Gilles Deleuze e uma crítica à ideia de autor

Alex Fabiano Correia Jardim

Resumo

Pretendemos apresentar a crítica desenvolvida por Deleuze à ideia de sujeito na literatura de caráter fenomenológico. Segundo essa perspectiva, influenciada pelo pensamento de Edmund Husserl, há uma determinação das coisas pelo sujeito, isto é, do sujeito-autor como doador de sentido ao mundo. Neste caso, a obra, a escrita, é um efeito e produto de uma intencionalidade que a constitui. Contrariamente, para Deleuze, a criação literária não é uma representação ou efeito de um ato noético carregado de significados e designações; se assim o for, teríamos uma dependência da obra ao autor e a sua consciência constituinte, como se fosse uma gêneseoriginária, uma essência. Para Deleuze, tanto a leitura como a escrita causam uma violência, conduzindo os participantes do jogo literário a uma percepção estética para um não visível, para uma crítica à imagem do pensamento, dado que, segundo o próprio Deleuze, por caminhos diferentes, tanto a filosofia (invenção de conceitos) como a literatura (perceptos e afetos) tratariam do pensamento como prática e experimentação, jamais como representação.

Palavras-chave

Representação; Experimentação; Singularidade; Pensamento

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