https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/issue/feed Argumentos - Revista do Departamento de Ciências Sociais da Unimontes 2022-05-07T16:07:42+00:00 Prof. Gustavo Dias revista.argumentos@unimontes.br Open Journal Systems <p><em>Argumentos</em> é um periódico eletrônico do Departamento de Política e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. Seu objetivo geral é estabelecer-se como um espaço de debate e intercâmbio nas Ciências Sociais a partir de uma perspectiva crítica. Sua área temática, portanto, abrange a Antropologia, Sociologia e Ciência Política.</p> https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5131 Editorial 2022-05-07T11:42:44+00:00 Gustavo Dias revista.argumentos@unimontes.br <p>Editorial da edição</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5132 Memória política: 100 anos de Leonel Brizola 2022-05-07T11:57:50+00:00 Isaías Albertin de Moraes isaias.a.moraes@unesp.br <p>Este dossiê, Memória Política: 100 anos de Leonel Brizola, é um movimento de rememoração estimulado por um acontecimento do presente, o aniversário de nascimento de um dos maiores personagens políticos do Brasil. Embora Brizola tenha nascido há 100 anos e tenha falecido em 2004, ele ainda está vivo, atuando e interpretando o Brasil contemporâneo. Este dossiê temático não é um resgate do pensamento de Leonel Brizola, tampouco um trabalho biográfico. É um documento que apresentou esquemas de lembranças e buscou memórias.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5133 Brizola, um líder adiante de seu tempo 2022-05-07T12:09:41+00:00 Beatriz Bissio bbissio@ufrj.br <p>O texto é um ensaio, apresentando um relato memorial da autora – não se trata de uma biografia – com testemunho, reflexões e posicionamentos de minha vivência com Leonel Brizola.&nbsp; A escrita, portanto, não segue o rigor analítico e metodológico de um artigo científico, mas impera o aspecto subjetivo, impessoal e, até mesmo, afetivo. O ensaio tem o objetivo de ajudar os leitores a compreenderem melhor o íntimo de Leonel Brizola a partir da perspectiva de uma acadêmica, jornalista que conviveu com o Estadista e se tornou sua amiga e admiradora.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5134 Brizola em dois momentos: da legalidade à redemocratização 2022-05-07T12:19:12+00:00 Daniel Arruda Coronel daniel.coronel@uol.com.br <p>O objetivo deste trabalho é o de apresentar, de maneira analítica, através de uma revisão bibliográfica da literatura política, econômica e social, a contribuição de Leonel Brizola em dois momentos importantes de sua trajetória, a saber, a Campanha da Legalidade e a sua atuação no período em que esteve à frente do executivo fluminense.&nbsp; Os resultados deste ensaio indicam que Brizola esteve nestes dois momentos em defesa da ordem democrática, da legalidade e da educação como força propulsora do desenvolvimento econômico e social do país.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5135 Brizola e as condições de vida: um ensaio sobre a luta pela emancipação do Brasil 2022-05-07T12:42:19+00:00 Moacir de Freitas Junior mfjr@ufu.br <p>O ensaio busca destacar a importância do tema do subdesenvolvimento como debate político nacional e como bandeira de lutas de Leonel Brizola no período de 1945-1964. Apoiando-se em discursos e conferências proferidos pelo líder trabalhista gaúcho em 1947 e 1961, portanto antes e depois dos eventos da Campanha da Legalidade, procuramos demonstrar como o tema da pobreza e das condições de vida era mobilizador do debate político nacional e mobilizado por diversos e amplos setores sociais interessados em construir um discurso que pudesse se colocar de modo hegemônico na sociedade e no Estado. Neste espectro, o PTB e Brizola nasceram politicamente tendo o combate ao subdesenvolvimento como bandeira e assim permaneceram até 1964, quando os acontecimentos políticos do período interromperam a democracia e, por consequência, o debate político acerca da carestia.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5136 “Estourou a Reforma Agrária”: o movimento reivindicatório de Camaquã 2022-05-07T13:03:46+00:00 Bernard José Pereira Alves bernard.alves@ifrr.edu.br <p>O texto explora os elementos que compuseram a organização do movimento responsável pela ocupação de terra ocorrida no município de Camaquã, no Rio Grande do Sul, no início da década de 1960, numa área conhecida como Banhado do Colégio. O evento é relevante pois permite um aprofundamento, tanto na forma pela qual a luta por terra se desenhava naquele período, quanto por revisitar os instrumentos mobilizados pelo poder público para, não somente atender às demandas dos sem terra, mas também tornar público um posicionamento favorável a projetos de assentamento e reforma agrária durante o governo de Leonel Brizola (1959-1963). O texto se propõe a realizar uma análise qualitativa, a partir de entrevistas, documentos e jornais da época. Dessa forma, está dividido em três partes. A primeira busca refazer, por meio das memórias daqueles que participaram o evento, como se desenrolou a organização do movimento. A segunda se concentra em explorar a liderança responsável pela articulação local e suas conexões com representantes do poder público municipal e estadual. Na terceira são apontados os recursos mobilizados pelo governo do estado do Rio Grande do Sul para atender a demanda, entre outras ações de apoio à reorganização da estrutura fundiária estadual.