https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/issue/feed Revista Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade 2022-08-24T23:26:58+00:00 Gustavo Henrique Cepolini Ferreira revista.verdegrande@unimontes.br Open Journal Systems <p>A Revista Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade (ISSN: 2675-2395) é uma publicação em fluxo contínuo do Departamento de Geociências e do <a href="https://www.posgraduacao.unimontes.br/ppgeo/">Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGEO</a> da Universidade Estadual de Montes Claros – <a href="https://unimontes.br/">Unimontes</a> e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros-MG, cujo objetivo é publicar os trabalhos científicos, técnicos e culturais de interesse da área de Geografia, Geociências, Geografia Física, Ciências Ambientais entre outras temáticas afins. Assim, a Revista Verde Grande constitui-se num amplo projeto de divulgação dos trabalhos de professores, pesquisadores, extensionistas, movimentos sociais e ambientais de instituições e organizações brasileiras e internacionais, originários de tese, de dissertação, bem como de projetos de pesquisa, ensino, extensão, inovação e difusão seguindo os princípios éticos e os rigores científicos.</p> https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/4736 Mudanças curriculares evidenciadas com a aprovação da BNCC: compreensões de professores do oeste de Santa Catarina 2021-12-13T19:30:41+00:00 Carina Copatti c.copatti@hotmail.com Adriana Maria Andreis adrianaandreis@hotmail.com <p>A partir das mudanças curriculares que vêm sendo implementadas no país, oriundas das redefinições das políticas educacionais, vive-se um processo que leva os professores a construírem distintas interpretações sobre o planejamento e o currículo escolar. Tomando a formação continuada de professores no oeste catarinense como referência, o objetivo é debater significações dos professores frente às novas políticas que reverberam na redefinição do currículo escolar. A questão investigada é: de que modo os professores do oeste catarinense têm compreendido sua participação nas redefinições curriculares? O ensaio tem um caráter crítico-reflexivo considerando a perspectiva participativa como basilar para o debate que se constrói na relação com a pesquisa empírica, realizada com um grupo de professores pedagogos que atuam em distintos municípios que compõem a região da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (AMOSC). A análise dos dados é realizada por meio da pesquisa indiciária, tendo como principais resultados a percepção dos professores de que a redefinição curricular possibilita repensar sua atuação, construir autonomia, estabelecer diálogos, repensar planejamentos. No entanto, apesar da participação na elaboração do Referencial Curricular Regional, cabe ainda fortalecer a compreensão e a utilização efetiva do documento, bem como, sua articulação com aspectos direcionados pela BNCC.</p> 2022-09-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Carina Copatti, Adriana Maria Andreis https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/4739 Geografia e Gamificação: ser professor a partir das experiências da Residência Pedagógica (Unimontes) em tempos de pandemia da COVID-19 2021-12-28T23:28:45+00:00 Rahyan de Carvalho Alves rahyancarvalho@yahoo.com.br Vanessa Tamiris Rodrigues Rocha vanessatamiiris@gmail.com Brenda Soares Ribeiro brendasribeiro29@gmail.com Dulce Pereira dos Santos dulcepereira.pereira@gmail.com <p>O presente trabalho relata as experiências obtidas a partir da prática de uso da gamificação, em sala de aula, como recurso para o processo de ensino e aprendizagem. Essa experiência processou-se a partir da atuação dos acadêmicos do curso de Licenciatura em Geografia no Programa Residência Pedagógica, ofertado pela Universidade Estadual de Montes Claros. A atividade realiza-se no ano de 2021, aplicada para duas turmas do 6° ano, do Ensino Fundamental II, numa escola estadual, localizada na cidade de Montes Claros, no Estado de Minas Gerais. A metodologia deste trabalho foi de: <em>i) </em>revisão bibliográfica sobre as temáticas relacionadas a Residência Pedagógica e o uso da gamificação e <em>ii) </em>apresentação do relato de experiência sobre o uso dos jogos didáticos aplicados no decorrer do exercício docente proporcionado pelo programa supracitado.