados(as). Dos participantes, 135(71,4%) praticavam exercício físico regular e 54(28,6%) não, porém não foi
observado significância estatística com relação a este fator. Sobre a atividade ocupacional, 45(23,8%) desenvolviam atividades
docentes, enquanto 144(76,2%) eram discentes (p=0,201): 44(23,3%) do curso de fisioterapia, 41(21,7%) de enfermagem,
31(16,4%) de naturologia, 27(14,3%) de educação física e 46 (24,3%) eram de outros cursos (nutrição, medicina, odontologia e
cosmetologia). Ao total, a pesquisa contou com a participação de oito cursos de diferentes da área da saúde que apresentaram
distribuição homogênea entre si (p=0,714).
A respeito do nível de formação dos participantes, 21 eram pós-graduados (11,1%) e 168 (88, 9%) graduandos ou graduados.
Dentre eles, 105(55,6%) possuíam ao menos um vínculo empregatício, 5(2,6%) mais de um, e 79(41,8%) não tinham nenhum
vínculo. A média de idade dos participantes foi de 32,97(± 9,74) anos e não houve diferença significativa entre os grupos
(p=0,109). O tempo de atividade na universidade foi de 70,10 (±64,21) meses, o que também não apresentou diferença
significativa entre os grupos (p=0,225).
Para os resultados obtidos pelo instrumento EVA, através da mediana de intensidade da dor, valor mínimo e máximo,
verificou-se que, ao comparar os três grupos, na primeira análise (imediatamente após aplicação 1) (p=0,005) e, na análise
final, sete dias após a segunda aplicação (p=0,006), houve diferença significativa. Porém, essa diferença não foi observada sete
dias após a primeira aplicação (p=0,414) ou na análise imediata após a segunda aplicação (p=0,062). Na apresentação da
mediana de dor, considerando todos os grupos, 5(3-8), observou-se que entre a primeira análise pós-intervenção e a análise
sete dias após a aplicação, houve redução do nível de dor de todos os participantes, podendo-se inferir que o grupo RE+AE
apresentou resultado ligeiramente melhor na mediana, mínima e máxima em relação aos outros grupos, conforme descrição
na Tabela 1.
Tabela 1 - Resultados imediatos e mediatos das medianas de intensidade de dor de discentes e docentes universitários - Florianópolis, SC, Brasil, 2020.
Variáveis
Total
(n= 189)
RE+AC
(n= 62)
ªp
p
*p
Primeira análise
5 (3-8)
5 (3-8)
<0,001
<0,001
<0,001
Análise imediata após a primeira
aplicação
2 (0-4)
1 (0-3)
<0,001
<0,001
<0,001
Análise 7dias após a aplicação 1
3 (0-6)
3 (0-6)
<0,001
<0,001
<0,001
Análise imediata após a aplicação
2
0 (0-3)
0 (0-2)
<0,001
<0,001
<0,001
Análise final- 7dias após a
aplicação 2
0 (0-3)
0 (0-3)
<0,001
<0,001
<0,001
*AE+RC = Auriculoterapia experimental + Reflexoterapia controle;
RE+AE = Reflexoterapia experimental + Auriculoterapia experimental;
RE+AC = Reflexoterapia experimental + Auriculoterapia controle;
§Resultados expressos como mediana (Valor mínimo - valor máximo);
||p= análise comparativa do AE+RC;
¶p= análise comparativa do grupo RE+AE;
**p= análise comparativa do RE+AC
Fonte: gerado do próprio estudo, 2020.
Quanto aos resultados da pontuação do QL, a média total antes das intervenções era 49,32 (±12,19), não havendo diferença
significativa entre os grupos (p= 0,435). No entanto, os três grupos apresentaram redução significativa, quando comparados os
resultados totais do QL antes e após as intervenções: grupo AE+RC (auriculoterapia) de 49,79 (±11,56) para 20,35(±5,92)
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(p<0,001); grupo RE+AE (combinadas) de 50,41(±13,71) para 19,70(±7,98) (p<0,001); e grupo RE+AC (reflexoterapia) de
47,72(±11,10) para 14,27(±7,87) (p<0,001).