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5137 Um legado na Educação pública: Brizola e o Programa Especial de Educação no Rio de Janeiro 2022-05-07T13:24:15+00:00 Fernando Antonio da Costa Vieira fernavieira@uol.com.br <p>Em 1982, Leonel Brizola foi eleito governador do estado do Rio de Janeiro. Empossado em 1983, iniciou uma política impactante na educação: a criação dos Centros Integrados de Educação Pública, os CIEP’s. Estudar o papel de Brizola na formulação do programa, seus impactos e questionamentos, é o eixo condutor do presente artigo. Para tal, o artigo irá se estruturar da seguinte forma: A retomada da democratização no país e o contexto das eleições de 1982. O papel do Rio de Janeiro como importante polo difusor de projetos educacionais ao longo da história do Brasil. Perceber como o governo Brizola buscou retomar não só o protagonismo do Rio de Janeiro, como recolocar a importância da educação pública na agenda política. A construção do programa e a sua receptividade será o último eixo de análises do artigo.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Brizola; Educação; Educação Integral.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5138 A construção da imagem no adeus a Brizola: apontamentos sobre a cobertura do funeral pela imprensa 2022-05-07T13:36:32+00:00 Graziane Ortiz Righi grazi.ortiz@gmail.com <p>O artigo pretende analisar como a imprensa escrita construiu a imagem de Leonel Brizola durante seu funeral, em junho de 2004. Embora o pedetista viesse enfrentado duras perdas eleitorais nos anos anteriores à sua morte, ele mantinha-se ativo na vida pública. A extensa cobertura de sua morte por diferentes veículos de comunicação das mais diversas perspectivas ideológicas, assim como a comoção popular - aliado ao esforço político de seus herdeiros - impulsionou a imagem de Brizola aos holofotes da política nacional. A crise política que levou ao golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, em 2016, consolidou o retorno de sua imagem a partir do acesso a um Brizola de um passado mais longínquo: de sua luta pela democracia em 1961. Assim, a despeito de sua morte, a memória sobre o político segue pujante. Julguei mais adequado ao tema as interpretações já tradicionais de Maurice Halbwachs (1990). Além disso, a análise partiu de reflexões já apresentadas sobre a relação História e Imprensa, bem como as relações da imprensa e política. As fontes consultadas para esta reflexão foram os periódicos Zero Hora, Correio do Povo, O Globo e Jornal do Brasil.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5139 100 anos de Leonel Brizola: entrevista com João Pedro Stédile 2022-05-07T13:49:53+00:00 Isaías Albertin de Moraes isaias.a.moraes@unesp.br Gustavo Henrique Cepolini Ferreira gustavo.cepolini@unimontes.br <p>Entrevista com João Pedro Stédile</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5057 Não existe ciência aplicada na democracia 2022-04-07T13:51:28+00:00 Bernardo Curvelano Freire bernardo.curvelano@univasf.edu.br Claudio Teófilo Marques quilombolagoas@gmail.com Salvador Vianna antunessalvador35@gmail.com Raimundo Marques quilombolagoas@gmail.com <p>A partir de uma série de provocações institucionais transcorridas durante o ano de 2020 em uma universidade federal na caatinga, o presente artigo busca refletir sobre a constituição da noção de <em>ciência aplicada</em> como uma forma específica de manutenção de esquemas classificatórios e administrativos de tipo Grande Divisor. Desta forma, visamos descrever algumas práticas de pesquisa e extensão universitárias que se beneficiam bastante desta divisão, compreendendo-a como, na produção da pesquisa científica, ela é efetivamente um marcador contra-democrático e componente formal de instituições coloniais. Buscamos assim olhar com desconfiança para o atavismo institucional que sugere que os diversos sistemas universitários seriam produtores de democracia quando parte significativa de sua liturgia institucional opera na obstrução da participação direta da parte das populações atingidas diretamente por projetos que considerados estratégicos. O artigo compreende, por fim, que a ecologia política compreendida radicalmente permite que possamos estender processos descritivos de forma a potencializar as relações de aliança e, por conseguinte, de inimizade necessárias para a defesa dos territórios de caatinga em contexto de ataques permanentes à sua autonomia e liberdade.