</p> 2021-09-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Rahyan de Carvalho Alves, Vanessa Tamiris Rodrigues Rocha, Brenda Soares Ribeiro, Dulce Pereira dos Santos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/4872 O espaço livre público na cidade contemporânea: análise da qualidade da Lagoa Interlagos na cidade de Montes Claros – MG 2022-05-10T00:25:02+00:00 Carlos Alexandre de Bortolo carlos.bortolo@unimontes.br Christiana de Castro Nogueira Alcântara christiana.fipmoc@gmail.com <p>Os espaços livres públicos são, por excelência, lugar de práticas sociais que conferem vida às cidades. Sob influência da modernidade, as propostas de planejamento urbano voltaram-se para práticas racionalistas que se esqueceram da escala humana em detrimento dos automóveis e das relações econômicas. Essa é uma questão que se coloca a favor de espaços livres públicos mais humanizados e condizentes com a realidade de seus usuários. Para tanto, devem possuir condições estruturais de modo que as pessoas possam desfrutar dos benefícios que eles têm a oferecer. O objetivo deste estudo foi analisar a qualidade do espaço livre público na cidade de Montes Claros – MG, tendo como objeto de estudo a lagoa Interlagos. A lagoa foi analisada sob os indicadores de acessibilidade/mobilidade, proteção, conforto, aprazibilidade e diversidade de usos. Os resultados demonstram que a falta de políticas públicas efetivas para o local resulta na má qualidade do espaço, não atendendo às necessidades de seus usuários. Conclui-se que o espaço público livre público é vital para a constituição urbana e a vida das cidades contemporâneas.</p> <p> </p> 2022-09-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Carlos Alexandre de Bortolo, Christiana de Castro Nogueira Alcântara https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/4972 As lutas sociais no campo e a Igreja Católica: um estudo de caso do Assentamento Nango Vive, em Jundiaí do Sul - PR 2022-02-23T14:39:21+00:00 Evandro Del Negro da Silva evandronow@hotmail.com <p>Atualmente, a luta campesina é um assunto em destaque. A presente pesquisa tem por objetivo analisar as relações das lutas pela terra e a Igreja Católica na Mesorregião do Nordeste Paranaense, mais precisamente no Assentamento Nango Vive, localizado no município de Jundiaí do Sul. Metodologicamente, este trabalho foi realizado por meio de balanço bibliográfico, entrevistas (on-line), relatos de populares que vivem no local e experiência de campo, pois já se teve contato com a espacialidade analisada no ano de 2018, além de materiais cartográficos de localização da área de estudo. Com isso, a pesquisa buscou demonstrar um estudo tendo como base a região nordeste do Estado, onde, por mais que se tenha campo de estudo, não se têm muitos trabalhos que abordem essa temática.</p> 2022-08-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Evandro Del Negro da Silva https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/5046 Conhecimentos tradicionais e agrobiodiversidade Kokama: o caso da Comunidade Indígena Kokama Sapotal - Tabatinga-Amazonas 2022-05-01T21:09:17+00:00 Brian Angelo Sandoval Sanches briassanches@gmail.com Máximo Alfonso Rodrigues Billacrês billacres@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Buscamos neste trabalho apresentar o uso dos conhecimentos tradicionais como prática cultural adotado sobre a agrobiodiversidade Kokama, com a finalidade de compreender suscintamente o seu uso diário e importância num determinado espaço de convivência indígena. Partimos da ideia de que os conhecimentos tradicionais promovem (na agrobiodiversidade) a atividade agrícola e de subsistência. Em contrapartida, o referido trabalho teve como principal objetivo descrever o uso dos conhecimentos tradicionais sobre a agrobiodiversidade na Comunidade Indígena Kokama Sapotal. Para alcançar os resultados esperados, foi necessário realizar algumas atividades de estudo, a saber: levantamento e leitura bibliográfica, pesquisa de campo e entrevistas. Os resultados apontam e revelam que na Comunidade Indígena Kokama Sapotal a agricultura familiar é a principal atividade de subsistência, uma vez que por meio dessa atividade os conhecimentos tradicionais e a agrobiodiversidade se relacionam intensa e reciprocamente. E por meio dessa “relação” se desvelam uma diversidade de plantas cultivadas anualmente na comunidade, como, a: banana, mandioca, macaxeira, milho etc. Conclui-se, por os conhecimentos tradicionais serem tão importante e de grande utilidade para os indígenas Kokama nas comunidades para com e sobre a agrobiodiversidade, este conhecimento, prática cultural, por ora são repassados de geração em geração através da oralidade, prática ou imitação.