Na análise de cada variável do QL, os três grupos apresentaram redução na intensidade da dor após as intervenções, porém a
RE+AC (reflexoterapia isolada) apresentou melhor resultado nas questões: (1) melhora do sono (p< 0,001); (2) permanecer
deitado por mais tempo (p<0,001); (5) levantar da cadeira (p<0,001); (6) repouso (p<0,001), (21) permanecer sentado por mais
de uma hora (p< 0,001), em relação ao grupo AE+RC (auriculoterapia isolada). E quando comparado ao grupo RE+AE
(reflexoterapia combinada à auriculoterapia), mostrou-se mais efetiva nas questões: (2) permanecer deitado por mais tempo
(p=0,001) e (8) caminhar em terreno inclinado (p<0,001).
o grupo RE+AE (práticas combinadas), mostrou melhor resultado para (21) permanecer sentado por mais de uma hora
(p<0,001), quando comparado ao grupo auriculoterapia. O grupo auriculoterapia não demonstrou melhores resultados em
nenhuma das variáveis quando comparado aos outros grupos. As médias das respostas às perguntas do QL e sua pontuação
final encontram-se representadas na Figura 3.
Figura 3 - Comparação antes e depois de todas as variávies do questionário de lombalgia, de acordo com os grupos amostrais - Florianópolis, SC, Brasil, 2020.
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* p< 0,05. ** p< 0,005.*** p> 0,0001 e < 0,001. **** p< 0,0001.
*RFL+AUR- Reflexoterapia experimental + Auriculoterapia experimental;
RFL- Reflexoterapia experimental + Auriculoterapia controle;
AUR- Auriculoterapia experimental + Reflexoterapia controle;
Fonte: gerado do próprio estudo, 2020.
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DISCUSSÃO
Os resultados obtidos do instrumento EVA para a mediana, valor mínimo e máximo de dor entre os três grupos, constatam
diferença significativa: na primeira análise (p=0,013); na análise imediata após aplicação (p=0,005); e na análise final, sete dias
após a segunda aplicação (p= 0,006). Essa diferença não foi observada 7 dias após a primeira aplicação (p=0,414), nem na
análise imediata após a segunda aplicação (p=0,062). Ao avaliar o nível de dor através da apresentação da mediana da primeira
análise e o valor nimo e máximo, verifica-se mudanças em todos os grupos, evidenciando redução da dor imediatamente e
ao longo das 3 semanas. Esses resultados são compatíveis com estudos(18-19) que constataram a eficácia das práticas para alívio
da lombalgia logo na primeira intervenção, mesmo havendo ligeiro aumento na intensidade entre os intervalos de 7 dias(18).
Uma avaliação da mediana de intensidade de dor das práticas combinadas (RE+AE) sugere, portanto, que o resultado foi
ligeiramente melhor em relação aos outros grupos: início 6 (3-7) para 0(0-3), no final (p<0,001).
Outros trabalhos publicados(5,8,18)evidenciaram a eficácia do uso isolado da reflexologia podal e auriculoterapia no controle
da lombalgia. Achados, como o estudo de reflexoterapia podal associada a banho de pés em pacientes com síndrome
coronária aguda, defendem que a associação das técnicas promovem melhores resultados quanto ao distúrbio do sono e bem-
estar dos pacientes(20). Em contrapartida, um ensaio clínico(14), que comparou o uso isolado e combinado da auriculoterapia
com laser e magnetos para tratamento de distúrbio sono, não observou vantagens na combinação. Outro estudo(21), ainda,
discutiu que a intervenção isolada ou associadas das práticas tiveram resultados semelhantes para tratamento de pacientes
com dor lombar inespecífica, concluindo que a combinação não gerou melhor resultado.
Partindo desta discussão infere-se que os resultados, tanto do uso isolado quanto combinado da auriculoterapia e
reflexoterapia, estão diretamente relacionados à seleção apropriada dos pontos, bem como sua localização anatômica precisa
e manipulação adequada(5,22-23). Destaca-se essa condição ante a identificação de alguns estudos(5,8,19) que retrataram
resultados em grupos controle submetidos a protocolos, que não realizavam o estimulo exigido pela prática, ou que não
utilizavam pontos ou áreas específicos para a patologia tratada. Desse modo, os referidos resultados passavam a certificar
significância para o grupo experimental, cujo protocolo foi direcionado para tratar especificamente a patologia em estudo.
outros trabalhos(5,23) fundamentam-se na neurofisiologia para assegurar que a indução analgésica das práticas são processadas
pelo sistema cortical, a partir de uma organização somatotópica do corpo que está representada nos pés e orelha(24).