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5142 De mata à estação ecológica: um estudo sobre Acauã, Alto Jequitinhonha, Minas Gerais 2022-05-07T15:02:06+00:00 Emília Pereira Fernandes da Silva emiliafernandes_pdi@hotmail.com Flávia Maria Galizoni flaviagalizoni@yahoo.com.br Vico Mendes Pereira Lima vico.lima@ifnmg.edu.br <p>Nos anos 1970 o Jequitinhonha mineiro foi alvo das políticas de desenvolvimento da ditadura militar; grandes áreas de monocultura de eucalipto foram implantadas por meio de incentivos fiscais e justificadas pela expectativa de crescimento econômico baseado na siderurgia. As chapadas desta região sofreram ocupação intensiva pelo setor empresarial, que modificou profundamente os usos de solo e água. Remanescentes de vegetação nativa foram transformados em unidades de conservação. Este estudo analisou as relações entre comunidades rurais e a Estação Ecológica de Acauã, unidade de proteção integral da região, investigando a implantação da reserva, as interações estabelecidas com as famílias lavradoras e seus efeitos socioambientais. Os procedimentos metodológicos reuniram pesquisa social, florestal e espacial. Os resultados mostram que a criação da estação ecológica expropriou lavradores de direitos de acesso, partilha e gestão costumeira dos recursos da natureza em terras comuns, privando-os de acesso a 70% da área de cerrado na chapada. Em três décadas a mata nativa perdeu 18,6% da vegetação e as áreas de monocultura de eucalipto e pastagens plantadas aumentaram 274% e 189%, respectivamente.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/4085 Notas sobre a epistemologia de Marx segundo Lukács, Althusser e Alfred Schmidt 2021-04-08T21:05:44+00:00 Henrique Cunha Viana viana.henriquec@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste artigo é discutir a ideia da existência de uma </span><em><span style="font-weight: 400;">filosofia da práxis</span></em><span style="font-weight: 400;"> na obra de Marx a partir da interpretação de três autores: Louis Althusser, György Lukács e Alfred Schmidt. Discutimos como a ideia da </span><em><span style="font-weight: 400;">filosofia da práxis</span></em><span style="font-weight: 400;"> elucida aspectos ontológicos, epistemológicos e metodológicos da fundamentação da crítica da economia política feita por Marx, atentando para a importância da descoberta da economia política clássica por parte do autor na conformação dessa abordagem nova. Discute-se como tal filosofia, intimamente ligada à crítica da economia política, confere centralidade ao trabalho como </span><em><span style="font-weight: 400;">atividade sensível</span></em><span style="font-weight: 400;"> e ao metabolismo humano-natureza e engendra uma perspectiva radicalmente diferente no debate cosmológico e epistemológico da filosofia moderna. Apresentamos ainda o que localizamos como as especificidades destes fundamentos, quais sejam, o trabalho como lugar originário do conhecimento, a não separação estrita entre humano e natureza na teoria social e, por último, a conciliação entre liberdade e necessidade na consideração da </span><em><span style="font-weight: 400;">dialética social</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5146 Transformações do papel do Estado no desenvolvimento regional brasileiro 2022-05-07T16:07:42+00:00 William E. Nunes Pereira willa@ufrnet.br Carlos Eduardo Pereira do Nascimento eduardocarlos2807@gmail.com <p>A desigualdade regional no Brasil, desde o período colonial, torna-se uma preocupação política na segunda metade dos anos de 1960. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar teoricamente a atuação do Estado nas políticas de desenvolvimento regional, mencionando a guerra fiscal como uma atuação das unidades federativas, mais intensificada com a abertura comercial, nas últimas décadas, dando maior ênfase à região Nordeste e aos anos 1990. O estudo pauta-se em pesquisa bibliográfica, fazendo uso dos métodos exploratório e explicativo. Em seus resultados constata-se que a guerra fiscal, inserida numa conjuntura neoliberal intensificada nos anos de 1980, sob a égide da ‘voz do desenvolvimento’, evoca a questão regional no Brasil, porém acentuou as desigualdades no país. Sob o argumento falso da guerra fiscal como um mecanismo de desenvolvimento econômico, verifica-se uma desconcentração industrial. Conclui-se que se devem buscar condições mais adequadas que mitiguem as disparidades regionais e sociais, não através da guerra fiscal que se mostrou ineficaz, mas de políticas que expressem o enfrentamento às questões regionais, sociais, políticas, econômicas e que visem às potencialidades regionais e locais.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/5140 O problema na pobreza: aporofobia e o desafio democrático 2022-05-07T14:06:14+00:00 Mirila Greicy Bittencourt Cunha mirila.cunha@edu.ufes.br <p>CORTINA, Adela. <em>Aporofobia, a aversão ao pobre: um desafio para a democracia</em>. São Paulo: Ed. Contracorrente, 2020.</p> 2022-05-07T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Revista Argumentos