</span></p> 2022-08-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Brian Angelo Sandoval Sanches, Máximo Alfonso Rodrigues Billacrês https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/5112 Lutas socioterritoriais nas fronteiras das Minas com os Gerais 2022-08-13T13:21:54+00:00 Fernanda Testa Monteiro fernandamonteiro5@hotmail.com <p>Em Minas Gerais, comunidades apanhadoras de flores sempre-vivas habitam a porção meridional da Serra do Espinhaço nas proximidades do município de Diamantina. Trata-se de uma área de ocupação antiga no estado que tem particularidades na sua formação territorial, enquanto formação econômico-social, com atualizações na conjuntura atual que delineiam fronteiras entre as “minas” e o “gerais”. No atual contexto incidem projetos político-econômicos, públicos e privados, sobre as terras ancestrais dessas comunidades agrárias, gerando lutas socioterritoriais que revelam aspectos da contemporaneidade do campo brasileiro e desvelam a questão agrária dessa área como pano de fundo dos conflitos em tela.</p> 2022-08-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fernanda Testa Monteiro https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/5098 Pesquisa e Extensão como estratégias de articulação popular durante a Pandemia: formação coletiva sobre a questão da mineração 2022-07-04T17:58:08+00:00 Lucas Zenha Antonino lucaszenhas@gmail.com Valdirene Santos Rocha valdirene.ifba@gmail.com Guiomar Inez Germani guio_ufba@yahoo.com.br Pablo Montalvão pblmontalvao97@gmail.com <p>A expansão da fronteira mineral contribui para o recrudescimento dos conflitos da mineração que repercutem, sobremaneira, no campo, atingindo as populações em sua diversidade. Os conflitos minério-agrários resultam de um modelo mineral pautado na capitalização da natureza e na exploração dos seus bens. Esse contexto demanda dos movimentos de luta uma resistência, cada vez mais qualificada, que consiga compreender as contradições atreladas ao capital mineral e enfrentar as injustiças que atingem seus territórios de vida. Nessa perspectiva, diante dos desafios impostos pela pandemia provocada pelo Coronavírus, a Articulação de Enfrentamento ao Modelo Mineral em Defesa da Vida na Bahia realizou a atividade de dextensão intitulada Ciclos de Formação: Impactos e Realidades do Modelo Mineral na Bahia. Este manuscrito apresenta uma experiência de formação coletiva, desenvolvida no formato virtual e realizada em três ciclos: I – O que é, como funciona e para que serve a CFEM?; II – Questão Hídrica e Mineração na Bahia; e, III – O uso do Sistema de Informação Geográfica da Mineração. Os resultados demonstraram a importância das atividades de pesquisa e extensão para o processo de formação, mobilização e articulação das bases comunitárias, em torno dos interesses comuns, e o crescente apelo social pela temática.</p> 2022-08-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Lucas Zenha Antonino, Valdirene Santos Rocha, Guiomar Inez Germani, Pablo Montalvão https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/5537 O Poder Legislativo e a ofensiva anti-indígena no Brasil: uma análise das proposições no Congresso Nacional brasileiro envolvendo as Terras Indígenas (1989-2021) 2022-07-20T13:29:05+00:00 Fábio Márcio Alkmin fabiogeo@usp.br <p>A Constituição Federal Brasileira de 1988, nascida após 21 anos de Ditadura Civil-Militar, representou um grande avanço no reconhecimento dos direitos indígenas pelo Estado. No entanto, desde então, diversos setores políticos e econômicos se articulam contra esses direitos, sobretudo os de caráter territorial. A partir de um