Nos protocolos deste estudo, determinou-se estímulo em pontos (auriculares) e áreas (reflexas podais) específicas para tratar
a região lombar(5). E, no protocolo de auriculoterapia, além dos pontos somatossensoriais (vértebras lombares ou região
lombar) também foram incluidos os pontos Shenmem e rim, indicados para fortalecer região lombar e promover efeitos
analgésico e anti-inflamatório no organismo(8,19). Mediante o contexto descrito, entende-se que a precisão e a seleção das
áreas ou pontos adequados foram determinantes para a eficácia nos resultados deste estudo.
A similaridade nos resultados para o uso isolado e combinado das terapias com outro trabalhos também foi observada ao
analisar a pontuação total do QL, uma vez que todos os grupos apresentaram resultados significativos intra e entre os grupos
na redução da lombalgia aguda inespecífica. Ao analisar cada variável do QL, observa-se mudanças na intensidade de dor nos
grupos, que iniciaram com nível de dor intensa ou razoável, mas finalizaram com pouca ou nenhuma dor, de acordo com a
escala Likert do QL. Somam-se a esses resultados de redução da dor pelo uso da reflexoterapia podal (RE+AC), a influência
positiva do protocolo na qualidade do sono, repouso, movimentação e capacidade de permanecer sentado ou deitado por
mais tempo, em comparação aos outros grupos, fatores que impactam no desempenho e na produtividade dentro do
ambiente acadêmico(1,6).
O controle da dor obtidos em todos os grupos pelos estímulos reflexos pode ser explicado pela redução dos níveis de cortisol e
noradrenalina no corpo, bem como pelo aumento dos níveis de serotonina, que estimulam a liberação de endorfina no
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organismo(10,25). A liberação destas substâncias interfere no comportamento, gerando sensação de bem estar físico e
emocional(5,13,19) que gera impacto positivo não só para tratamentos musculoesquelético e neurofisiológico como também para
desequilíbrios emocionais(5,10). Essas substâncias também provocam a sensação de bem-estar e relaxamento e,
consequentemente, melhoram a qualidade do sono e repouso(25).
O efeito sobre o sono também pode ser justificado pela estimulação vagal, que contribui com: a diminuição dos batimentos
cardíacos, melhora da respiração, relaxamento do corpo e redução da ansiedade(5). Quanto a melhora na mobilidade para
levantar ou ficar mais tempo sentado ou deitado, essa é explicada pelo efeito hemodinâmico que afirma que a estimulação de
um ponto em uma área do corpo pode aumentar o fluxo sanguíneo para órgãos correspondentes(19), reduzindo dores e
restabelecendo o equilíbrio das funções locais(5,8,22).
CONCLUSÃO
O uso isolado e combinado da auriculoterapia e reflexoterapia podal mostraram eficácia para a redução da lombalgia aguda
inespecífica de docentes e discentes universitários, sendo aceita a hipótese proposta no estudo (H1). Destaca-se que o uso
combinado o demonstrou melhor resultado em relação ao uso isolado. Embora o estudo tenha apresentado resultados
significativos e semelhantes nas intervenções, não houve estimulação diária dos pontos auriculares durante o andamento da
pesquisa e, por isso, recomenda-se outros estudos que incluam esse procedimento.
Aponta-se como limitação no estudo o fato de não utilizar a EVA ao longo da semana, visando à verificação do tempo de
permanência de alívio da dor entre as intervenções. É pertinente acrescentar a interferência dos efeitos de eventos políticos,
administrativos e financeiros na instituição, que coincidiram com o período de aplicação da pesquisa, passíveis de interpor
limitações à adesão de docentes à pesquisa. Além desses, acrescenta-se o aspecto limitador representado pela restrição de
estudos sobre temáticas semelhantes, adequados para ampliar as discussões dos resultados.
Conflitos de interesse: Declaramos não haver.
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