DERRIDA E O PAI: A DESCONSTRUÇÃO NO HORIZONTE DO PENSAMENTO HEIDEGGERIANO

Paulo César Silva de Oliveira

Resumo

Este trabalho estuda as relações de Jacques Derrida com o pensamento de Martin Heidegger. Parte das condições críticas do pensamento da desconstrução derridiana em relação à figura de Heidegger, último pai da metafísica, de acordo com o filósofo francês, e pontua o percurso das ideias do filósofo alemão, desde os escritos iniciais, passando pelo Sein und Zeit, até chegar ao memento em que erige a questão do espírito (Geist) como homóloga ao espírito alemão. Essa mirada serve para Derrida mostrar que no pensamento heideggeriano uma monstruosidade de origem estaria nele inscrita e revelaria não somente uma insistente retomada da metafísica, mas um pensamento de supremacia, que Derrida denuncia e condena. Esta perspectiva se conjuga aos postulados da crítica desconstrutora de Derrida, que se quer política, a despeito da acusação de ahistórica ou alienada. O embate com a obra de Heidegger revela estratégias de análise textual e de crítica cerrada, que nosso referencial procura retraçar, de forma a dar ciência ao leitor de como opera a questão da différance na condução de uma crítica opositiva e provocadora dos binarismos.

Palavras-chave

Jacques Derrida; Martin Heidegger; Desconstrução

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