levantamento de projetos legislativos no Congresso Nacional, busco evidenciar o papel ativo de parte do Poder Legislativo brasileiro nesse processo. Embora não exaustiva, a pesquisa encontrou a criação de 81 proposições que buscam atacar os direitos territoriais indígenas, entre 1989 e 2021. A análise crítica desse conjunto de projetos evidenciou dois grandes objetivos: o primeiro, econômico, é a abertura das terras indígenas ao capital privado, sobretudo o agronegócio e o setor minerário. O segundo, político, é a ampliação do poder e controle do Estado sobre os territórios indígenas. Concluo demonstrando como essa ofensiva anti-indígena vem ganhando cada vez mais tração nos últimos anos, tanto em número de projetos, quanto em estratégias argumentativas. Neste sentido, o governo de Jair Bolsonaro representa um momento histórico dramático, pois além do compromisso do Poder Executivo no avanço desta agenda anti-indígena, o Congresso Federal é o mais conservador desde a Ditadura Civil-Militar.</p> 2022-09-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fábio Márcio Alkmin https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/5556 O desenvolvimento geográfico desigual no entre rios da Média Sorocabana: o forjar de uma identidade local a partir da Divisão Territorial do Trabalho 2022-07-28T11:54:14+00:00 Ricardo Manffrenatti Venturelli ricardo.venturelli@unesp.br <p>Este ensaio é resultante da conclusão da tese desenvolvida para o doutoramento junto ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP – Presidente Prudente). Intitulada como DA TERRA DO QUE? TERRITORIALIDADES E PROCESSOS DO DESENVOLVIMENTO GEOGRÁFICO DESIGUAL NO ENTRE RIOS DA MÉDIA SOROCABANA: APROPRIAÇÕES, CONFLITOS, TRABALHO E PRODUÇÃO. A tese referida objetivou explicar essas dinâmicas ocorridas nesta fração espacial através de seus arranjos territoriais e os processos resultantes das contradições do capital. As territorialidades são a expressão na superfície terrestre da luta de classes, e por isso, é importante compreender os processos de mobilidade do capital e as escalas de relações envolvidas. A organização espacial e as disputas territoriais presentes são as marcas deixadas na superfície e que promove a face geográfica provocada intencionalmente pelo capital. Diferenciando assim as localidades ao forjar relações de dependência, sujeição e espoliação de tudo presente naquele recorte espacial, podendo ser seus recursos, a força de trabalho e a apropriação da terra. Logo, analisaremos os principais episódios de ocupação e formação geográfica através da luz do Desenvolvimento Geográfico Desigual para compreender as relações e escalas que o capital promoveu (e promove) na formação da Divisão Territorial do Trabalho.</p> <p> </p> 2022-09-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Ricardo Manffrenatti Venturelli https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/verdegrande/article/view/5108 Territorialização e territorialidades camponesas: a questão do vínculo com a terra no contexto da expansão do agronegócio 2022-07-28T20:12:35+00:00 José Ledy Carvalho Santos jlsantos1118@outlook.com Bernadete Maria Coêlho Freitas berna@ufpi.edu.br <p>Este artigo apresenta uma discussão sobre a territorialização e territorialidades camponesas no sul do Estado do Piauí. Assim, o objetivo deste estudo é analisar o processo de expansão capitalista no campo, via agronegócio, evidenciando as transformações territoriais e suas implicações aos sujeitos sociais do campo. O estudo teve como espaço de investigação a comunidade Brejo da Conceição, zona rural do município de Currais-PI, demonstrando a relação de vínculo com a terra e caracterizando os aspectos da economia camponesa. A partir das entrevistas e estudos dos referenciais bibliográficos, foi possível compreender como o vínculo com a terra incide sobre a territorialização e territorialidades camponesas no processo de constituição dos territórios, em meio a expansão capitalista no campo. Conclui-se que a<br />relação dos camponeses com a terra por meio do vínculo, aponta para sua ressignificação e permanência no território.</p> 2022-09-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 José Ledy Carvalho Santos, Bernadete Maria Coêlho Freitas