LAZER, PARQUES PÚBLICOS E COMUNS URBANOS: POTENCIALIDADES PARA O DIREITO À CIDADE
DOI:
https://doi.org/10.46551/rn20250202000126Palavras-chave:
Lazer. Parques Públicos. Comuns Urbanos. Direito à Cidade. Cidadania.Resumo
O presente artigo busca analisar o lazer na interface com os espaços públicos na cidade, tendo como foco central o papel dos Parques Públicos Urbanos na efetivação do direito à cidade e melhoria da qualidade de vida urbana. Em meio ao avanço do neoliberalismo e privatização de espaços públicos de lazer cada vez mais evidente no contexto das cidades brasileiras, os Parques Públicos têm se tornado objeto de disputa em torno de interesses mercadológicos, ao mesmo tempo em que reafirmam sua dimensão democrática e cidadã a partir de diferentes modos de apropriação pela população no cotidiano urbano. Com base em pesquisa de cunho teórico e bibliográfico, desenvolvida a partir de uma abordagem crítico-dialética para compreensão da realidade, evidencia-se nos resultados a necessidade de se pensar esses espaços para além da hegemonia neoliberal na configuração urbana atual, o que pressupõe discutir novas racionalidades para seus sentidos e usos. Na busca por alternativas, a racionalidade do comum como um princípio político se coloca como um horizonte potente para a defesa e garantia de uma cidadania urbana renovada, que busca ampliar a participação política na apropriação desses espaços como comuns urbanos, na qual o lazer enquanto uma prática de fazer-comum pode ser fundamental
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